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Órgãos institucionais discutem atribuições relativas ao destino de animais de grande porte

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Embora permaneça no senso comum a responsabilidade da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), antes denominada Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), sobre a captura, abrigamento, tratamento e destinação de animais de grande porte em vias públicas, isso é coisa do passado. Nesta semana, representantes de órgãos governamentais das esferas Municipal, Estadual e Federal, a convite da Vigilância em Saúde, se reuniram no auditório da UVZ de Cuiabá, para dar encaminhamento aos aspectos necessários para solucionar os problemas decorrentes de tal situação.

Como resultado, foi criado um grupo de trabalho para estabelecer a matriz de atribuições e responsabilidades, de forma a subsidiar a criação da política municipal para essa questão do abandono de cavalos/animais de grande porte no perímetro urbano do município de Cuiabá, lembrando que a criação de animais do tipo, em área urbana é proibida por legislação municipal.

“O objetivo foi ouvir das entidades presentes as ações a serem compartilhadas, em cooperação técnica,  para definir os procedimentos intersetoriais a serem adotados quanto aos animais, mas também aos charreteiros”, explicou o coordenador de Vigilância em Saúde, Benedito Oscar de Campos.

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Campos fez um relato das ações atribuídas ao antigo Centro de Controle de Zoonoses, relacionadas à presença de animais de grande porte nas ruas. Com a mudança, em 2014, na Política Nacional de Vigilância de Zoonoses, a questão citada passou a ser transversal envolvendo todas as esferas de governo intersetorialmente.

“Há 30 anos esse local (onde está a UVZ) ficava na zona rural, distante do centro da cidade. Hoje devido ao crescimento urbano, estamos dentro desse perímetro e com as novas diretrizes de vigilância de zoonoses no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), tornou-se necessário chegar a um denominador comum, com o envolvimento dos demais órgãos governamentais, pois todos os envolvidos sofrem com a pressão da população”, pontuou o coordenador de Vigilância em Saúde.

Para Beatriz Del’Isola, diretora de Bem Estar Animal da Secretaria de Meio Ambiente de Cuiabá, foi uma reunião produtiva que trará resultados para a população. “Tivemos informações de coisas que não sabíamos e a diretoria de Bem Estar Animal está disponível para pegar novamente a competência em relação aos cavalos e está à disposição também para ajudar em todas as demandas e fazer um orientativo quando chegar um animal de grande porte”, destacou.

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“Tivemos uma reunião marcada pela preocupação sobre um tema que é muito sensível e que precisa ser melhor debatido. Um grupo de trabalho precisa ser instituído, integrando instituições públicas, técnicos de saúde, técnicos de sanidade animal, segurança pública, ONGs, para definir o papel e responsabilidade dos atores envolvidos. Caso necessário poderão sugerir aprimoramento da legislação municipal para resguardar o Bem Estar Animal e a Saúde Única”, disse Aruaque Lotufo Ferraz de Oliveira, gerente de Sanidade Equídea do Indea-MT.

Participaram da reunião no auditório da Unidade de Vigilância de Zoonoses, os representantes da Diretoria do Bem Estar Animal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, da Cavalaria da Polícia Militar, da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, da Secretaria Municipal de Ordem Pública, da Secretaria Municipal de Trabalho, do INDEA- MT, do Conselho Regional de Medicina Veterinária além dos anfitriões da Vigilância em Saúde/ Secretaria Municipal de Saúde.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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Com apoio da Prefeitura de Cuiabá, Grupo Flor Serrana lança primeiro álbum

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A valorização da cultura popular cuiabana ganhou um importante reforço com o lançamento do álbum “Flor Serrana – As Tradições da Serra Abaixo”, primeiro trabalho fonográfico do Grupo Flor Serrana. O projeto foi viabilizado por meio do Edital Gambira Cultural – Múltiplas Linguagens, realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, executados pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

Com 19 faixas, o álbum registra pela primeira vez em formato de áudio o repertório que acompanha as apresentações do grupo desde sua fundação, reunindo canções que preservam a memória, a religiosidade e a identidade das comunidades rurais da Serra Abaixo e da Baixada Cuiabana. Lançado nesta sexta-feira (7), o trabalho já está disponível nas plataformas Spotify e YouTube, ampliando o acesso do público a um patrimônio cultural que, até então, era transmitido principalmente por meio da tradição oral.

