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MATO GROSSO

Corpo de Bombeiros combate incêndio em depósito abandonado em Várzea Grande

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MATO GROSSO

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu a uma ocorrência de incêndio em um depósito abandonado, localizado na Avenida Manoel Henrique Pereira, em Várzea Grande.

A equipe do 2º Batalhão de Bombeiros Militar (2º BBM) foi acionada por volta das 5h30 e se deslocou ao local indicado.

Ao chegar, as equipes constataram o incêndio em fase de desenvolvimento no interior do depósito, com grande carga de material combustível e intensa produção de fumaça.

Diante da situação, foi realizado o combate direto às chamas, com a montagem de linhas de ataque e o isolamento da área, a fim de evitar a propagação do fogo para imóveis adjacentes.

A ocorrência contou com o apoio da concessionária Energisa, que realizou o desligamento preventivo da rede, garantindo maior segurança às equipes e à população.

Durante a operação, foram utilizados cerca de 20 mil litros de água para o controle total do incêndio e a realização do rescaldo, que consiste na eliminação de possíveis focos remanescentes. Não houve registro de vítimas. Na ação, foram empregadas cinco viaturas e um efetivo de 17 bombeiros militares.

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A atuação rápida e coordenada das equipes evitou danos maiores, assegurando a preservação das áreas vizinhas.

Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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