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Grêmio elimina Athletic Club nos pênaltis na Copa do Brasil

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Em uma noite de fortes emoções na Arena Unimed, o Grêmio garantiu sua vaga na terceira fase da Copa do Brasil ao superar o Athletic Club nos pênaltis, após um empate eletrizante de 3 a 3 no tempo regulamentar. O Tricolor Gaúcho, que chegou a estar à frente no placar, viu a partida se encaminhar para as penalidades máximas com um gol contra nos minutos finais.

O Jogo

A partida começou com o Athletic Club surpreendendo logo aos 2 minutos, quando David Braga acertou um belo chute de esquerda, sem chances para o goleiro Gabriel Grando. O Grêmio não demorou a responder e empatou aos 10 minutos com Braithwaite, aproveitando um rebote dentro da área.

A virada gremista veio aos 20 minutos, em um lance curioso. João Lucas tentou um lançamento para Cristaldo na área, mas o goleiro Vitor do Athletic Club falhou na tentativa de encaixe, e a bola acabou entrando lentamente no gol.

No início do segundo tempo, o Athletic Club voltou a igualar o marcador com um chute rasteiro de Diego Fumaça, de fora da área, no canto direito de Grando. O Grêmio parecia ter garantido a vitória aos 43 minutos, quando Arezo driblou o goleiro e tocou para o gol vazio. No entanto, aos 48 minutos, João Lucas, do Grêmio, desviou a bola contra o próprio patrimônio, levando a decisão para os pênaltis.

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Decisão nos pênaltis

Nas penalidades, o Grêmio se mostrou mais eficiente e venceu por 8 a 7, garantindo a classificação para a próxima fase da Copa do Brasil. O sorteio para definir os confrontos da terceira fase será realizado pela CBF em data a ser definida.

Próximos desafios

O Grêmio agora volta suas atenções para a decisão do Campeonato Gaúcho. Neste domingo, às 16h (de Brasília), o Tricolor enfrenta o Internacional no Beira-Rio, precisando reverter uma desvantagem de 2 a 0 para conquistar o título estadual.

Enquanto isso, o Athletic Club se prepara para a final do Troféu Inconfidência. Neste sábado, às 20h, a equipe recebe o Uberlândia na Arena Unimed, buscando confirmar a vantagem de 2 a 0 construída no jogo de ida.

Gols da partida

Athletic Club: David Braga (2′ 1T), Diego Fumaça (1′ 2T), João Lucas (contra, 48′ 2T)
Grêmio: Braithwaite (10′ 1T), João Lucas (20′ 1T), Arezo (43′ 2T)

Destaques

David Braga: O autor do primeiro gol do Athletic Club, com um belo chute de esquerda.
Braithwaite: O atacante gremista marcou o gol do empate, mostrando oportunismo dentro da área.
João Lucas: O lateral teve participação nos dois lados, marcando um gol para o Grêmio e um gol contra.
Arezo: O atacante gremista marcou o que parecia ser o gol da vitória, mas o jogo ainda reservava emoções.

Fonte: Esportes

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Parecer jurídico aponta possível nulidade na criação do “Condomínio LFU” e acende alerta no futebol brasileiro

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Conforme a coluna Lei em Campo, a criação do “Condomínio LFU”, modelo que reúne clubes e investidores para centralizar a venda dos direitos de transmissão do futebol brasileiro, pode enfrentar um dos maiores desafios jurídicos já vistos no esporte nacional. Além do impasse concorrencial já identificado pelo Cade, um novo parecer jurídico obtido pelo Lei em Campo indica que toda a operação pode ser considerada nula, abrindo espaço para consequências profundas e sistêmicas.

Violação da Lei Geral do Esporte

O documento, assinado pelo constitucionalista e professor Wladimyr Camargos, conclui que a cessão dos direitos de arena feita pelos clubes ao Liga Forte União (LFU) viola o artigo 160, §3º da Lei Geral do Esporte, que permite a transferência desses direitos apenas a entidades que regulam a modalidade e organizam competições.

Como o condomínio inclui investidores financeiros externos ao Sistema Nacional do Esporte, o parecer afirma que a operação é incompatível com a legislação vigente — e, portanto, inválida.

Interferência na autonomia esportiva

Camargos sustenta ainda que o modelo fere o artigo 217 da Constituição Federal, que garante a autonomia esportiva. Para ele, permitir que investidores privados influenciem decisões estruturantes do produto “campeonato”, como gestão comercial, audiovisual e exposição da competição, significa criar um agente econômico interferindo de forma indevida na governança esportiva.

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A crítica é baseada na própria LGE, que veda interferências desse tipo por entender que elas podem comprometer a integridade das competições.

Governança da competição é da CBF, diz parecer

Outro ponto central é a lembrança de que a CBF — amparada por seus estatutos e por normas da Fifa e da Conmebol — é a titular natural da competição e responsável pela governança do futebol nacional. A cessão de poderes comerciais por até 50 anos para um investidor privado criaria, segundo o texto, uma espécie de “regulador paralelo”, rompendo princípios tradicionais de unicidade associativa que organizam o futebol mundial.

Esse movimento poderia, inclusive, abrir margem para questionamentos internacionais sobre a estrutura do futebol brasileiro.

Risco concorrencial e possível nulidade contratual

A situação também preocupa o Cade, que já vê indícios de gun jumping — quando uma operação é consumada antes da aprovação do órgão regulador. Caso essa conduta seja confirmada, o parecer aponta que todos os contratos firmados, inclusive os de transmissão, podem ser declarados nulos.

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Clube e investidores ficariam expostos a multas milionárias e a um cenário de profunda insegurança jurídica, com potencial para afetar diretamente a organização da próxima temporada.

Advertência: risco de crise institucional

O parecer termina com um aviso contundente: no formato atual, o LFU enfrenta obstáculos jurídicos expressivos e pode desencadear uma crise institucional no futebol brasileiro. O modelo de liga, segundo o texto, é possível — mas precisa respeitar limites constitucionais, legais e concorrenciais.

Caso ajustes não sejam feitos, o conflito que hoje parece técnico pode se transformar em um embate de grandes proporções.

LFU rebate e defende modelo

Em nota oficial, a Liga Forte União criticou o parecer, classificando-o como uma tentativa de deslegitimar um modelo de negócio considerado legal e benéfico ao futebol brasileiro. Segundo a entidade, o documento faz uso de “interpretações equivocadas e descontextualizadas da legislação”.

A LFU afirma que:

  • Respeita a autonomia esportiva,

  • Segue os padrões de governança do futebol,

  • Cumpre a legislação concorrencial,

  • E tem como objetivo fortalecer e modernizar o futebol do Brasil.

A liga também ressaltou que mantém colaboração permanente com o Cade, enviando informações e esclarecimentos necessários ao andamento do processo.

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