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OAB Nacional promove debate ‘A digitalização da sociedade e o seu direito’

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A OAB Nacional abriu, nesta quarta-feira (10/8), o seminário “A Digitalização da Sociedade e o seu Direito”, em comemoração ao Mês da Advocacia e promovido pela ESA Nacional. O evento acontece entre esta quarta e a sexta-feira (12/8) e terá um olhar especial sobre como o direito tem exercido um papel importante na proteção de direitos e fomento à inovação no processo de transformação social.

O presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, abriu o encontro. Ele ressaltou que faz sentido promover o seminário às vésperas do dia 11 de agosto, Dia do Advogado, tendo em vista que o Conselho Federal da Ordem tem como um de seus braços o educacional. E que é de grande importância para o fortalecimento da advocacia brasileira. 

“Neste evento em que comemora-se o Mês da Advocacia, o nosso objetivo principal, mais do que debater as consequências da digitalização da sociedade para o direito, é pensar nas transformações sociais do nosso tempo”, pontuou Simonetti, que já foi diretor-geral da ESA Nacional. 

Simonetti afirmou, ainda, que o momento é parte de um processo que a OAB Nacional pretende aprofundar, que é justamente a democratização do ensino jurídico e dos cursos de formação da OAB por meio das plataformas digitais. 

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“A digitalização, tema central deste evento, requer reflexões sobre o impacto das transformações tecnológicas nas nossas vidas e nas relações profissionais e interpessoais. Esse certamente é um desafio imenso, porque depende do exercício crítico quanto às mudanças sociais e tecnológicas que acontecem. É por isso que teremos painéis sobre temas complexos como a defesa dos direitos humanos no ciberespaço, os desafios do direito penal, importante para o fortalecimento da advocacia brasileira.”

Ronnie Preuss, diretor-geral da ESA Nacional, afirmou que o país atravessa uma quadra desafiadora para a advocacia em diversas frentes, assim como a sociedade, e a atualização tecnológica é uma realidade que se apresenta. Ele destacou os números expressivos do seminário, com 10 mil inscritos e 2,5 mil presentes, virtualmente, durante a abertura. 

“E o aprofundamento, o conhecimento, a qualificação das advogadas e advogadas de todo o Brasil na área do direito digital é para que consigamos servir de maneira adequada e efetiva os interesses dos nossos constituintes e da sociedade, em todas as suas nuances”, disse.

Já durante o primeiro painel, A efetivação da proteção de dados no Brasil e no mundo, Ricardo Campos, professor da Goethe Universität, na Alemanha, chamou atenção para cursos da Esa Nacional de pós-graduação, também voltados para a democratização de conteúdo em alto nível produzidos por diversos especialistas no Brasil.

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Waldemar Gonçalves Ortunho Junior, presidente da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), lembrou que nesta semana também é comemorado os quatro anos da aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que teve quase 10 anos de discussões com a participação de setores da academia, público, Legislativo, empresarial.

Fonte: OAB Nacional

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Quem financia a campanha? A prestação de contas também interessa ao eleitor

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Quem financia a campanha? A prestação de contas também interessa ao eleitor

Prazo para a prestação de contas parcial das Eleições 2026 termina neste domingo, 13 de setembro, e mostra por que acompanhar o dinheiro da campanha também faz parte do voto consciente.

Durante uma eleição, o eleitor acompanha pesquisas, propostas, debates, alianças e propaganda. Mas há outro aspecto que também merece atenção: d e onde vem o dinheiro que financia uma campanha e como ele está sendo utilizado.

Neste domingo, 13 de setembro, termina o prazo para que partidos, candidatas e candidatos apresentem à Justiça Eleitoral a prestação de contas parcial das Eleições 2026 . Nela devem constar as movimentações financeiras e os recursos estimáveis em dinheiro registrados desde o início da campanha até 8 de setembro.

A prestação parcial funciona como uma espécie de fotografia financeira da campanha naquele momento. Ela permite verificar quanto foi arrecadado, quem contribuiu, quais despesas foram realizadas e como os recursos estão sendo empregados.

Mas é importante fazer uma distinção: informações financeiras da campanha podem aparecer antes da prestação parcial , porque os recursos recebidos devem ser informados à Justiça Eleitoral durante a própria campanha e os relatórios financeiros podem ser disponibilizados na internet em até 48 horas.

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O dia 15 de setembro representa outro marco. Nessa data, a Justiça Eleitoral divulgará oficialmente, na internet, a prestação de contas parcial consolidada, com indicação dos doadores e dos respectivos valores declarados, observadas as regras de proteção de dados pessoais.

Para o eleitor, essas informações ajudam a enxergar a campanha por outro ângulo. Conhecer propostas é essencial, mas compreender quem financia uma candidatura e para onde o dinheiro está sendo direcionado também contribui para uma escolha mais consciente.

Para candidatos e partidos, a atenção deve ser redobrada. A prestação parcial precisa refletir a movimentação real da campanha. Omissões, inconsistências ou informações incorretas podem repercutir posteriormente na análise das contas eleitorais.

Também é importante lembrar que essa é apenas uma etapa. Após as eleições, haverá a prestação de contas final, quando toda a movimentação financeira da campanha será submetida à análise da Justiça Eleitoral.

A transparência eleitoral não está apenas no discurso do candidato. Ela também está na origem dos recursos, nos gastos realizados e na possibilidade de fiscalização pela sociedade.

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Em uma democracia, saber quem pede o voto é fundamental. Saber quem financia a campanha também.

André Pozeti
Advogado, especialista em Direito Eleitoral, ex-juiz membro do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e membro da Comissão Eleitoral da OAB/MT.

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