ESPORTES
Empates dominam 10ª rodada do Brasileirão
ESPORTES
A 10ª rodada do Brasileirão Assaí foi marcada pelos empates. Ao todo, foram seis partidas em que as equipes somaram um ponto. Em uma Série A mais competitiva a cada rodada, a vitória se torna ainda mais difícil de ser conquistada.
Os jogos começaram no sábado, dia que teve cinco confrontos. Quatro terminaram em empate, a começar pelo jogo sem gols entre Coritiba e Santos, no Couto Pereira.
O Mineirão recebeu o jogo entre Atlético-MG e Red Bull Bragantino. Paulinho abriu o placar para os mandantes, que sofreram o empate de um velho conhecido: Eduardo Sasha marcou para o Massa Bruta. O atacante é campeão brasileiro, da Copa do Brasil e da Supercopa do Brasil pelo Galo.
Bahia e Cruzeiro fizeram jogo movimentado na Arena Fonte Nova e ficaram no 2 a 2. Com um golaço. Kayky abriu o marcador para o Esquadrão de Aço, que levou a virada antes do segundo tempo. Bruno Rodrigues e Wesley balançaram as redes para os mineiros. Mas a vantagem não se sustentou, quando, aos 20 minutos da etapa final, Arthur Sales garantiu um ponto para o time da casa.
Deyverson marcou o gol do Cuiabá no empate em 1 a 1 com o Corinthians
O Corinthians saiu atrás diante do Cuiabá, na Neo Química Arena, com o gol de Deyverson, de cabeça, aos nove minutos do segundo tempo. Aos 35, os alvinegros empataram a partida com Ruan, que entrou em campo depois de três anos de inatividade, por lesões repetidas no joelho.
No último duelo do jogo, o Botafogo conquistou a primeira vitória do dia, sua décima no campeonato. Dessa vez o adversário foi o Fortaleza, no Nilton Santos. No primeiro tempo, o artilheiro do Brasileirão Assaí, Tiquinho Soares, com oito gols, chutou forte, no canto, sem chances para o goleiro João Ricardo. Na volta do intervalo, o camisa 9 perdeu um pênalti, mas aproveitou a falha da defesa do Fortaleza para marcar o segundo gol do Glorioso e definir o resultado.
Botafogo conquistou a oitava vitória no Brasileirão Assaí diante do Fortaleza | Foto: Vitor Silva/Botafogo
O domingo começou com a igualdade em 2 a 2 entre América-MG e Athletico-PR. Vitor Roque inaugurou o placar aos nove minutos, e Christian, aos três da segunda etapa, ampliou para os paranaenses. Com a torcida no Mineirão, o Coelho se recuperou na partida e chegou ao empate com Wellington Paulista e Danilo Avelar.
No Morumbi, o Palmeiras superou a pressão da torcida do São Paulo e venceu o Choque-Rei por 2 a 0, com dois gols bonitos. Gabriel Menino marcou de fora da área e Endrick, aproveitando falha de Arboleda, puxou o contra-ataque para garantir a vitória para o vice-líder, que está dois pontos atrás do Botafogo.
Endrick definiu a vitória do Palmeiras no Choque-Rei | Foto: Cesar Greco | Palmeiras
O Internacional fez seus gols diante do Vasco em 15 minutos. Rômulo aproveitou escanteio para marcar seu primeiro gol com o Colorado, e Wanderson aumentou após receber passe de Luiz Adriano. O Vasco melhorou na partida e diminuiu com Rayan, de apenas 16 anos. Campeão Sul-Americano Sub-17 com o Brasil, o atacante se tornou o jogador mais jovem a marcar com a camisa do Cruzmaltino no Século XXI.
No Hailé Pinheiro, o Fluminense empatou com o Goiás em 2 a 2. Cano voltou a marcar depois de um jejum de sete partidas. O tricolor carioca sofreu o tento de Matheus Peixoto, de pênalti, antes do fim do primeiro tempo. Na segunda etapa, Lima marcou um golaço para o Flu, que voltou a sofrer o empate, dessa vez com Alesson, aos 40 minutos.
Bruno Henrique voltou a marcar pelo Flamengo após mais de um ano | Foto: Gilvan de Souza | CRF
Entre Flamengo e Grêmio, o placar de 3 a 0 não traduz a história da partida no Maracanã. Cebolinha marcou contra seu ex-clube e também superou um jejum de 12 jogos sem balançar as redes. Após o intervalo, Pedro tirou proveito do erro de passe e chutou rasteiro para ampliar para o Rubro-Negro. No fim da partida, após passar dez meses parado e ficar mais de 400 dias sem marcar, Bruno Henrique definiu o resultado, de cabeça, e se emocionou com o gol. Apesar da diferença de três gols, o Grêmio teve muitas chances de gol e acertou duas bolas na trave.
Fonte: Esportes
ESPORTES
Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF
A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.
Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.
O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.
Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?
A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.
É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.
Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.
A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.
Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.
Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.
Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.
Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.
O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.
No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.
Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.
-
POLÍTICA5 dias atrásTJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT
-
POLÍCIA5 dias atrásGoverno de MT firma pacto com TJ, MP, AL, TCE e Defensoria em defesa das mulheres
-
POLITÍCA NACIONAL5 dias atrásComissão da Câmara aprova piso salarial de R$ 5,5 mil para assistentes sociais; texto pode ir ao Senado
-
POLÍTICA4 dias atrásALMT participa do lançamento do “MT em Defesa das Mulheres” e reforça rede de proteção
-
POLÍTICA6 dias atrásEntrega de trator fortalece agricultura familiar na Gleba Monjolo, em Chapada dos Guimarães
-
POLÍCIA6 dias atrásHomem é preso pela PM com documentos falsos em abordagem na MT-100
-
ESPORTES3 dias atrásMato-grossense Leonardo Storck é campeão e conquista vaga em Roland Garros
-
MATO GROSSO4 dias atrásPolícia Militar prende homem e fecha garimpo ilegal em Novo Mundo






