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Ação integrada da Sesp apreende 20 armas de fogo e prende três foragidos da Justiça

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A primeira fase da Operação Vitae, ação integrada das forças da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), realizada durante o mês de fevereiro, no município de Sorriso (420 km de Cuiabá), já contabilizou 90 conduções de pessoas à delegacia para checagem de suspeitas de envolvimento em práticas criminosas, três prisões de foragidos da Justiça e apreensões de 20 armas de fogo, 170 munições e 8,3 quilos de drogas (maconha e cocaína). 

O comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar de Sorriso, tenente-coronel Jorge Almeida, apresentou o balanço parcial da operação nesta semana e observou que o quantitativo de drogas apreendidas está relacionado ao desmonte de “bocas de fumo”, ou seja, repressão ao chamado tráfico doméstico.

De acordo com o levantamento, os três foragidos da Justiça que foram capturados respondem a crimes de roubo (assalto a mão armada) e furto qualificado. Um deles, de 23 anos, foi condenado a 10 anos de prisão por, em julho de 2019, assaltar um posto de combustível no município de Sorriso.   

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A segunda fase da operação teve início nesta segunda-feira (13.03), com reforço de equipes do Batalhão Rotam e do Regimento Montado (Cavalaria), unidades especializadas da Polícia Militar. Para o tenente-coronel Jorge Almeida, esse reforço é fundamental para o fortalecimento das ações. 

Na fase inicial, a Vitae empregou policiais do 2º Pelotão de Força Tática, de Sinop, da Companhia de Moto-patrulhamento Raio, de Cuiabá, e teve apoio do Ciopaer, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal e Núcleo Integrado de Fiscalização Municipal.

O secretário-adjunto de Integração Operacional da Secretaria de Estado de Segurança (Sesp-MT), coronel Fernando Carneiro, destacou que o objetivo da Vitae é reduzir os índices criminais, especialmente homicídios, tráfico e roubos.

“Aplicando as expertises de cada força policial estamos desenvolvendo diversas ações planejadas. Trabalhamos visando a identificação, prisão e responsabilização criminal das lideranças e seus aliados”, completou.

O nome Vitae faz referência à vida curricular, trajetória dos criminosos que a operação busca identificar e prender.

Fonte: GOV MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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