MATO GROSSO
Carretas e motorhomes das equipes competidoras também são atração no Parque Novo Mato Grosso
MATO GROSSO
Carretas e motorhomes tomaram conta de um setor do estacionamento do Parque Novo Mato Grosso, onde acontece a 3ª Etapa do Campeonato Brasileiro de Motocross. Dentro deles estão familiares de pilotos, equipes técnicas e até mesmo amantes do esporte que acompanham todas as etapas do campeonato Brasil afora.
O evento é realizado no maior parque multieventos da América Latina, que está sendo construído pelo Governo de Mato Grosso, em parceria com a MT Participações e Projetos (MT Par). A entrada é gratuita.
Patrocinado pela Secretaria de Estado de Esportes e Lazer (Secel), o campeonato deve receber mais de 30 mil pessoas circulando pelo local durante os três dias de evento. Desse total, cerca de 5 mil fazem parte da organização, equipes de competidores, familiares de pilotos e pequenos comerciantes que participam da feira de negócios.
Parte desse público está alojada em vans, micro-ônibus e carretas que impressionam pela tecnologia e estrutura, e que podem ser vistos de perto pelos visitantes. Quem prestigiar o evento ainda terá a oportunidade de conhecer de perto as “tribos” do motocross, trocar ideias e ver como é a rotina das competições.
As maiores equipes trouxeram carretas que funcionam como verdadeiras oficinas e casas sobre rodas. No interior delas, os mecânicos e membros da equipe dormem, a comida é preparada e há espaço para armazenar equipamentos e ferramentas, que são usados nas tendas montadas em frente aos veículos.
Pedro Neto, 25 anos, piloto da equipe S2 Nordeste, conta que sua equipe está em transição de médio para grande porte, tanto pela estrutura quanto pelos resultados conquistados. Ele relata que a carreta da equipe percorre, em média, 80 mil quilômetros por ano para participar das competições, levando suporte técnico e insumos para cada prova.
Dentro da carreta, há alojamentos para mecânicos e equipe técnica. Já os pilotos ficam hospedados em hotéis da cidade-sede e são levados diariamente ao motódromo.
Mesmo com essa estrutura profissional, também há espaço para as equipes menores. Elas podem não chegar com tanta pompa, mas realizam um trabalho de qualidade equivalente. As big carretas são substituídas por micro-ônibus e vans.
Emerson Barbosa dos Santos e seu amigo Cléber Grosbelli — um do Paraguai e o outro da região Sul do Brasil — costumam viajar de micro-ônibus para levar os filhos, que são pilotos, às competições. Nenhum dos dois filhos é profissional remunerado, mas já conseguiram contratos com equipes que fornecem motos e equipamentos, o que ajuda a aliviar os custos para as famílias.
“Nós acompanhamos os meninos por amor ao esporte. Eu já fui piloto e gosto de incentivar meu filho a seguir esse caminho. Mas não é fácil deixar as obrigações e a casa para passar uma semana fora nos campeonatos. Minha sorte é que sou comerciante, e minha esposa cuida da loja enquanto acompanho nosso filho”, explica Emerson.
Já Cléber Grosbelli, que é construtor, conta que precisa fazer muitas restrições financeiras para bancar o sonho do filho. Mas vê com orgulho o crescimento dele e acredita no potencial para se tornar um piloto profissional remunerado. “Meu filho foi crescendo no esporte de forma natural. Ele começou a competir e foi se destacando. É algo que ele ama, e tento não forçá-lo. Ele é livre para decidir o que quer fazer”, conclui.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Equipes de São Paulo e Santa Catarina são campeãs do Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma
O Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma, uma das principais atrações do 2º Congresso Nacional de Emergência e Segurança Viária (Conesv), consagrou as equipes Rescue Team São Paulo e a CBMSC Mafra como as campeãs gerais da competição, que foi encerrada nessa sexta-feira (26.6), no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá.
A Rescue Team São Paulo, do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), conquistou o primeiro lugar no Desafio de Salvamento Veicular. Já a CBMSC Mafra, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), foi a vencedora do Desafio de Trauma. Os resultados refletiram o melhor desempenho técnico entre os participantes, considerando os critérios de avaliação aplicados ao longo das provas, que simularam ocorrências reais de acidentes.
Para além da disputa entre equipes, o desafio foi reconhecido como uma das principais ferramentas de capacitação prática para bombeiros e profissionais de emergência. Durante três dias, 46 equipes de 16 estados e do Distrito Federal enfrentaram cenários realísticos com vítimas presas às ferragens e múltiplos traumas. Em cada prova, os participantes precisaram tomar decisões rápidas, atuar de forma integrada e aplicar protocolos internacionais de atendimento pré-hospitalar e resgate, sob avaliação de árbitros especializados.
O comandante da Rescue Team São Paulo, tenente BM Mateus Felipe de Almeida Pelico, atribuiu a conquista ao trabalho contínuo desenvolvido pela equipe ao longo dos últimos anos na busca pelo melhor desempenho técnico e profissional.
“Nossa equipe participa desse processo desde 2015. Ao longo dos anos, passamos por diferentes formações. Há quase dois anos estamos nessa configuração e, no ano passado, conquistamos o quarto lugar no campeonato nacional. Neste ano, alcançamos o título. Estou muito feliz com esse resultado”, afirmou.
Durante o Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma, as equipes foram avaliadas em critérios como comando da ocorrência, atendimento pré-hospitalar (APH), atuação da equipe técnica e desenvolvimento da operação em cenários que simulavam acidentes reais. Em todas as provas, os participantes receberam pontuações de acordo com a qualidade técnica, a segurança dos procedimentos e a eficiência no atendimento às vítimas.
Na modalidade de trauma, por exemplo, as equipes tiveram apenas 15 minutos para avaliar a cena, identificar as lesões e concluir todo o atendimento da vítima conforme protocolos internacionais. Os cenários permaneceram em sigilo até o início das provas e foram montados com veículos, vegetação e vítimas caracterizadas por especialistas em maquiagem realística para reproduzir, com fidelidade, as condições encontradas em acidentes reais.
Já na modalidade de salvamento veicular, as equipes tiveram 25 minutos para realizar o resgate da vítima em uma simulação de acidente de trânsito, cumprindo cerca de 150 critérios de avaliação, que abrangeram desde o atendimento médico e a liderança até a técnica operacional.
Para o tenente Mateus, comandante da Rescue Team São Paulo, o principal diferencial foi a experiência da equipe em atuar em conjunto.
“Esse resultado foi fruto da sintonia da equipe. Precisamos estar preparados técnica, operacional e psicologicamente. Como estivemos juntos há bastante tempo, acabamos nos tornando uma família. Isso fortaleceu a comunicação e a tomada de decisões durante as provas”, concluiu.
Participaram dos desafios equipes dos estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Roraima, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Bahia, Minas Gerais, Pará, Ceará, Amapá, Rondônia, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, além do Distrito Federal.
2° Conesv
O 2º Conesv, promovido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), reuniu bombeiros militares, especialistas e profissionais de diversas áreas do Brasil e do exterior para debater avanços, desafios e boas práticas voltadas à segurança viária e ao atendimento de emergências no trânsito.
Além do Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma, a programação incluiu painéis, reuniões estratégicas, atividades práticas como o Holmatro Experience e os cursos Stop The Bleed e Rescue Training, voltados à capacitação em controle de hemorragias e atendimento pré-hospitalar.
Confira os vencedores do Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma:
Fonte: Governo MT – MT
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