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São Paulo vence o Bahia com gol no finalzinho e ganha a primeira como visitante no Brasileirão
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Na noite desta quarta-feira (29.11), o São Paulo venceu o Bahia na Arena Fonte Nova com um gol de Caio Paulista nos acréscimos. Com essa vitória, o Tricolor conquistou sua primeira vitória como visitante no Campeonato Brasileiro.
Com o resultado, o São Paulo subiu para a nona posição na tabela, somando 50 pontos, enquanto o Bahia, comandado por Rogério Ceni, continua no Z4. A equipe está em 17º lugar, com 41 pontos, um abaixo do Vasco, o primeiro time fora da zona de rebaixamento.
O próximo desafio do São Paulo será enfrentar o Atlético-MG, em Belo Horizonte, na penúltima rodada. O jogo está marcado para sábado, às 21h (horário de Brasília), no Mineirão. Já o Bahia enfrentará o América-MG fora de casa, no domingo, às 16h, no Independência, em busca de se afastar da zona de rebaixamento.
No início da partida, o São Paulo teve uma atitude positiva e quase abriu o placar aos seis minutos. Michel Araújo tabelou com Juan próximo à área e ficou cara a cara com Marcos Felipe, mas o goleiro fez uma grande defesa no chute do uruguaio. Aos nove minutos, Lucas foi lançado em velocidade e tentou driblar Marcos Felipe, mas o goleiro saiu bem e fez o desarme.
Aos 12 minutos, a partida foi paralisada devido ao estouro dos refletores da Fonte Nova, que atiraram estilhaços de vidro no gramado. O jogo só recomeçou cinco minutos depois, quando o árbitro e os auxiliares removeram os pedaços de vidro.
As emoções ficaram reservadas para o início do jogo, pois depois disso, o São Paulo jogou de forma protocolar. Por sua vez, o Bahia, tenso, teve dificuldades para levar perigo ao gol de Rafael.
O Bahia só assustou aos 47 minutos do primeiro tempo. Biel lançou Cauly, que tentou uma finalização por cobertura e acabou mandando para fora, desperdiçando a melhor chance do time da casa na primeira etapa.
No segundo tempo, aos 11 minutos, o São Paulo voltou a assustar Marcos Felipe em uma cobrança de falta, com Lucas mirando no ângulo do goleiro, mas mandando por cima. O Bahia respondeu no minuto seguinte, quando Cauly cruzou na área para Everaldo, que se esticou, mas não conseguiu concluir para o gol.
O Bahia chegou novamente aos 18 minutos, com Gilberto, em um contra-ataque. O lateral chutou de primeira e viu Rafael fazer a defesa. Aos 19 minutos, Michel Araújo arriscou de fora da área e quase acertou a trave.
Em busca da vitória, o time de Dorival Júnior quase marcou o primeiro gol aos 27 minutos. Beraldo acionou Welington na esquerda, que cruzou na área. Marcos Felipe defendeu com um soco, mas Alisson pegou o rebote e chutou forte, porém o goleiro fez outra defesa.
No lance seguinte, Biel foi lançado e invadiu a área com liberdade, mas demorou para finalizar e foi travado por Arboleda. Lucas Mugni tentou marcar o gol da vitória aos 38 minutos, em uma cobrança de falta, exigindo uma boa defesa de Rafael. Aos 40 minutos, foi a vez de Ademir se livrar de dois marcadores e chutar com a perna esquerda, levando perigo.
Fonte: Esportes
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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF
A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.
Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.
O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.
Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?
A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.
É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.
Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.
A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.
Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.
Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.
Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.
Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.
O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.
No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.
Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.
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