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Corinthians vence o Fluminense por 2 a 0 no Brasileirão

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A partida também ficou marcada pelo retorno de Renato Augusto, que entrou no segundo tempo. Com a vitória, o Timão somou oito pontos na competição nacional, subindo para a 14ª colocação na tabela.

O próximo desafio do Alvinegro pelo Brasileirão será apenas no próximo sábado (3/6), onde enfrenta o América-MG, fora de casa. Porém, antes, na quarta-feira (31/5), encara o Atlético-MG, pelo jogo de volta da Copa do Brasil. A partida ocorre na Neo Química Arena.

Primeiro tempo
Após o apito inicial, foi realizado um protesto dos jogadores contra o racismo. Todos os jogadores e o árbitro se sentaram no gramado por 30 segundos. Outras ações contra discriminação racial também foram realizadas pela CBF, com mensagens na bola, nas faixas de capitão e na camisa especial com a qual os atletas entraram, escrito “Com racismo não tem jogo”, além de uma moeda especial para sorteio de bola ou campo.

No primeiro minuto de jogo, Adson recebeu a bola de Yuri Alberto. O camisa 28 chutou de fora da área, mas a bola foi pra fora.

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Aos seis minutos, John Arias experimentou de fora da área, mas a bola ficou nas mãos de Cássio.

O Fluminense chegou com perigo, aos 19 minutos: Arias novamente chutou de fora da área e Cássio novamente fez a defesa. Aos 25, Samuel Xavier também testou Cássio e o Gigante não deixou passar: Cássio mais uma vez! Aos 33, Cássio fez mais uma grande defesa, após o chute de André.

Aos 43 minutos, após cobrança de escanteio de Matheus Bidu, Róger Guedes cabeceou para fora. Após esse lance, a chuva apertou na Neo Química Arena.

O árbitro deu dois minutos de acréscimo e a primeira etapa foi encerrada.

Segundo tempo
O Timão voltou para sem mudanças da formação original.

O Corinthians iniciou a segunda etapa mais ligado na partida: aos cinco minutos, Maycon recebeu e chutou de fora da área, o goleiro Fábio fez uma grande defesa, mandando a bola para escanteio.

Gol do Corinthians! Aos 13 minutos, Matheus Bidu cruzou na área para Yuri Alberto. O camisa 9 chutou cruzado de primeira e Róger Guedes empurrou para dentro do gol, 1 a 0!

Aos 22, após boa jogada do Timão, Matheus Bidu testou Fábio de fora da área. A bola não foi tão forte e o goleiro do Fluminense fez a defesa.

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A primeira alteração do Corinthians ocorreu aos 26 minutos: Maycon saiu para a entrada de Renato Augusto, que voltou ao time após a artroscopia que realizou no joelho.


Renato Augusto volta a atuar, após 52 dias fora.

Aos 37, mudança dupla no Timão: saíram Bruno Méndez e Adson e entraram Fagner e Wesley.

CÁSSIO!! Aos 40 minutos, John Kennedy recebeu, dominou e girou chutando. O GIGANTE Cássio salvou o Timão.

O árbitro deu seis minutos de acréscimo.

Gol do Corinthians! Aos 46 minutos, Fagner cruzou para Róger Guedes, o camisa 9 não desperdiçou e fez de cabeça, aumentando o placar, 2 a 0!

Após o gol, o Corinthians mexeu pela última vez: saíram Fausto e Yuri Alberto e entraram Giuliano e Felipe Augusto.

Fim de jogo na Neo Química Arena, o Corinthians volta a vencer no Campeonato Brasileiro. Com os três pontos somados, o Timão chega a oito na competição e sobe momentaneamente para a 14ª colocação na tabela.

Próximo jogo
O Corinthians volta à campo na noite da próxima quarta-feira (31), quando enfrenta o Atlético-MG, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. A partida será na Neo Química Arena, às 21h30.

Fonte: Esportes

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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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