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Coordenação Nacional de Interiorização é apresentada ao Conselho Pleno da OAB

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A Coordenação Nacional de Interiorização da Advocacia foi apresentada, nesta segunda-feira (8/8), aos conselheiros da OAB Nacional. A apresentação foi feita durante reunião do Conselho Pleno do Conselho Federal. Está à frente do órgão o advogado paraibano João de Deus Quirino Filho, que desempenhou a função no âmbito da OAB-PB.

João de Deus mencionou as dificuldades e os percalços do advogado do interior do país. “Se Sobral Pinto pregou que advocacia não é profissão de covardes, a advocacia do interior exige muito mais coragem e determinação para enfrentar os obstáculos. Isso desde a falta da presença de uma estrutura estatal efetiva. Muitas localidades não possuem sequer juízes, servidores. Os nossos honorários do interior do estado são menores do que a maioria porque a economia do povo é mais limitada”, exemplificou.

Tempo de interiorização

Para ele, a Coordenação faz com que a entidade comece a pagar uma dívida antiga com quem advoga, trabalha e vive no interior do país. “Esse tempo chegou. Já estava na hora de zerar o jogo da OAB, reparar uma injusta diferença, olhar de forma mais atenciosa e respeitosa toda a advocacia e acabar com essa segregação dos advogados da capital serem os advogados de primeira classe. É tempo de interiorização.” 

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O presidente Nacional da OAB, Beto Simonetti, ressaltou que o grupo já vem trabalhando. “Registro, oportunamente, que muito embora essa comunicação seja feita hoje, a nossa Coordenação já tinha sido instituída e os trabalhos estão a todo vapor, em andamento, e já estamos em todo o Brasil cumprindo aquilo que nós nos propomos a fazer”, disse.

João de Deus explicou a organização da Coordenação. Serão, além dele, mais três coordenadores adjuntos, além de coordenadores em cada uma das seccionais, fazendo o elo de ligação entre os estados e a entidade nacional. 

Os coordenadores adjuntos serão: Náiade Victória Araújo Ribeiro Perrone (AM), Claudia Pereira Braga Negrão (MT), Daniela Marchi Magalhães (SP). Nos estados, ficarão a cargo dos trabalhos: Rafael Carneiro Ribeiro (AC), Isaac Mascena Leandro (AL), José dos Santos Pereira Neto (AP), Fábio Alves Barbosa (AM), Carlos Alberto Medauar Reis (BA), Francivaldo de Lemos Pereira (CE), Paulo Maurício Braz Siqueira (DF), Patrick de Oliveira Malverdi (ES), Marco Aurélio Basso de Matos Azevedo (GO), Yuri Brito Corrêa (MA), Gustavo Torres Cardoso (MT), Luiz Renê Gonçalves do Amaral (MS), Bernardo Carvalho Brant Maia (MG), Eduardo Imbiriba de Castro (PA), Felipe Abrantes Queiroga (PB), Fernando Esteves Deneka (PR), Ivo Tinô do Amaral Junior (PE), Thiago Anastácio Carcará (PI), Fábio Nogueira (RJ), André Campos de Medeiros Lima (RN), Jorge Luiz Dias Fara (RS), Vera Lúcia Paixão (RO), Geraldo Francisco da Costa (RR), Cassiano Ricardo Starck (SC), Daniela Marchi Magalhães (SP), Maria Edênia Passos Mendonça (SE) e Tereza Cristina Ibiapina da Rocha Araujo (TO). 

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“São, portanto, os nossos coordenadores estaduais e aqui eu faço uma saudação, cumprimento e um grande ato de agregação para distribuir também a partir de agora trabalhar juntos”, disse João de Deus, agradecendo também o espaço ao presidente Nacional da OAB para compartilhar a formação da Coordenação. 

O coordenador de Interiorização contou a todos que ele próprio é do interior, da cidade de Cajazeiras, Alto Sertão da Paraíba, onde foi presidente da subseção por duas gestões. “E junto com toda a diretoria da Paraíba, temos um trabalho integrado, com o nome da gestão ‘Do litoral ao sertão’. Eu sou advogado sertanejo, do interior, e durante 22 anos sempre atuei com um único escritório fincado numa pequena cidade distante 480 km da capital João Pessoa”, contou.

Fonte: OAB Nacional

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Quem financia a campanha? A prestação de contas também interessa ao eleitor

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Quem financia a campanha? A prestação de contas também interessa ao eleitor

Prazo para a prestação de contas parcial das Eleições 2026 termina neste domingo, 13 de setembro, e mostra por que acompanhar o dinheiro da campanha também faz parte do voto consciente.

Durante uma eleição, o eleitor acompanha pesquisas, propostas, debates, alianças e propaganda. Mas há outro aspecto que também merece atenção: d e onde vem o dinheiro que financia uma campanha e como ele está sendo utilizado.

Neste domingo, 13 de setembro, termina o prazo para que partidos, candidatas e candidatos apresentem à Justiça Eleitoral a prestação de contas parcial das Eleições 2026 . Nela devem constar as movimentações financeiras e os recursos estimáveis em dinheiro registrados desde o início da campanha até 8 de setembro.

A prestação parcial funciona como uma espécie de fotografia financeira da campanha naquele momento. Ela permite verificar quanto foi arrecadado, quem contribuiu, quais despesas foram realizadas e como os recursos estão sendo empregados.

Mas é importante fazer uma distinção: informações financeiras da campanha podem aparecer antes da prestação parcial , porque os recursos recebidos devem ser informados à Justiça Eleitoral durante a própria campanha e os relatórios financeiros podem ser disponibilizados na internet em até 48 horas.

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O dia 15 de setembro representa outro marco. Nessa data, a Justiça Eleitoral divulgará oficialmente, na internet, a prestação de contas parcial consolidada, com indicação dos doadores e dos respectivos valores declarados, observadas as regras de proteção de dados pessoais.

Para o eleitor, essas informações ajudam a enxergar a campanha por outro ângulo. Conhecer propostas é essencial, mas compreender quem financia uma candidatura e para onde o dinheiro está sendo direcionado também contribui para uma escolha mais consciente.

Para candidatos e partidos, a atenção deve ser redobrada. A prestação parcial precisa refletir a movimentação real da campanha. Omissões, inconsistências ou informações incorretas podem repercutir posteriormente na análise das contas eleitorais.

Também é importante lembrar que essa é apenas uma etapa. Após as eleições, haverá a prestação de contas final, quando toda a movimentação financeira da campanha será submetida à análise da Justiça Eleitoral.

A transparência eleitoral não está apenas no discurso do candidato. Ela também está na origem dos recursos, nos gastos realizados e na possibilidade de fiscalização pela sociedade.

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Em uma democracia, saber quem pede o voto é fundamental. Saber quem financia a campanha também.

André Pozeti
Advogado, especialista em Direito Eleitoral, ex-juiz membro do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e membro da Comissão Eleitoral da OAB/MT.

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