O investimento da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, reforça o compromisso da gestão municipal com a preservação do patrimônio cultural imaterial, incentivando artistas, grupos e mestres da cultura popular a registrarem e difundirem suas produções para as novas gerações.

Fundado em 2012 por Helena Maria e Nezinho, o Grupo Flor Serrana surgiu a partir das tradicionais Festas de Santo realizadas nas comunidades rurais de Cuiabá, transformando essas vivências em um trabalho permanente de valorização do siriri e do cururu. Ao longo de mais de uma década, o coletivo consolidou-se como um dos principais representantes da cultura popular mato-grossense.

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O repertório reúne composições autorais e adaptações de músicas tradicionais assinadas por Nezinho (Almindo Reis de Oliveira), Jorginho (Jorge Manoel Aguiar), Jhordan Costa, Eduardo Andrade, Adelino Costa, Leocádio Silva e Vinicius Gonçalves, além de obras de domínio popular preservadas pela tradição oral. As canções também evidenciam a devoção aos padroeiros Santo Antônio, São Gonçalo e Nossa Senhora Aparecida, elementos que fazem parte da identidade cultural das comunidades onde o grupo nasceu.

Para a dançarina e coreógrafa Kamily Amorim, o álbum representa um importante instrumento de preservação da cultura popular.

“Mais do que um lançamento musical, o álbum representa um importante registro do patrimônio cultural imaterial de Mato Grosso. Em um contexto em que grande parte do repertório tradicional permanece apenas na memória dos grupos e de seus mestres, a gravação contribui para a preservação dessas canções e amplia seu acesso para novas gerações e públicos de diferentes regiões do país.”

A produção musical foi realizada pelo Home Studio Alcimar e Thomas do Rasqueado, responsável pela gravação, mixagem e masterização, mantendo a sonoridade característica do siriri tradicional e valorizando instrumentos como a viola de cocho, o ganzá e o mocho.

Incentivo à cultura

O álbum demonstra a importância das políticas públicas de incentivo à cultura desenvolvidas pela Prefeitura de Cuiabá. Por meio da Lei Paulo Gustavo, a Secretaria Municipal de Cultura tem possibilitado que artistas e coletivos registrem e difundam produções que preservam a identidade cultural cuiabana e mato-grossense.

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Além da produção musical, o projeto também valoriza a identidade visual. A capa do álbum, assinada pela artista Tamii, retrata elementos característicos da Serra Abaixo, como a estrada de chão, as serras, o pôr do sol da Baixada Cuiabana e os dançarinos de siriri, traduzindo visualmente a relação entre música, território e pertencimento.

Cultura cuiabana ganha novos espaços

Reconhecido por participações em importantes eventos, como o Festival de Siriri e Cururu de Cuiabá, FIT Pantanal, Festival Vambora, Festival Velha Joana e Sesc Celebra Cuiabá, além de festivais nacionais em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, o Grupo Flor Serrana inicia uma nova etapa de sua trajetória com o lançamento do álbum.

Entre os dias 20 e 28 de setembro, o grupo representará Mato Grosso no 1º Festival Folclórico Internacional de Maceió, levando ao público nacional e internacional a tradição do siriri das comunidades rurais da Baixada Cuiabana.

Para celebrar o lançamento, o grupo realizará, no dia 5 de setembro, uma festa com apresentações culturais e shows de artistas regionais. O evento também terá caráter beneficente para arrecadar recursos destinados à participação da delegação no festival internacional.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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