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Não é a primeira vez: demissão de Filipe Luís segue roteiro recorrente no futebol mundial

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A demissão de Filipe Luís do comando do Clube de Regatas do Flamengo, mesmo após uma sequência recente de títulos expressivos e dias depois de uma goleada por 8 a 0 no Campeonato Carioca, causou perplexidade entre torcedores e analistas. No entanto, por mais impactante que pareça, o episódio está longe de ser inédito no futebol.

A história do esporte mostra que conquistas relevantes não garantem estabilidade. Em clubes de alta pressão competitiva, a lógica institucional costuma ser mais complexa do que o simples acúmulo de taças.

O próprio Flamengo já viveu situação semelhante

O Rubro-Negro tem precedente histórico. Em 1983, Paulo César Carpegiani deixou o comando do Flamengo mesmo após a conquista do Campeonato Carioca daquele ano.

Carpegiani era parte fundamental de um dos ciclos mais vitoriosos da história do clube, período que incluiu a conquista da Copa Libertadores da América e do Mundial Interclubes em 1981 e o Brasileiro de 1982. Ainda assim, pressões internas, divergências e expectativas elevadas levaram ao encerramento de seu ciclo. O episódio consolidou uma máxima que se repetiria nas décadas seguintes: no Flamengo, títulos não significam blindagem.

Casos emblemáticos no cenário internacional

A situação de Filipe Luís encontra paralelo em exemplos marcantes do futebol europeu.

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Claudio Ranieri – Leicester

O caso mais simbólico talvez seja o de Claudio Ranieri. Após conduzir o modesto Leicester City ao improvável título da Premier League em 2015-16 — considerado um dos maiores feitos da história do futebol — Ranieri foi demitido menos de um ano depois, diante da queda de rendimento na temporada seguinte.

O treinador que saiu como herói terminou dispensado para evitar risco esportivo maior. O romantismo deu lugar ao pragmatismo.

José Mourinho – Chelsea

Nem mesmo técnicos consagrados escapam. José Mourinho conquistou a Premier League 2014-15 com o Chelsea e foi demitido em dezembro da temporada seguinte, com o time em crise técnica e institucional.

O mesmo clube que o celebrava meses antes decidiu pela ruptura como estratégia de contenção de danos.

Louis van Gaal – Manchester United

Situação semelhante ocorreu com Louis van Gaal no Manchester United. Ele conquistou a FA Cup em 2016 e foi demitido dias depois. A diretoria avaliou que o desempenho no campeonato nacional e o estilo de jogo não atendiam às expectativas estratégicas do clube.

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Antonio Conte – Chelsea

Outro exemplo relevante é Antonio Conte, campeão da Premier League 2016-17 pelo Chelsea. Apesar do título e da conquista posterior da FA Cup, foi desligado após a temporada seguinte por desgaste interno e queda de performance.

Ao analisar o cenário sob perspectiva histórica e comparativa, a demissão de Filipe Luís deixa de ser um evento isolado e passa a integrar um fenômeno estrutural do futebol moderno.

A trajetória recente do técnico inclui conquistas expressivas e um desempenho amplamente positivo em termos estatísticos. Ainda assim, a avaliação institucional considerou que o projeto precisava de redirecionamento imediato.

No futebol atual, a régua não é apenas ganhar — é manter curva ascendente contínua. E qualquer sinal de oscilação pode ser interpretado como risco estratégico.

O episódio no Flamengo gera debate legítimo e mobiliza torcedores, mas não constitui exceção histórica. De Carpegiani a Ranieri, de Mourinho a van Gaal, o futebol já demonstrou repetidas vezes que títulos relevantes não garantem permanência.

A demissão de Filipe Luís reforça uma realidade dura do esporte profissional: a memória do futebol é curta, e a exigência por performance é permanente.

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Cruzeiro vence o Boca Juniors e assume liderança do Grupo D na Libertadores

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A vitória do Cruzeiro sobre o Boca Juniors por 1 a 0 no Mineirão, na noite desta terça-feira (28.04), recolocou o time mineiro no centro das atenções da Copa Libertadores. Em um duelo tenso, físico e marcado por disputa intensa no meio-campo, a equipe celeste encontrou maturidade para suportar a pressão argentina e decidir no momento certo, assumindo a liderança do Grupo D.

Com o triunfo, o Cruzeiro chegou aos seis pontos, igualando a pontuação do Boca, mas assumindo a dianteira pelo critério de confronto direto. A liderança ainda pode mudar nesta quarta-feira, quando Universidad Católica e Barcelona de Guayaquil se enfrentam no Equador.

O jogo

O jogo começou travado, com sucessivas faltas e ritmo truncado. Nenhum dos times conseguiu impor sequência ofensiva consistente, e as disputas físicas dominaram a etapa inicial.

Aos 45 minutos, o momento decisivo do primeiro tempo: Adam Bareiro, atacante do Boca, recebeu o segundo cartão amarelo após atingir Christian com a mão no rosto. A expulsão mudou a dinâmica para o restante da partida.

Segundo tempo

Com um jogador a mais, o Cruzeiro encontrou mais espaços no campo ofensivo. Kenny Arroyo quase abriu o placar aos 27 minutos, em chute forte de longa distância que passou rente à trave, surpreendendo o goleiro Leandro Brey.

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A pressão celeste aumentou, até que, aos 37 minutos da etapa final, Kaio Jorge recebeu na área, atraiu a marcação e tocou para Neyserr Villarreal, que finalizou com precisão para garantir a vitória mineira.

O gol premiou a postura ofensiva do Cruzeiro no segundo tempo e deixou a torcida em êxtase no Mineirão.

Próximos jogos

Cruzeiro

  • Jogo: Cruzeiro x Atlético-MG
  • Competição: Brasileirão Série A – 14ª rodada
  • Data: 2 de maio de 2026 (sábado)
  • Horário: 21h (de Brasília)
  • Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG)

Boca Juniors

  • Jogo: Central Córdoba x Boca Juniors
  • Competição: Campeonato Argentino – Apertura (16ª rodada)
  • Data: 2 de maio de 2026 (sábado)
  • Horário: 16h15 (de Brasília)
  • Local: Estádio Alfredo Terrera, Santiago del Estero (ARG)
FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 1 x 0 BOCA JUNIORS
Competição Copa Libertadores – Rodada 3 (Grupo D)
Local Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data 28 de abril de 2026 (terça-feira)
Horário 21h30 (de Brasília)
Cartões Amarelos Kaio Jorge, Fagner, Gerson (Cruzeiro); Paredes, Bareiro, Blanco, Ayrton Costa (Boca Juniors)
Cartões Vermelhos Bareiro (Boca Juniors)
Gol Neyser Villarreal, 37′ do 1ºT (Cruzeiro)
Expulsão Adam Bareiro, 45′ do 1ºT (Boca Juniors)
Arbitragem Árbitro: Esteban Ostojich (URU)
Cruzeiro Otávio; Fagner (Kauã Moraes), Fabrício Bruno, Jonathan Jesus, Kaiki Bruno; Lucas Romero (Neyser Villarreal), Gerson, Christian, Matheus Pereira; Arroyo (Bruno Rodrigues), Kaio Jorge (Matheus Henrique). Técnico: Artur Jorge
Boca Juniors Brey; Weigandt, Di Lollo, Ayrton Costa, Blanco; Paredes, Ascacíbar, Delgado, Aranda (Figal); Merentiel (Zeballos), Bareiro. Técnico: Claudio Úbeda

Fonte: Esportes

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