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Flamengo vence Fluminense por 2 a 0 e larga na frente na decisão do Campeonato Carioca

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No primeiro jogo da final do Cariocão, o Flamengo saiu na frente e venceu o Fluminense por 2 a 0 na noite deste sábado (1), no Maracanã. Ayrton Lucas e Pedro marcaram os gols do triunfo rubro-negro e fizeram valer a lei do ex. Com o resultado, o Mengão pode até perder por um gol de diferença na partida de volta que será campeão estadual.

As equipes voltam a se enfrentar no próximo domingo (9), às 18h, novamente no Maraca.

O jogo
O Flamengo começou a partida indo pra cima do Fluminense e pressionando a saída de bola da equipe tricolor. Aos cinco minutos, a primeira boa trama do ataque rubro-negro. Cebolinha carregou pela intermediária, cortou pra dentro e arriscou o chute de fora da área. A bola passou perto da trave direita de Fábio.

O Fluminense apareceu bem no ataque aos 10’. Arias ficou cara a cara com o goleiro Santos, que fez uma grande defesa. No rebote, o atacante mandou por cima do gol. Aos 18’, foi a vez do Mengão arriscar. David Luiz soltou a bomba da intermediária e obrigou Fábio a espalmar para escanteio.

O Rubro-Negro fez uma blitz na área tricolor aos 29’. Pedro tentou cruzar e a bola bateu no braço de Nino. Na sequência, a bola sobrou novamente para o camisa 9, que finalizou rasteiro para defesa de Fábio. No último minuto da primeira etapa, Matheus França foi lançado na área, chega na frente, mas na hora do chute é travado por Alexsander. As equipes foram para o intervalo sem mexer no placar.

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Mal começou o segundo tempo e o Mengão abriu o marcador para a festa da Nação Rubro-Negra! Matheus França deu bom passe para Pedro na entrada da área, que deixou para Cebolinha. O atacante viu Ayrton Lucas chegando livre na esquerda. Ele recebeu na área e bateu no canto esquerdo de Fábio para marcar o primeiro no Maraca: 1 a 0. É o quarto gol de Ayrton com o Manto Sagrado em 55 jogos disputados.

Antes da parada técnica, o técnico Vitor Pereira mexeu em dose tripla. Saíram Matheus França, Cebolinha e Thiago Maia para as entradas de Everton Ribeiro, Gabi e Vidal, respectivamente. E as alterações surtiram efeito!

Aos 22’, o Mengão ampliou o placar numa ótima trama do ataque rubro-negro. Ayrton Lucas, que faz mais um grande jogo, fez bela jogada pela esquerda, passou como quis pela marcação e cruzou rasteiro para trás. Pedro, com o oportunismo de sempre, chegou finalizando de primeira para as redes: 2 a 0.

Logo após o segundo gol rubro-negro, o lateral Samuel Xavier levou o cartão vermelho após falta dura em cima de Ayrton Lucas. Só para o nosso “beijinho” na falta, porque ele tá jogando muito! O técnico Fernando Diniz também foi expulso por discutir com o árbitro.

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Com um homem a mais, o Mais Querido souber administrar com inteligência o resultado e saiu de campo com a vitória e uma boa vantagem para o jogo de volta da decisão.

Próximo compromisso
O Rubro-Negro volta a campo na próxima quarta-feira (5) para enfrentar o Aucas na estreia da Libertadores. A partida será disputada às 19h (de Brasília), no estádio Gonzalo Pozo, em Quito, no Equador.

Flamengo: Santos; Varela, Fabrício Bruno, David Luiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Thiago Maia (Vidal), Gerson e Matheus França (Everton Ribeiro); Everton Cebolinha (Gabi) e Pedro.
Técnico: Vitor Pereira.

Fluminense: Fábio; Samuel Xavier, Nino, David Braz e Alexsander; André, Martinelli (Felipe Melo) e Ganso (Guga); Jhon Arias, Keno (Gabriel Pirani) (Vitor Mendes) e Germán Cano.
Técnico: Fernando Diniz.

Ficha técnica

Flamengo 2 x 0 Fluminense 

Jogo de ida da final do Campeonato Carioca
Local: Maracanã, RJ
Data e hora: 01/04/2023 às 20h30
Arbitragem: Wagner do Nascimento Magalhães, Luiz Claudio Regazone e Michael Correia
Cartões amarelos: Ganso (FLU), Pedro Rangel (FLU), Thiago Maia (FLA), Léo Pereira (FLA), Ayrton Lucas (FLA) e André (FLU)
Cartões vermelhos: Samuel Xavier (FLU) e Fernando Diniz (FLU)
Gols: Ayrton Lucas (5’2ºT) e Pedro (22’2ºT).

Fonte: Esportes

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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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