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Palmeiras vence o Vasco no Brasileirão com destaque para atuação de Estêvão

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O Palmeiras obteve seu primeiro triunfo pelo Brasileirão no Allianz Parque, na noite desta quinta-feira. O Verdão superou o Vasco por 2 a 0, em confronto válido pela oitava rodada da competição. Piquerez e Rony foram os responsáveis pelos gols da partida. O jovem talento da base Estêvão contribuiu com duas assistências.

Neste jogo, Dudu foi convocado pela primeira vez após um período de dez meses. O jogador de número 7 estava se recuperando de uma intervenção cirúrgica no joelho direito desde o final de agosto de 2023. No entanto, o ídolo palmeirense permaneceu apenas no banco de reserva.

Com esse resultado, a equipe de Abel Ferreira chega a 14 pontos e sobe para o sexto lugar, entrando no G6 do torneio. Já o Vasco permanece com seis pontos e ocupa a 14ª posição.

O Palmeiras volta a campo na próxima segunda-feira para enfrentar o Atlético-MG, pela nona rodada do Brasileirão. O jogo será realizado às 20h30 (horário de Brasília), na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG). Enquanto isso, o Vasco enfrentará o Cruzeiro neste domingo, às 18h30, em São Januário.

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Durante a partida, o Palmeiras começou pressionando o gol do Vasco, com uma finalização perigosa logo no início. A equipe alviverde continuou com boas oportunidades de gol, com destaque para as atuações de Raphael Veiga e Estêvão. O Vasco também teve seus momentos de perigo, mas não conseguiu converter em gol.

Ao longo do jogo, o Palmeiras demonstrou superioridade e foi recompensado com os gols de Piquerez e Rony. O time comandado por Abel Ferreira controlou a partida e garantiu a vitória por 2 a 0.

O Palmeiras seguiu pressionando no segundo tempo e ampliou a vantagem com mais um gol de Rony. Apesar de uma tentativa de reação do Vasco, o Verdão manteve-se firme em sua defesa e assegurou o resultado positivo. O goleiro Weverton teve uma atuação crucial, defendendo os ataques do time carioca e mantendo seu gol invicto.

Com uma atuação sólida, o Palmeiras conquistou sua primeira vitória no Brasileirão, garantindo três pontos importantes e consolidando sua posição na tabela de classificação. O próximo desafio será contra o Atlético-MG, em busca de mais uma vitória no campeonato.

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FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 2 X 0 VASCO

Data: 13/06/2024
Horário: 21:30 horas
Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Árbitro: Ramon Abatti Abel (Fifa-SC)
Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva (Fifa-GO) e Eduardo Gonçalves da Cruz (MS)
VAR: Wagner Reway (VAR-Fifa-ES)
Cartão vermelho: nenhum
Cartões amarelos: João Martins (auxiliar), Rony (Palmeiras); Sforza e Victor Luis (Vasco)

GOLS

: Piquerez, aos 25 minutos do 1°T  e Rony, aos 11 minutos do 2°T (Palmeiras)

PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Murilo, Naves e Piquerez; Aníbal Moreno, Zé Rafael (Fabinho) e Raphael Veiga (Gabriel Menino); Lázaro (Mayke), Estêvão (Caio Paulista) e Rony (Flaco López). Técnico: Abel Ferreira

VASCO:Léo Jardim; Puma Rodríguez (Victor Luis), Roberto Rojas (Sforza), Maicon e Léo; Zé Gabriel (Hugo Moura), Galdames e Lucas Piton (Paulo Henrique); Rossi (Rayan), David (Adson) e Vegetti. Técnico: Álvaro Pacheco

Fonte: Esportes

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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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