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Corpo de Bombeiros abre 560 vagas para projetos sociais; veja como se inscrever

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) iniciou, nesta segunda-feira (2.3), as pré-inscrições para os projetos sociais Karabom, Bombeiros do Futuro e Musicalizar, na Região Metropolitana de Cuiabá. Ao todo, são ofertadas 560 vagas para iniciativas desenvolvidas em Cuiabá, Várzea Grande, Poconé, Barão de Melgaço e Nossa Senhora do Livramento. Faça aqui sua pré-inscrição.

Os projetos são voltados à promoção da cidadania, à educação preventiva e à inclusão comunitária, integrando o Programa Educacional e Social do CBMMT (Proesbom). São gratuitos e destinados a crianças e adolescentes de 8 a 17 anos, regularmente matriculados em instituições de ensino reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). As ações oferecem atividades educativas e de desenvolvimento pessoal, no contraturno escolar, além de uniforme e lanche aos participantes, contribuindo para a formação integral e para o fortalecimento dos vínculos com a comunidade.

As 560 vagas oferecidas estão distribuídas da seguinte forma: 245 vagas para o projeto Karabom; 210 vagas para o Bombeiros do Futuro e 105 vagas para o Musicalizar (iniciação e formação de banda). Desse total, 75% são reservadas para crianças e adolescentes com renda familiar de até 1,5 salário-mínimo e cadastrados no CadÚnico. Os outros 25% são destinados à ampla concorrência.

O projeto social Karabom é destinado às crianças e adolescentes de 8 a 14 anos, especialmente em situação de vulnerabilidade social, promovendo segurança pessoal e formação moral por meio da prática do Karatê, além de incentivar valores como civismo, patriotismo e respeito. O projeto Bombeiros do Futuro atende crianças de 9 a 12 anos, com instruções relacionadas às atividades do bombeiro militar e conteúdos voltados ao desenvolvimento pessoal, formação cidadã e fortalecimento do caráter. Já o Musicalizar atende participantes de 9 a 17 anos e utiliza a música como instrumento de transformação social, contribuindo para o desenvolvimento da disciplina, do trabalho em equipe e para a redução de comportamentos de risco.

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Inscrições

As pré-inscrições podem ser realizadas até o dia 12 de março, exclusivamente por pais ou responsáveis, no site do Corpo de Bombeiros Militar ou em uma das unidades militar aptas a receber as inscrições. Após a inscrição, os contemplados deverão efetivar a matrícula presencialmente entre os dias 17 e 20 de março, na unidade escolhida. A matrícula deverá ser realizada somente por pais ou responsáveis.

Segue, abaixo, um resumo dos projetos sociais, com a indicação da faixa etária, da unidade onde são ofertados, da quantidade de vagas. Outras informações estão disponíveis no edital.

Projeto Social Karabom – 08 a 14 anos – 245 vagas
Cuiabá – 35 vagas – matutino – EE Manoel Cavalcanti Proença
Cuiabá – 35 vagas – matutino – EMEB Professora Esmeralda de Campos Fontes
Cuiabá – 35 vagas – vespertino – EMEB Celina Fialho Bezerra
Cuiabá – 35 vagas – noturno – Escola Militar Dom Pedro II (Centro)
Barão de Melgaço – 35 vagas – vespertino
Poconé – 35 vagas – matutino
Várzea Grande – 35 vagas – vespertino – Shopping Várzea Grande)

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Projeto Social Bombeiros do Futuro – 09 a 12 anos –210 vagas
Cuiabá – 35 vagas – matutino – EMEB Professora Esmeralda de Campos Fontes
Cuiabá – 35 vagas – vespertino – EMEB Celina Fialho Bezerra
Barão de Melgaço – 35 vagas – vespertino
Nossa Senhora do Livramento – 35 vagas – vespertino
Poconé – 35 vagas – matutino
Várzea Grande – 35 vagas – vespertino – Escola Estadual Dunga Rodrigues

Projeto Social Musicalizar Inicialização – 09 a 14 anos – 105 vagas
Cuiabá – Escola Dom Pedro II (Centro) – 70 vagas – matutino/ vespertino
Projeto Social Musicalizar Prática de Conjunto: 12 a 17 anos
Cuiabá – Escola Dom Pedro II (Centro) – 35 vagas – matutino/ vespertino

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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