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Parecer jurídico aponta possível nulidade na criação do “Condomínio LFU” e acende alerta no futebol brasileiro

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Conforme a coluna Lei em Campo, a criação do “Condomínio LFU”, modelo que reúne clubes e investidores para centralizar a venda dos direitos de transmissão do futebol brasileiro, pode enfrentar um dos maiores desafios jurídicos já vistos no esporte nacional. Além do impasse concorrencial já identificado pelo Cade, um novo parecer jurídico obtido pelo Lei em Campo indica que toda a operação pode ser considerada nula, abrindo espaço para consequências profundas e sistêmicas.

Violação da Lei Geral do Esporte

O documento, assinado pelo constitucionalista e professor Wladimyr Camargos, conclui que a cessão dos direitos de arena feita pelos clubes ao Liga Forte União (LFU) viola o artigo 160, §3º da Lei Geral do Esporte, que permite a transferência desses direitos apenas a entidades que regulam a modalidade e organizam competições.

Como o condomínio inclui investidores financeiros externos ao Sistema Nacional do Esporte, o parecer afirma que a operação é incompatível com a legislação vigente — e, portanto, inválida.

Interferência na autonomia esportiva

Camargos sustenta ainda que o modelo fere o artigo 217 da Constituição Federal, que garante a autonomia esportiva. Para ele, permitir que investidores privados influenciem decisões estruturantes do produto “campeonato”, como gestão comercial, audiovisual e exposição da competição, significa criar um agente econômico interferindo de forma indevida na governança esportiva.

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A crítica é baseada na própria LGE, que veda interferências desse tipo por entender que elas podem comprometer a integridade das competições.

Governança da competição é da CBF, diz parecer

Outro ponto central é a lembrança de que a CBF — amparada por seus estatutos e por normas da Fifa e da Conmebol — é a titular natural da competição e responsável pela governança do futebol nacional. A cessão de poderes comerciais por até 50 anos para um investidor privado criaria, segundo o texto, uma espécie de “regulador paralelo”, rompendo princípios tradicionais de unicidade associativa que organizam o futebol mundial.

Esse movimento poderia, inclusive, abrir margem para questionamentos internacionais sobre a estrutura do futebol brasileiro.

Risco concorrencial e possível nulidade contratual

A situação também preocupa o Cade, que já vê indícios de gun jumping — quando uma operação é consumada antes da aprovação do órgão regulador. Caso essa conduta seja confirmada, o parecer aponta que todos os contratos firmados, inclusive os de transmissão, podem ser declarados nulos.

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Clube e investidores ficariam expostos a multas milionárias e a um cenário de profunda insegurança jurídica, com potencial para afetar diretamente a organização da próxima temporada.

Advertência: risco de crise institucional

O parecer termina com um aviso contundente: no formato atual, o LFU enfrenta obstáculos jurídicos expressivos e pode desencadear uma crise institucional no futebol brasileiro. O modelo de liga, segundo o texto, é possível — mas precisa respeitar limites constitucionais, legais e concorrenciais.

Caso ajustes não sejam feitos, o conflito que hoje parece técnico pode se transformar em um embate de grandes proporções.

LFU rebate e defende modelo

Em nota oficial, a Liga Forte União criticou o parecer, classificando-o como uma tentativa de deslegitimar um modelo de negócio considerado legal e benéfico ao futebol brasileiro. Segundo a entidade, o documento faz uso de “interpretações equivocadas e descontextualizadas da legislação”.

A LFU afirma que:

  • Respeita a autonomia esportiva,

  • Segue os padrões de governança do futebol,

  • Cumpre a legislação concorrencial,

  • E tem como objetivo fortalecer e modernizar o futebol do Brasil.

A liga também ressaltou que mantém colaboração permanente com o Cade, enviando informações e esclarecimentos necessários ao andamento do processo.

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Coreia do Sul vence de virada a República Tcheca na estreia da Copa do Mundo

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A Coreia do Sul iniciou sua trajetória na Copa do Mundo com um resultado importante nesta quinta-feira. Em partida válida pelo Grupo A, a seleção asiática derrotou a República Tcheca por 2 a 1, no Estádio de Guadalajara, no México. Após sair atrás no placar, os sul-coreanos buscaram a reação com gols de Hwang In-Beom e Oh Hyeon-Gyu, garantindo os primeiros três pontos na competição.

O jogo

O confronto começou com um primeiro tempo bastante equilibrado e chances desperdiçadas por ambos os lados. A Coreia do Sul apresentou um volume de jogo superior, criando as oportunidades mais claras, enquanto os tchecos apostavam na força física e nos cruzamentos para a área. O atacante Son teve duas boas chances de abrir o marcador antes do intervalo, mas não conseguiu converter.

Na etapa final, o goleiro tcheco Kovár se tornou protagonista logo no início, realizando defesas difíceis em finalizações de Hwang In-Beom e Lee Jae-Sung. Apesar da pressão coreana, foi a República Tcheca quem balançou as redes primeiro. Aos 13 minutos, após uma cobrança de lateral lançada diretamente na área por Coufal, Krejci subiu mais alto que a defesa e cabeceou para o fundo da rede.

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A resposta sul-coreana não demorou. Aos 21 minutos, Li Gi-Hyuk encontrou um passe preciso para Hwang In-Beom, que invadiu a área, driblou o defensor e o goleiro antes de finalizar com categoria para empatar o duelo. Pouco depois, a República Tcheca chegou a marcar o segundo com Soucek, mas o lance foi anulado pela arbitragem por impedimento.

A virada definitiva aconteceu aos 34 minutos. Em jogada iniciada por Paik Seung-Ho, Hwang In-Beom avançou pela lateral e cruzou para Oh Hyeon-Gyu, que bateu firme para definir o placar em 2 a 1. Nos instantes finais e nos acréscimos, o goleiro sul-coreano Seung-Gyu precisou trabalhar para conter a pressão tcheca, assegurando o triunfo de sua equipe.

Com a vitória, a Coreia do Sul assume a segunda colocação do Grupo A, somando os mesmos três pontos do México, que também venceu na rodada inaugural. A República Tcheca, ainda sem pontuar, ocupa o terceiro lugar da chave.

Próximos jogos

Coreia do Sul

Jogo: México x Coreia do Sul
Competição: Copa do Mundo (2ª rodada do Grupo A)
Data e hora: 18 de junho de 2026 (quinta-feira), às 22h (de Brasília)
Local: Estádio de Guadalajara, em Guadalajara (MEX)

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República Tcheca

Jogo: República Tcheca x África do Sul
Competição: Copa do Mundo (2ª rodada do Grupo A)
Data e hora: 18 de junho de 2026 (quinta-feira), às 13h (de Brasília)
Local: Estádio de Atlanta, na Geórgia (EUA)

Fonte: Esportes

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