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Alunos da Rede Estadual de Nova Mutum embarcam para competição mundial de robótica em Houston

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Uma equipe de dez estudantes da Rede Estadual de Nova Mutum embarcou nesta segunda-feira (14.4), no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, com destino a Houston, nos Estados Unidos, onde representará o Brasil em uma das maiores competições de robótica do mundo.

A FIRST Robotics Competition (FRC) reúne jovens do mundo todo, que são desafiados a projetar, construir e programar robôs de tamanho industrial, com até 55 kg e 1,5 metro de altura. A competição será entre os dias 16 a 19 de abril.

A classificação do grupo “Mutum-X” veio depois de um desempenho de destaque na etapa nacional da FRC, realizada em São Paulo, no final de março. A equipe, que ficou em 2º lugar, chamou atenção pela criatividade, trabalho em equipe e soluções inovadoras apresentadas durante a competição.

“Estamos felizes por ter estudantes da rede pública do Estado representando o Brasil em uma das maiores competições de robótica do mundo. Vocês estão motivando outros estudantes também. Tenho certeza que, lá em Houston, vão dar show. Vocês já são mais que vencedores!”, afirmou o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, que acompanhou o embarque dos estudantes.

A participação no evento internacional é resultado de meses de dedicação, estudos e desenvolvimento de projetos com foco em tecnologia e engenharia. A equipe, composta por oito alunos da Escola Estadual Militar Tiradentes Coronel PM Celso Henrique Souza Barbosa e dois estudantes da Escola Estadual José Aparecido Ribeiro, enfrentará equipes de diversos países. Além das disputas técnicas, os alunos também terão a experiência de intercâmbio cultural e aprendizado colaborativo com os adversários.

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“Eu estou muito ansiosa. É a primeira vez que eu vou viajar para fora do país e também é a primeira vez que eu vou para um campeonato mundial. É para os Estados Unidos, é o meu grande sonho. A robótica, além de ser uma forma divertida de aprender, também nos dá muita bagagem para trabalhar futuramente na indústria”, disse uma das integrantes da equipe, a estudante Ketlen Pereira da Silva, de 16 anos, que cursa o 2º ano do ensino médio.

O aluno do 3º ano do ensino médio, Raul Chaves Trennepohl, de 17 anos, afirmou que a robótica já lhe proporciona oportunidades e trará outras no seu futuro. “Eu nunca atravessei o oceano, isso é um sonho. A robótica abre portas para muitas áreas, de conhecimento, de futuro com tamanho imensurável. Estou confiante que vamos voltar com diversos prémios”, acrescentou.

“É um sonho realizado. Ver o esforço dos nossos alunos, sendo reconhecidos e premiados com a oportunidade de competir no cenário mundial, é motivo de muito orgulho. É uma realização não só profissional, mas pessoal também”, afirmou um dos professores responsáveis pelo projeto de robótica da equipe, Marco Aurélio Fernandes, de 29 anos.

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O diretor regional do Senai-MT, Carlos Braguini, elogiou por terem chegado até a competição mundial. “Estou muito feliz em vê-los partindo para o futuro, porque a robótica te proporciona não só conhecimentos, mas um currículo excelente”, afirmou.

A equipe Mutum-X é formada pelos estudantes Carolina Santos, Eduardo Vidal, Gabriel Batista, Ketlen Carvalho, Luiz Antônio de Lima, Rafael Vieira, Thiago Sousa, Vagner Lorençato Junior, Raul Trennepohl e Yuri Ribeiro, acompanhados dos mentores Marco Aurélio Fernandes, Maisson Iuri Nascimento, Adriele Muniz e equipe técnica do Senai Mato Grosso. Criada há menos de um ano, o grupo já acumula uma série de vitórias em competições.

Os 10 estudantes da Rede Estadual fazem o ensino integrado no Senai de Nova Mutum, em cursos como Mecatrônica, Administração e Mecânica Industrial. Desde 2023, em parceria com o Senai Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) envia uma equipe ao mundial. Em 2023, foi a Agrobot (Senai Rondonópolis); e, em 2024, a Canintech (Senai Sinop).

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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