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Com novos critérios de classificação, clubes tradicionais correm risco de ficar de fora da Copa do Brasil

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Troféu da Copa do Brasil. Créditos: CBF

No final do ano passado, a CBF fez diversas alterações no critério de classificação para a Copa do Brasil, uma delas foi a de extinguir o Ranking Nacional de Clubes (RNC). Desta fora houve um fortalecimento das federações estaduais. Dos 92 clubes participantes da competição mais democrática do país, 10 clubes entravam conforme sua classificação no ranking, com esta extinção, estas 10 vagas foram distribuídas para as federações.

Agora 80 vagas são das federações e 12 distribuídas para os clubes classificados para a Libertadores , para o campeão da Copa Verde, campeão da Copa do Nordeste e campeão da Série B (que entram na terceira fase). Assim as vagas estaduais ficaram divididas da seguinte forma:

Federações mais bem colocadas, São Paulo e Rio de Janeiro terão direito a seis vagas via competições locais; Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná a cinco vagas; Ceará, Goiás, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Mato Grosso, Pará e Maranhão, a três; enquanto os demais estados a apenas duas vagas.

Desta forma, por exemplo, o Cuiabá só terá vaga na Copa do Brasil de 2024 chegando à final do estadual deste ano, sendo campeão da Copa FMF, sendo campeão da Copa Verde ou conquistando uma vaga na Libertadores do ano que vem.

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São Paulo, Corinthians e Santos, não garantiram suas vagas pelo campeonato paulista, desta forma precisam vencer a Copa Paulista, conquistar uma vaga na Libertadores pelo Brasileiro, ser campeão da Copa do Brasil ou torcer para que Palmeiras ou Red Bull Bragantino conquistem uma vaga na Libertadores, o que abriria uma vaga pelo Paulistão.

No Rio de Janeiro, o Botafogo se encontra na mesma condição. Para poder jogar a Copa do Brasil em 2024, precisará vencer a Taça Rio, conquistar uma vaga na Libertadores via Brasileirão, ganhar a Copa do Brasil deste ano ou torcer para que Flamengo, Fluminense ou Vasco estejam no G-6 do Brasileiro, assim herdaria uma vaga no estadual.

Outro clube tradicional que corre o risco de não disputar a Copa do Brasil no ano que vem é o Vitória-BA, o único caminho possível hoje para o clube baiano é conquistar a Série B, pois já foi eliminado do Campeonato Baiano, da Copa do Nordeste e da Copa do Brasil deste ano.

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Assim como o Vitória-BA, muitos clubes da Série B que entrariam via Ranking Nacional de Clubes (RNC), agora em na Série B o único caminho para a Copa do Brasil.

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Botafogo SAF pede Recuperação Judicial: o que isso significa e quais podem ser os impactos no Fair Play Financeiro da CBF

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A notícia de que o Botafogo SAF protocolou um pedido de recuperação judicial pegou muita gente de surpresa — especialmente pelo contraste com o momento esportivo recente do clube. Mas, longe de ser um “fim da linha”, o movimento revela algo mais comum no mundo empresarial do que no futebol: a necessidade de reorganizar a casa antes que a situação saia do controle.

Na prática, a recuperação judicial funciona como uma espécie de “respiro”. Ela permite que a empresa — neste caso, a SAF — renegocie suas dívidas, reorganize pagamentos e ajuste seu fluxo de caixa sem interromper suas atividades. Traduzindo: o Botafogo continua jogando normalmente, pagando salários e disputando campeonatos, enquanto tenta colocar as contas em ordem nos bastidores.

O próprio clube deixa claro que a prioridade é manter tudo funcionando. E isso é importante destacar: não há, neste momento, qualquer impacto direto no desempenho esportivo ou no calendário. O torcedor não deve esperar punições imediatas ou algo que tire o time de competições.

Mas a pergunta inevitável é: como um clube que conquistou títulos importantes recentemente chega a esse ponto?

A resposta passa menos pelo campo e mais pela estrutura financeira. A SAF foi montada com uma expectativa de investimentos e aportes que, segundo a nota, não se concretizaram como esperado. Soma-se a isso um problema delicado de governança: o acionista majoritário, de acordo com o clube, estaria dificultando a entrada de novos recursos. Esse tipo de impasse interno costuma ser silencioso, mas tem impacto direto — e pesado — nas finanças.

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É aí que a recuperação judicial entra como uma tentativa de reorganizar tudo ao mesmo tempo: dívidas, fluxo de caixa e até a própria estrutura de poder dentro da SAF.

Agora, olhando um pouco além do Botafogo, esse caso acende um alerta importante no futebol brasileiro, especialmente em relação ao Fair Play Financeiro que vem sendo discutido pela Confederação Brasileira de Futebol.

A ideia do Fair Play é simples no papel: clubes precisam gastar dentro daquilo que arrecadam e manter suas obrigações em dia. O problema é como aplicar isso em situações como essa.

Por um lado, a recuperação judicial é um mecanismo legal, previsto inclusive na Lei das SAFs. Ou seja, não é uma irregularidade — é uma ferramenta de ajuste. Por outro, ela escancara um desequilíbrio financeiro, justamente o tipo de situação que o Fair Play tenta evitar.

Na prática, o que deve acontecer é um meio-termo. O Botafogo dificilmente sofrerá punições imediatas por entrar em recuperação judicial. Mas o caso passa a colocá-lo sob um nível maior de atenção. Dependendo de como a CBF evoluir suas regras, clubes nessa condição podem enfrentar restrições no futuro, como limites de gastos ou maior controle sobre contratações.

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Mais do que isso, o episódio pode virar um marco. O futebol brasileiro ainda está aprendendo a lidar com o modelo de SAF, e situações como essa ajudam a definir quais serão as “regras do jogo” daqui para frente.

Internamente, porém, talvez o maior desafio do Botafogo nem seja financeiro — seja político. O pedido para suspender o direito de voto do acionista majoritário indica um conflito sério dentro da estrutura da SAF. E, quando há disputa de poder, investidores tendem a recuar, decisões travam e a recuperação fica mais difícil.

O futuro do clube agora passa por algumas etapas bem claras: a aceitação do pedido pela Justiça, a apresentação de um plano de recuperação e a negociação com credores. Se tudo correr bem, o Botafogo pode sair desse processo mais organizado e sustentável. Caso contrário, o cenário se complica — e aí, sim, os reflexos podem chegar ao futebol.

No fim das contas, o torcedor pode respirar um pouco mais tranquilo no presente. O time segue em campo, competitivo, e sem mudanças bruscas à vista. Mas, fora das quatro linhas, o Botafogo entra em uma fase decisiva — talvez uma das mais importantes desde a criação da SAF.

Porque agora não se trata apenas de ganhar jogos. Trata-se de garantir que o clube tenha condições de continuar jogando no mais alto nível nos próximos anos.

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