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Bombeiros de MT seguem padrão internacional para salvamento veicular

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O atendimento do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBMMT) em ações de salvamento veicular foi considerado dentro dos padrões internacionais por membros da Associação Brasileira de Resgate e Salvamento (Abres). Os majores Fábio Contreiras e Ícaro Greinert, do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro e do Paraná, respectivamente, estiveram em Cuiabá nesta semana, durante o 1º Desafio de Salvamento Veicular, para avaliar os militares para a etapa nacional do desafio, que será realizada em Gramado (RS).

“Observamos que todas as sete equipes estavam dentro dos padrões da World Rescue Organisation (WRO). Elas conseguiram cumprir os requisitos previstos para um bom atendimento. A diferença de notas entre elas foi muito pequena. Houve um grande avanço no padrão internacional e acredito que as equipes daqui vão cada vez mais melhorar o atendimento”, afirmou.

O major BM Greinert também elogiou os investimentos feitos pelo Governo de Mato Grosso em equipamentos de ponta para serem utilizados nestas ocorrências. Segundo ele, a disponibilização desses recursos beneficia a população que recebe um atendimento mais eficaz.

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“A realização de investimentos nessa área é fundamental. Os equipamentos utilizados neste tipo de ocorrência são de alta tecnologia que auxiliam, por exemplo, no corte de estrutura de carros ultra reforçados. Sem dúvidas, os equipamentos disponíveis ao Corpo de Bombeiros de Mato Grosso garantem um atendimento seguro e eficaz”, completou.

Já o major BM Ícaro Greinert elogiou a capacidade técnica dos militares de Mato Grosso em atendimentos emergenciais de salvamento veicular.

“Os desafios acontecem no mundo inteiro e no Brasil esta é a sexta vez. Em Mato Grosso é a primeira e ficamos satisfeitos ao ver a capacidade técnica dos bombeiros do Estado. O desafio é um circuito muito específico, mas eles mostraram total capacidade técnica em atendimento emergencial. Ficamos contentes com essa constatação”, afirmou o major.

1º Desafio de Salvamento Veicular

No total, sete cenários de acidentes com veículos simulados foram montados no pátio do 1º Batalhão dos Bombeiros, na última terça-feira (05.09). Cada um dos grupos teve o tempo limite de 20 minutos para realizar o resgate de uma vítima e foi avaliado pelos membros da Associação Brasileira de Resgate e Salvamento.

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“Os cenários levam o bombeiro a uma situação extremamente próxima da realidade, com veículos muito instáveis, vítimas reais e uma série de riscos. É um nível de detalhamento muito grande para que isso se reflita no atendimento à população”, explicou capitão Rivaldo Andrade, coordenador do desafio.

Das sete equipes regionais da instituição que participaram, a do 5º Comando Regional, de Cáceres, foi selecionada para representar o Estado na etapa nacional em Gramado (RS), em outubro.

“É uma grande satisfação estar representando o Estado. Foi um verdadeiro desafio, muito próximo a realidade. Todos os militares participantes conseguiram atingir o principal objetivo, que é salvar a vítima. Utilizamos equipamentos de ponta, que são resultados dos investimentos feitos pelo Governo de Mato Grosso no Corpo de Bombeiros”, disse o sargento Graziane Rossi dos Santos, de Pontes e Lacerta.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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