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OAB Nacional prestigia entrega do 19º Prêmio Innovare

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Os agraciados com o 19º Prêmio Innovare foram conhecidos nesta quarta-feira (7/12), em cerimônia realizada na sede do Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Foram contempladas iniciativas em oito categorias, entre elas, a da Advocacia. Ao todo, 549 projetos foram inscritos nessa edição.

Os projetos concorrentes na categoria Advocacia focaram na assistência jurídica a migrantes e refugiados em Roraima, que foi o vencedor, e na paridade de gênero nos conselhos e diretorias da OAB, que recebeu menção honrosa durante a cerimônia de premiação.

“Através da nossa prática, criada em novembro de 2019, nós auxiliamos essas pessoas em extrema vulnerabilidade, pessoas com a dignidade humana violada, direitos humanos e direitos fundamentais completamente esquecidos e anulados”, contou a advogada Denise Abreu Cavalcanti, que atua junto a migrantes e refugiados venezuelanos, com mais de mil atendimentos e 700 audiências.

Já a ação que garantiu o aumento do índice de participação feminina nos órgãos vinculados à Ordem, passando de 30% para 50%, foi defendida pela necessidade de representatividade. “A inserção da advocacia feminina nos órgãos de decisão da OAB e com a paridade que foi fortalecida neste caminho representa o cumprimento do artigo 44 da nossa lei federal (Estatuto da Advocacia) e o princípio do artigo 5º da Constituição, com foco nos direitos humanos”, destacou a Medalha Rui Barbosa Cléa Carpi.

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Também participaram da cerimônia a presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada da OAB, Cristiane Damasceno; a presidente da Comissão Especial de Mudanças Climáticas e Desastres Ambientais da OAB, Marina Gadelha; e a procuradora do Estado de Goiás Valentina Jungmann Cintra, autora do projeto. O presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, integra o Conselho Superior do Instituto Innovare.

O Prêmio Innovare reconhece e amplifica iniciativas de práticas transformadoras dentro do sistema de Justiça do país, em ações que independem de mudanças legislativas. Essa edição é a primeira realizada presencialmente desde 2019. Durante a pandemia, as cerimônias foram realizadas de forma virtual.

Confira abaixo os demais vencedores:

Prêmio Destaque – Tema Educação e Cultura: o futuro do país

Doe um Futuro – Juiz Sérgio Luiz Ribeiro de Souza

Cidade: Rio de Janeiro

Categoria CNJ/Inovação e Acesso à Justiça

Prática Fórum Digital – Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (RO)

Juiz responsável pela prática: Rinaldo Forti da Silva

Categoria Tribunal

Programa formando gerações – Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS)

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Cidade: Porto Alegre (RS)

Presidente do Tribunal: Desembargadora Iris Helena Medeiros Nogueira

Magistrado responsável: Desembargador José Carlos Teixeira Giorgis

Categoria Juiz

Projeto Borboleta

Cidade: Porto Alegre (RS)

Autoria: Juíza Magéli Frantz Machado e Técnica Judiciária Ivete Machado Vargas

Categoria Ministério Público

Ministério Público e Terreiros em diálogos construtivos

Cidade: Salvador (BA)

Autoria: Promotores Lívia Santana e Sant’Anna Vaz e Edvaldo Gomes Vivas

Categoria Defensoria Pública

Programa Mãos que Reciclam

Cidade: Itabuna (BA)

Autoria: Defensoras Públicas Kaliany Gonzaga de Santana Ribeiro e Aline Brito Muller

Categoria Justiça e Cidadania

Mães e Filhos da Rua

Cidade: São Paulo (SP)

Autoria: Psicólogos Andrea Cristina Guerra, Rodrigo Xavier Franco, Giselly Gomes Japiassú, enfermeira Silvana dos Santos, assistente sociais Patrícia da Silva Goulart e Daniele Fernandes Gradilone, médica Daniela da Silva Santos e técnica de enfermagem Ivaneth Antônia Reis da Silva

Fonte: OAB Nacional

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Quem financia a campanha? A prestação de contas também interessa ao eleitor

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Quem financia a campanha? A prestação de contas também interessa ao eleitor

Prazo para a prestação de contas parcial das Eleições 2026 termina neste domingo, 13 de setembro, e mostra por que acompanhar o dinheiro da campanha também faz parte do voto consciente.

Durante uma eleição, o eleitor acompanha pesquisas, propostas, debates, alianças e propaganda. Mas há outro aspecto que também merece atenção: d e onde vem o dinheiro que financia uma campanha e como ele está sendo utilizado.

Neste domingo, 13 de setembro, termina o prazo para que partidos, candidatas e candidatos apresentem à Justiça Eleitoral a prestação de contas parcial das Eleições 2026 . Nela devem constar as movimentações financeiras e os recursos estimáveis em dinheiro registrados desde o início da campanha até 8 de setembro.

A prestação parcial funciona como uma espécie de fotografia financeira da campanha naquele momento. Ela permite verificar quanto foi arrecadado, quem contribuiu, quais despesas foram realizadas e como os recursos estão sendo empregados.

Mas é importante fazer uma distinção: informações financeiras da campanha podem aparecer antes da prestação parcial , porque os recursos recebidos devem ser informados à Justiça Eleitoral durante a própria campanha e os relatórios financeiros podem ser disponibilizados na internet em até 48 horas.

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O dia 15 de setembro representa outro marco. Nessa data, a Justiça Eleitoral divulgará oficialmente, na internet, a prestação de contas parcial consolidada, com indicação dos doadores e dos respectivos valores declarados, observadas as regras de proteção de dados pessoais.

Para o eleitor, essas informações ajudam a enxergar a campanha por outro ângulo. Conhecer propostas é essencial, mas compreender quem financia uma candidatura e para onde o dinheiro está sendo direcionado também contribui para uma escolha mais consciente.

Para candidatos e partidos, a atenção deve ser redobrada. A prestação parcial precisa refletir a movimentação real da campanha. Omissões, inconsistências ou informações incorretas podem repercutir posteriormente na análise das contas eleitorais.

Também é importante lembrar que essa é apenas uma etapa. Após as eleições, haverá a prestação de contas final, quando toda a movimentação financeira da campanha será submetida à análise da Justiça Eleitoral.

A transparência eleitoral não está apenas no discurso do candidato. Ela também está na origem dos recursos, nos gastos realizados e na possibilidade de fiscalização pela sociedade.

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Em uma democracia, saber quem pede o voto é fundamental. Saber quem financia a campanha também.

André Pozeti
Advogado, especialista em Direito Eleitoral, ex-juiz membro do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e membro da Comissão Eleitoral da OAB/MT.

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