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MARCELO NEVES

André e a balada

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MARCELO NEVES

André Felipe em treinamento no CT do Dourado. Crédito: AssCom Cuiabá

Muitos torcedores “torceram” o nariz quando o Cuiabá apresentou o atacante André, que no Dourado passou a se chamar André Felipe. Isso porque o jogador com fama de baladeiro, o que lhe rendeu o apelido de André Balada, apelido que o jogador não gosta.

Desde que chegou, André entrou em campo 19 vezes pelo Cuiabá, marcou três gols e deu duas assistências. E até então vinha se comportando bem fora de campo. Ficou de fora do time um certo período, se recondicionou fisicamente, voltou ao time como titular e nas últimas partida era a principal peça no ataque cuiabanista e veio uma lesão muscular que o tirou de campo. A última partida de André Felipe havia sido contra o Ceará no dia 18 de junho.

No último sábado, o jogador foi flagrado em um pagode na capital paulista ao lado da esposa e do ex-jogador Elias, que atualmente trabalha com Ronaldo Nazário na gestão do Cruzeiro e do Valladolid da Espanha.

Agora vem a seguinte pergunta: se o jogador está contundido e fazendo tratamento com os médicos do Cuiabá, o que ele foi fazer em São Paulo? Se ele foi para São Paulo teve autorização do clube, quem o autorizou a viajar?

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Se o atleta está sob tratamento médico, não poderia o clube autorizar a viagem para São Paulo, se alguém está errado na história, o maior errado é quem o liberou. Cabe ao clube se posicionar e chamar a responsabilidade para si de ter dado anuência da viagem. E se o jogador está de folga, não sejamos hipócritas de achar que ele ficará em casa assistindo Netflix.

A postura do Cuiabá está errada e não pode querer aplicar alguma penalidade ao jogador, ele não foi para São Paulo sem o clube ficar sabendo, ele foi autorizado e  com o conhecimento dos dirigentes do clube.

O torcedor pode até cobrar o jogador pelo momento atual do clube, de brigar por uma postura profissional do atleta, mas o torcedor precisa saber que a culpa maior é do dirigente que o liberou para viajar para a capital paulista. E até o momento o André não cometeu nenhuma falta grave contra o Cuiabá Esporte Clube.

Não chegou atrasado aos treinos, não faltou treino, cumpriu suas obrigações durante o tratamento e não deixou o clube sem o conhecimento dos dirigentes. Ele viajou e foi à uma festa em seu momento de folga e volto a repetir, autorizado pelo clube.

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Claro que a fama e o apelido irão persegui-lo até o final de sua carreira, e fatos como do último sábado apenas fazem com que o apelido “Balada” volte a tona. Errou o jogador em se expor? Sim, isso é fato. Mas erra ainda mais o clube de, primeiro não comunicar sobre o quadro de lesão do atleta, segundo por não vir à público dizer quem autorizou o atleta de viajar e por último de pensar em punir o jogador.

No caso da balada, erram todos, mas um errou com consentimento de alguém, e que agora o André retorne ao time e apague a imagem dentro do campo com gols e assistências, até porque com o time vencendo, até o torcedor irá junto para a balada.

 

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MARCELO NEVES

Está na hora da garotada ganhar espaço no Dourado

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Garotada do Cuiabá comemora vitória contra o Paysandu pelo Brasileiro de Aspirantes. Crédito: AssCom Cuiabá

O Cuiabá sofreu mais uma derrota no Campeonato Brasileiro, desta vez para o Fluminense no Rio de Janeiro, resultado normal pelo momento atual das equipes. Um jogo onde mostrou as carências da equipe, a falta de um meia de qualidade, de centroavante, de um meio mais habilidoso e técnico. Aliado à isso, houve equívocos na escalação e nas escolhas do técnico António Oliveira.

Se por um lado a diretoria do Dourado enfrenta dificuldades na contratação, exemplo disso foi a negociação com o meia Guilherme Castilho, que já tinha base e tudo acertado, mas que no último instante mudou de ideia e acertou sua transferência para o Ceará.

Por outro lado o Cuiabá tem a melhor campanha no Brasileiro de Aspirante com 13 pontos ganhos em cinco jogos disputados. Porém o mais importante são os jogadores que estão se destacando no time de aspirantes e que poderiam fazer parte do time principal como opção e até mesmo figurando como titulares.

Se o Joaquim entrou na zaga e ganhou espaço, se tornando o principal jogador da defesa do Dourado, por que jogadores como Denilson, Lucas Cardoso, Vinicius Boff, Rikelme, Gustavo Nescau e outros poderiam sim fazer parte do time principal. Denilson entrou na partida contra o Fluminense e mostrou qualidade na marcação e na saída de bola.

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Lucas Cardoso foi artilheiro do Mato-grossense de 2021 atuando pelo Operário-VG e chamou a atenção do Cuiabá, foi emprestado pelo Dourado para o Santo André onde atuou no Campeonato Paulista deste ano. O garoto de 21 anos tem mostrado muita qualidade técnica e seria uma ótima opção para a criação no meio campo, ao lado do Rikelme o time marcou 10 gols até o momento, a média de gols do time de aspirantes é quase três vezes mais do que a do time principal.

Outro jogador que tem demonstrado evolução é o centroavante Gustavo Nescau, artilheiro da equipe ao lado do meia Lucas Cardoso com três gols, mostra presença de área, velocidade, saída para tabela com os meias e em um momento onde o time principal conta apenas com André Felipe e Deyverson na posição, Gustavo precisa ter mais espaço no time de cima.

Se o clube não consegue trazer jogadores para assumir a titularidade, que comecem a utilizar os garotos.

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