MATO GROSSO
Crédito da Desenvolve MT viabiliza inovação tecnológica com implantação de hidroponia em Juara
MATO GROSSO
Em Juara, no noroeste de Mato Grosso, está sendo construída a Hortifruti Vovó Vaci, um empreendimento que promete transformar o cenário da produção de hortaliças na região. Idealizado pelo empreendedor Jorge Duarte , o projeto aposta em tecnologia de ponta e boas práticas agrícolas para implementar um sistema moderno de cultivo hidropônico, com destaque para o sistema HPM, que visa otimizar o manejo e aumentar a produtividade. A implantação da hortifruti só foi possível graças ao financiamento obtido com a Desenvolve MT.
O projeto da hortifruti surgiu do desejo de empreender em um segmento com grande potencial de crescimento e que também carrega valor afetivo. Toda a estrutura está sendo instalada em uma antiga chácara da família, local onde a sogra dele, conhecida como Vaci, cultivava hortas no quintal. A homenagem rendeu nome ao novo negócio.
Jorge encontrou na agricultura uma nova vocação, e para tornar o sonho realidade, buscou conhecimento técnico e apostou em uma estrutura desenvolvida por uma empresa referência em hidroponia. O sistema instalado permite o cultivo de hortaliças com controle de temperatura, umidade e irrigação por água tratada, garantindo qualidade e produtividade. A obra está em fase avançada de implantação e a previsão é de que as primeiras colheitas estejam prontas até o fim de agosto.
Segundo o empreendedor, o crédito da Desenvolve MT permitiu a aquisição de praticamente toda a estrutura. “Todo o equipamento foi financiado pela Desenvolve MT, a estrutura também foi adquirida com o recurso. Cerca de 70%, está sendo financiada pela agência. Nós estamos entrando com uma contrapartida pequena”, disse.
Jorge também destaca a vantagem das condições oferecidas pela agência. “Conseguimos acesso a um recurso com juros mais baixos do que qualquer outro sistema financeiro do país. Isso nos permitiu realizar nosso sonho. A carência de um ano foi fundamental, com esse prazo, conseguimos concluir a obra e iniciar a produção. Com os resultados dessa produção, acreditamos que será possível quitar os débitos com a Desenvolve MT”, explica.
A estrutura inclui estufas modernas com calçadas centrais e sistema de transporte por trilhos para facilitar o manuseio e processamento das plantas. Além de alface, rúcula, cebolinha, coentro e salsinha, o local também contará com cultivo de tomates cerejas e uma área destinada à venda de mais de 400 tipos de temperos. A comercialização será feita diretamente no espaço comercial, e também por sistema de entregas em mercados e residências.
No espaço ainda foram construídos dois poços artesianos, item essencial para o cultivo hidropônico. Já prevendo a expansão do negócio, a área foi terraplanada para abrigar futuras ampliações, totalizando mais de 3 mil metros quadrados de área útil para cultivo.
Com apoio técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e acompanhamento da Desenvolve MT com o investimento, a Hortifruti Vovó Vaci representa um modelo de inovação tecnológica na agricultura. Mais do que um novo negócio, o projeto é a concretização de um sonho familiar e uma homenagem à memória de quem cultivava a terra com dedicação e comprometimento.
Linha Empresarial
A linha de crédito Desenvolve Empresarial já destinou mais de R$35 milhões até maio deste ano, para empresas mato-grossenses que buscam expandir, modernizar e estruturar seus negócios. Os recursos vêm contribuindo diretamente para o fortalecimento da economia local, gerando empregos e aumentando a capacidade produtiva em diversos setores.
Voltada para quem deseja investir no crescimento com planejamento e segurança, a linha permite a aquisição de máquinas e equipamentos, reformas, ampliações e até capital de giro vinculado ao investimento. Com prazos de pagamento de até 120 meses e até 12 meses de carência, oferece flexibilidade e fôlego financeiro para o empreendedor.
Com taxas de juros acessíveis e condições facilitadas, o Desenvolve Empresarial tem sido uma alternativa estratégica para empresas que buscam sair do papel ou dar novos passos no mercado de forma sustentável.
*Com supervisão de Livia Rabani
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Café garante renda e recomeço para família de Castanheira
O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).
O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.
Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.
“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.
No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.
A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.
“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.
A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.
“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.
O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.
“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.
Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.
“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.
Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.
Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.
Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.
Fonte: Governo MT – MT
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