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Qualifica Cuiabá: Formação profissional e atua com foco na igualdade de gênero

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Empoderar e oferecer oportunidade de autonomia financeira. Em 2018, o Qualifica nasceu com esses objetivos. De lá pra cá, mais de 3 mil mulheres foram qualificadas para o mercado de trabalho. Este ano, o programa já entregou o certificado para 1.860 alunos em 33 cursos.

E pela segunda vez,  Doralice de Brito, recebeu o certificado de conclusão do curso de costura. Ela relembra que a paixão pela costura começou na época da pandemia, onde ficou sabendo que o Senai, estaria recrutando voluntários que tivessem o interesse de fabricar máscaras.

“Hoje vejo o quanto o Qualifica muda a vida das pessoas, foi depois do curso que comecei a trabalhar nesta área da costura e já faço pijamas pra vender e reformas. Já estou conseguindo tirar um dinheiro”, ressalta

Doralice ainda pontua o quão importante é fazer um curso e se qualificar, principalmente para as mulheres.

“Nós mulheres precisamos ter sua independência financeira e conquistar nosso espaço no mercado de trabalho para poder tocar a vida sem depender do companheiro”, reforça.

Empreender era o desejo da Anadir de Souza Soares, de 38 anos, que se formou no curso de Confeitaria, e já começou a transformar o sonho em realidade conquistando sua independência financeira. 

“Foi uma grande oportunidade, tanto para mim como para várias pessoas que participaram do projeto também. Antes eu era cabeleireira e hoje realizei o sonho de me qualificar na confeitaria. Recomendo para outras pessoas, pois nós mulheres precisamos muito disso, ter uma profissão, se sentir mais úteis, independentes. Eu mesma ficava muito em casa e queria muito fazer algo novo e tive a oportunidade e graças a Deus estou aqui”, agradeceu.

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O Qualifica Cuiabá tem como público alvo pessoas de baixa renda com oportunidades de cursos profissionalizantes e é conduzido pelas Secretarias de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico e da Mulher e executado em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial- Senai.

Segundo Eva Maria, o desejo de incluir as pessoas com deficiência auditiva, despertou nela o interesse pelas libras. Ela relembra que quando começou a fazer o curso se apaixonou, principalmente por poder incluir essas pessoas no dia-a-dia.

“No começo por conhecer muitas pessoas surdas eu optei em fazer o curso de Libras apenas pela interação com próximo, porém eu fiz o curso para iniciantes e agora intermediário e as coisas foram mudando. Hoje com o anúncio da primeira-dama para o curso de libras avançado, já consigo pensar que no futuro eu possa me tornar intérprete”, afirma.

De acordo com a Secretária Municipal da Mulher, Cely Almeida, o programa Qualifica, acumula resultados positivos. Além da profissionalização também é envolvido o empoderamento dessas mulheres por meio do processo de desenvolvimento pessoal e profissional, de autoconfiança e elevação da autoestima. Ela destaca que geralmente nos encerramentos de cursos, nas diversas áreas, as mulheres sempre têm relatos positivos.

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“Elas se sentem mais seguras, mais encorajadas para ocupar o seu lugar na sociedade e buscar as oportunidades no mercado de trabalho. É uma formação profissional que vai além da qualificação e oportuniza cidadania com foco na igualdade de gênero”, pontua

Para a primeira-dama, Márcia Pinheiro, idealizadora do programa Qualifica, quando as mulheres se empoderam através do empreendedorismo, círculos viciosos ruins e machistas são quebrados, dando poder de escolha para elas decidirem que rumo seguir em suas vidas.

“As mulheres encontram no empreendedorismo uma forma de empoderamento, e estar à frente de cargos de liderança é um passo importante para a diminuição da desigualdade. No entanto, sabemos que se manter em um mercado competitivo e desafiador exige planejamento, tempo e recursos financeiros. Por isso, é fundamental que cada vez mais mulheres tenham a oportunidade de se preparar para ocuparem esses lugares, se depender desta gestão humanizada, cada vez mais mulheres irão conseguir sair do ciclo de violência e se capacitarem”, afirma.

