CUIABÁ
Região do Morro da Luz e da Ilha da Banana ganha novo sistema de iluminação pública
CUIABÁ
A Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) segue avançando com o trabalho de melhoria no entorno do Parque Antônio Pires de Campos (Morro da Luz) e do Largo do Rosário (Ilha da Banana). Como parte desse planejamento, foi iniciada nesta semana a instalação de uma nova iluminação pública, composta por luminárias do tipo LED.
A ação é realizada por meio do setor de zeladoria da Limpurb e consiste na substituição das antigas lâmpadas de vapor de sódio (lâmpadas amarelas) por equipamentos mais modernos e eficientes. Somente no Morro da Luz, onde a equipe está concentrada neste momento, serão implantadas quase 20 luminárias de LED, de 200 watts de potência.
A modernização do sistema de iluminação pública nessa região é uma sequência da primeira etapa do trabalho realizado, que resultou na reconstrução de toda calçada no entorno dos dois espaços. Esse processo foi executado respeitando as características originais dos locais, garantindo mais segurança e acessibilidade aos pedestres.
“São intervenções aparentemente simples, mas que mudam o visual da cidade e, principalmente, promovem melhorias para a população. Essa é uma região extremamente movimentada que agora conta com um novo passeio público e uma iluminação, dando mais segurança ao cidadão”, explica o diretor-geral da Limpurb, Júnior Leite.
A modernização do sistema de iluminação pública vem evoluindo, gradativamente, na atual gestão do Município e, em 2021, alcançou a importante marca de aproximadamente 9,5 mil luminárias instaladas nas vias da cidade. O número representa cerca de 10,5% do total de lâmpadas do parque de iluminação pública de Cuiabá, que é composto por mais de 90 mil.
Além de vantagens como maior eficiência na claridade do ambiente, economicidade durante o funcionamento, e durabilidade maior em relação aos modelos incandescentes e fluorescentes, a instalação das lâmpadas de LED também atende a política de sustentabilidade, defendida pelo prefeito Emanuel Pinheiro.
“Ao adotar a implantação de luminárias de LED, automaticamente, passamos a gerar menos lixo eletrônico. Diferente das lâmpadas antigas, a LED possui a vantagem de poder ser reciclada. Ou seja, se um dia esse equipamento der problema, a empresa pode fazer a troca da fonte e ele voltará a funcionar”, finaliza Júnior.
CUIABÁ
Prefeitura aplica R$ 37,6 mil em multas e inicia limpeza em condomínio abandonado
A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade, nesta segunda-feira (8), à Operação Escudo Urbano, que interditou preventivamente um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.
Durante a fiscalização, foram lavrados autos de infração que somam R$ 37,6 mil em razão das irregularidades encontradas no imóvel. As equipes também iniciaram os serviços de limpeza e remoção de resíduos acumulados no local. Os custos das intervenções serão cobrados dos proprietários do condomínio.
A Energisa Mato Grosso realizou a retirada de cabos e fiações em desuso, além do desligamento de pontos de energia existentes nas edificações, como medida de segurança e para eliminar riscos decorrentes do abandono do empreendimento.
A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, explicou que a ação foi motivada pelas condições críticas encontradas no condomínio e pelos riscos à saúde pública e à segurança da população. “Trata-se de um imóvel cuja estrutura está bastante comprometida. A Defesa Civil já havia elaborado um laudo anterior condenando a edificação e, agora, com o acesso ao condomínio, constatamos que a situação é ainda mais urgente. Encontramos focos e condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, além da presença de morcegos, pombos e escorpiões. Estamos atuando no momento adequado para evitar que o local se transforme em um problema ainda maior para a saúde pública”, afirmou.
A secretária reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa operação. Também vamos encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para avaliação de medidas judiciais, porque ações pontuais não resolvem definitivamente o problema se não houver manutenção contínua”, acrescentou.
O diretor da Defesa Civil, capitão do CBMMT Marcelo Cerqueira, informou que o primeiro relatório técnico sobre o condomínio foi elaborado em dezembro de 2025. Na ocasião, as equipes não conseguiram acessar o interior do imóvel porque o local estava fechado. “Agora conseguimos entrar e verificamos uma situação preocupante. O condomínio possui 30 imóveis, e vários deles apresentam estruturas avariadas, além de grande acúmulo de lixo. A Limpurb já iniciou uma intervenção para melhorar as condições do ambiente, e vamos concluir o relatório técnico para subsidiar as providências necessárias por parte dos órgãos competentes”, explicou.
A Vigilância em Saúde Ambiental também participou da operação para identificar fatores que favorecem a presença de vetores de doenças e animais sinantrópicos. Segundo o biólogo Jesse Martins, a principal medida recomendada para o local é o manejo ambiental. “O controle químico não é indicado para esse tipo de situação. O mais eficaz é a eliminação dos abrigos e focos que favorecem a permanência desses animais. Encontramos vestígios de morcegos e também algumas larvas, que serão encaminhadas para análise laboratorial e identificação”, informou.
Durante a vistoria, a Secretaria Municipal de Ordem Pública lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado por lote não limpo, existência de criadouros de vetores e abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. Já o segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido em razão da existência de criadouros de vetores, abandono do imóvel, risco estrutural grave e utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.
Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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