MATO GROSSO
Com apoio do Governo de MT, 111ª Festa de São Francisco de Assis de Chapada dos Guimarães começa nesta quinta-feira (2)
MATO GROSSO
A comunidade de Ponte Alta, em Chapada dos Guimarães, recebe entre os dias 2 e 5 de outubro de 2025, a 111ª edição da Festa de São Francisco de Assis, um dos mais antigos e expressivos festejos católicos de Mato Grosso. O evento, que reúne milhares de fiéis e turistas religiosos, une espiritualidade, tradição cultural e hospitalidade, fortalecendo o turismo religioso no Estado.
Realizada pelo Instituto Realize, a festa conta com o apoio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), que destinou recursos para viabilizar a realização do evento, e da Assembleia Legislativa.
Criada no século passado por famílias cearenses migrantes, a celebração mantém vivo um legado secular de fé e gratidão. Reconhecida como patrimônio imaterial da comunidade, é organizada pela Irmandade de São Francisco de Assis e preserva costumes históricos, como a oferta gratuita de café da manhã, almoço e jantar a todos os participantes , que é uma expressão do espírito franciscano de acolhimento e solidariedade.
Para a superintendente de Políticas e Promoção do Turismo, Júlia Assis, o apoio do Estado é fundamental para assegurar a continuidade da tradição e potencializar seus impactos no turismo religioso.
“A Festa de São Francisco de Assis é muito mais que um evento religioso, ela é um patrimônio vivo que conecta fé, cultura e turismo. Ao destinarmos recursos da Sedec para apoiar esta celebração, reforçamos o compromisso do Governo do Estado com o fortalecimento do turismo religioso em Mato Grosso. Essa festa mobiliza a comunidade, gera oportunidades econômicas e valoriza uma tradição centenária que merece ser preservada e celebrada pelas futuras gerações”, destacou.
A programação inclui missas, procissões, levantamento do mastro, cavalgada e leilões, além de apresentações culturais e shows musicais que reforçam o caráter festivo e comunitário da celebração. Com entrada gratuita, a festa atrai não apenas devotos, mas também turistas em busca de experiências autênticas que unem fé, cultura popular e gastronomia tradicional.
Além do impacto espiritual e cultural, a festividade movimenta a economia local, beneficiando pequenos comerciantes, produtores rurais, artesãos, artistas regionais e prestadores de serviços ligados à cadeia do turismo, como hospedagem, transporte e alimentação.
Serviço | 111ª Festa de São Francisco de Assis de Ponte Alta
Data: 02 a 05 de outubro de 2025
Local: Comunidade de Ponte Alta – Chapada dos Guimarães/MT
Horário: Atividades a partir das 7h, durante todo o dia
Acesso: Gratuito
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
Fonte: Governo MT – MT
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