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Prefeitura reforça rede de acompanhamento a adolescentes em medidas socioeducativas

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A integração entre os serviços da assistência social e o fortalecimento das ações voltadas aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas foram os principais temas debatidos durante a Reunião Ampliada “Adolescência: um Compromisso de Todos, Avanços e Desafios da PSC”, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. O encontro ocorreu na quarta-feira (3), no auditório da pasta, reunindo profissionais que atuam diretamente na execução da Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).

A atividade reuniu representantes dos dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), dos 14 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais profissionais da rede socioassistencial para discutir estratégias de atendimento, alinhar procedimentos e compartilhar experiências relacionadas ao acompanhamento de adolescentes encaminhados pela Justiça para o cumprimento de medidas em meio aberto.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o município mantém uma atuação articulada entre as políticas de assistência social, saúde e educação para garantir acompanhamento aos adolescentes e suas famílias.

“As medidas socioeducativas são acompanhadas pelas equipes técnicas dos CREAS, que desenvolvem um trabalho contínuo de orientação, apoio e fortalecimento de vínculos”, disse, ressaltando a busca por parcerias voltadas à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho, incluindo ações do Programa Acessuas Trabalho, que oferece oficinas e orientações relacionadas ao mundo do trabalho.

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A palestrante e gerente do CREAS Norte, Vera Lúcia Martins Pereira, explicou que a reunião ampliada teve com

De acordo com ela, além dos 14 CRAS, o município conta atualmente com quatro Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI), que atuam como unidades executoras da Prestação de Serviços à Comunidade. O alinhamento entre os profissionais busca garantir que os adolescentes cumpram as medidas determinadas pela Justiça de forma adequada e com acompanhamento técnico qualificado.o principal objetivo aproximar as equipes da Proteção Social Especial e da Proteção Social Básica, fortalecendo a atuação conjunta entre CREAS e CRAS.

Durante a apresentação, Vera detalhou o fluxo de atendimento realizado pela rede. Após a determinação judicial, o adolescente é encaminhado ao CREAS, onde uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social, pedagogo e orientador social elabora, juntamente com o jovem e sua família, o Plano Individual de Atendimento (PIA). Quando a medida aplicada é a Prestação de Serviços à Comunidade, o adolescente passa a desenvolver atividades supervisionadas em unidades do CRAS de seu território.

A psicóloga e gerente do CRAS Centro, Dariane Melo, ressaltou que o serviço de medidas socioeducativas conta com uma equipe técnica exclusiva responsável pelo atendimento dos adolescentes e de seus familiares. Ela explicou que, além do acompanhamento psicossocial, são realizados encaminhamentos para áreas como saúde, educação e qualificação profissional, em articulação com a rede de proteção e o Poder Judiciário.

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Para Dariane, momentos de capacitação são fundamentais para a qualificação do serviço. “A assistência social não trabalha sozinha, trabalha com todos, e estar ali junto faz parte do processo de trabalho”, afirmou, ao destacar a importância da troca de experiências entre os profissionais que atuam diretamente no atendimento.

A perspectiva prática do trabalho desenvolvido nos territórios também foi abordada pelos participantes. O orientador social Marcelo Lima Martins, do CRAS Doutor Fábio, destacou que o acolhimento é um dos pilares do atendimento aos adolescentes. Segundo ele, compreender as particularidades de cada jovem e respeitar seu tempo são fatores essenciais para transformar o período de cumprimento da medida em uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.

Na mesma linha, o gerente do CRAS Pedregal, João Vítor Souza dos Santos, afirmou que o maior desafio das equipes é conquistar a confiança dos adolescentes durante o primeiro contato. Ele destacou que o trabalho desenvolvido pelos profissionais busca identificar potencialidades e estimular habilidades que contribuam para a ressocialização e a construção de novas perspectivas de vida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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