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Arbitragem do clássico vai à forca… E sai com pena leve
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Era um daqueles clássicos que prometiam tensão e entregaram mais: São Paulo FC e SE Palmeiras duelaram, o placar virou de 2×0 para 2×3 e, no fim, ficaram as repercussões — não apenas pelo resultado, mas pela atuação da arbitragem e do VAR, que agora foram punidos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Nesta quarta-feira (19/11/2025), o tribunal determinou a suspensão por 40 dias do árbitro Ramon Abatti Abel e do VAR Ilbert Estevam da Silva, enquadrados no artigo 259 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) — por “deixar de observar as regras da modalidade”.
Se, à primeira vista, a punição soa como uma medida assertiva, ela — honestamente — acende mais dúvidas do que resolve.
Lances decisivos que desencadearam a punição
Dois lances vieram à tona como pivôs da denúncia:
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Primeiro: o volante do Palmeiras, Allan Rodrigues de Souza, teria cometido pênalti sobre o atacante do São Paulo, Gonzalo Tapia — infração ignorada em campo e não corrigida via VAR.
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Segundo: o meia do Palmeiras, Andreas Pereira, aplicou falta em Marcos Antônio, do São Paulo, situação que poderia ter rendido cartão vermelho — também não revisada adequadamente.
Ambos os lances aconteceram quando o São Paulo vencia por 2×0, e o Palmeiras viraria para 3×2. O clube paulista cita que essas perdas de chance mudaram o rumo da partida.
A pena e seu simbolismo — ou a falta dele
O STJD poderia, em tese, aplicar suspensão de até 120 dias para quem for considerado culpado segundo o livro. Veja: o artigo 259 prevê suspense de 15 a 120 dias.
Mas o tribunal optou por 40 dias — pouco mais de um mês. Isso gera duas observações imediatas:
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Descompasso entre gravidade e pena — Se considerarmos que erros do VAR e do árbitro potencialmente definiram o clássico, como se espera que uma punição de “mês e pouco” gere efeito suficiente de dissuasão ou de reparação?
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Sinal para a arbitragem — Optar por um patamar relativamente moderado pode mandar mensagem ambígua: “Há falha? Sim. Mas não tanto”. Isso fragiliza o discurso de que VAR e árbitro trabalham sob alto grau de responsabilidade.
Por que o resultado importa mais que a suspensão
Para o São Paulo, além da frustração esportiva de perder vantagem de dois gols, existe o sentimento de injustiça — a sensação de que o “terceiro árbitro”, o VAR, falhou onde deveria ter sido um “quarto exame”.
Para o Palmeiras, fica o alívio de que o resultado se manteve e de que a sua vitória, embora controversa, permanece válida.
Mas para o futebol brasileiro como sistema, o episódio acende um alerta: se o VAR falha ou a arbitragem erra num clássico de peso, qual a consequência real além da multa ou suspensão simbólica?
O que muda daqui pra frente?
A suspensão de 40 dias é válida? Sim. É correta? Sob a letra da lei, está dentro da faixa permitida. Mas é suficiente? Na minha opinião, não.
Se queremos um campeonato mais justo, transparente e com menos influência de falhas humanas graves, a punição precisa ter dois ingredientes: visibilidade e severidade proporcional.
A visibilidade existe — o STJD falou, puniu. A severidade proporcional, nem tanto, quando consideramos o impacto real dos lances.
O que resta agora à arbitragem, ao VAR e aos clubes é aprender — não apenas com o resultado deste clube ou daquele: mas com o sistema como um todo. Se o VAR continuará sendo “apenas” um coadjuvante com poder limitado, ou se será tratado como o mecanismo de correção séria e fundamental que se espera.
E à sociedade de torcedores, um lembrete: o jogo tem três tempos — o disputado em campo, o revisado pelo VAR, e o julgado fora dele. Se qualquer um dos três falhar, o espetáculo perde. O que este caso mostra é que o terceiro tempo — o da justiça e revisão — ainda precisa de calibragem.
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Brasil vence Escócia e marca retorno de Neymar
A Seleção Brasileira confirmou sua força na Copa do Mundo de 2026 ao derrotar a Escócia por 3 a 0 nesta quarta-feira, no Hard Rock Stadium, em Miami. Com o resultado, o time comandado por Carlo Ancelotti garantiu a liderança do Grupo C e agora se prepara para o início do mata-mata. A partida foi marcada pelo protagonismo de Vinícius Júnior, autor de dois gols, e pelo aguardado retorno de Neymar aos gramados.
O jogo
O domínio brasileiro começou cedo. Logo aos seis minutos de jogo, Rayan pressionou a saída de bola escocesa e interceptou um passe de Robertson. A sobra ficou com Vinícius Júnior, que driblou o goleiro Gunn e abriu o placar. O Brasil chegou a balançar as redes novamente aos 21 minutos, mas o VAR anulou o lance por falta de Vini Jr. no início da jogada. Antes do intervalo, a pressão brasileira surtiu efeito novamente: aos 48 minutos, Bruno Guimarães cruzou com precisão para Vinícius Júnior cabecear e ampliar a vantagem.
No segundo tempo, a Seleção manteve o ritmo e chegou ao terceiro gol aos 14 minutos. Após lançamento de Casemiro e assistência de Bruno Guimarães, Matheus Cunha finalizou para as redes. Na comemoração, o atacante simulou estar surfando, uma homenagem à Tempestade Brasileira que transformou o surfe mundial. Aos 30 minutos da etapa final, o estádio aplaudiu a entrada de Neymar, que substituiu Matheus Cunha. Recuperado de uma lesão na panturrilha que o afastou por um mês, o camisa 10 teve tempo de criar boas jogadas e exigir uma defesa difícil do goleiro adversário.
Com a vitória, o Brasil encerrou a fase de grupos com sete pontos, seguido por Marrocos, que também avançou com sete pontos na segunda colocação. A Escócia terminou em terceiro, com três pontos, e aguarda a definição das outras chaves para saber se conseguirá uma vaga entre os melhores terceiros colocados. O Haiti se despediu da competição na lanterna, sem pontuar.
O próximo desafio da Seleção Brasileira será na segunda-feira, às 14 horas (de Brasília), no NRG Stadium, em Houston. O adversário das oitavas de final sairá do Grupo F, com Holanda, Japão e Suécia como possíveis oponentes.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Placar Final | Brasil 3 x 0 Escócia |
| Competição | Copa do Mundo (3ª rodada do Grupo C) |
| Data e Horário | 24 de junho de 2026 (quarta-feira), às 19h (de Brasília) |
| Local | Hard Rock Stadium, em Miami (EUA) |
| Gols (Brasil) | Vinicius Júnior (6′ 1ºT, 48′ 1ºT) e Matheus Cunha (15′ 2ºT) |
| Cartões Amarelos | Danilo, Fabinho (Brasil); Christie (Escócia) |
| Cartões Vermelhos | Nenhum |
| Arbitragem | Cesar Ramos (MEX); Assistentes: Alberto Morin e Marco Bisguerra (MEX) |
| Brasil | Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos (Alex Sandro); Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães e Paquetá (Gabriel Martinelli); Rayan (Endrick), Matheus Cunha (Neymar) e Vinicius Júnior |
| Escócia | Gunn; Patterson (Ralston), McKenna, Hendry e Robertson (Tierney); Lewis Ferguson, McTominay, McGinn (Curtis) e McLean; Gannon-Doak (Christie) e Shankland (Adams) |
Fonte: Esportes
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