CUIABÁ
Cuiabá realizará o 2º dia “D” de Mobilização Nacional de Vacinação contra a Poliomielite no próximo sábado (10)
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A meta de vacinação contra a Poliomielite não foi atingida no país e expressa a preocupação quanto ao risco que o Brasil enfrenta em relação à reintrodução do vírus causador da paralisia infantil entre a população. Em Cuiabá os índices também são baixos, pouco mais de 15% do público previsto foi vacinado. Para melhorar a cobertura vacinal será realizado, neste sábado (10), o 2º Dia “D” de Mobilização Nacional de Vacinação em várias Unidades Básicas de Saúde de Cuiabá, das Regionais Norte, Sul, Leste e Oeste, das 8h às 16h. A dose é destinada para crianças de 1 ano a 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
A previsão do Ministério da Saúde é que a cobertura vacinal alcance pelo menos 95% do público-alvo, mas, até o momento, pouco mais de 23% da meta nacional almejada foi atingida. Na Capital mato-grossense até o dia 05 deste mês, apenas 5.549 doses foram administradas, representando pouco mais de 15% das 35.892 crianças previstas para receberem a dose.
“O baixo número de imunizados motivou a ação do 2º dia “D”, para intensificar a campanha, permitindo maior engajamento da população em levar as crianças. Contamos com a sensibilidade dos responsáveis, pois só com o apoio deles atingiremos o maior número de vacinados. É preciso responsabilidade e compromisso com a causa para evitar que a doença volte a vitimizar as crianças”, reforçou o coordenador de Programas Estratégicos da Secretaria Municipal de Saúde, Wellington Assunção Ferreira.
Em Cuiabá, a vacinação acontece nos seguintes locais das 8h às 16: Regional Norte – UBS Paiaguás, UBS Jardim Vitória II e III;UBS IlzaPicolli I, II e III, UBS CPA III, UBS Clínica da Família; Regional Sul – UBS Parque Ohara I e II, UBS Pedra 90 I e II, UBS Tijucal I, II e III, UBS Parque Cuiabá I e II , UBS Novo Millenium I e São João Del Rei; Regional Leste – UBS Campo Velho, UBS Altos da Serra I e II, UBS Pedregal I e II, CS Dom Aquino, UBS Imperial I e II; Regional Oeste – UBS Novo Colorado, UBS Cidade Verde, UBS Despraiado, UBS Santa Amália e Araçá.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT
CUIABÁ
Prefeitura aplica R$ 37,6 mil em multas e inicia limpeza em condomínio abandonado
A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade, nesta segunda-feira (8), à Operação Escudo Urbano, que interditou preventivamente um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.
Durante a fiscalização, foram lavrados autos de infração que somam R$ 37,6 mil em razão das irregularidades encontradas no imóvel. As equipes também iniciaram os serviços de limpeza e remoção de resíduos acumulados no local. Os custos das intervenções serão cobrados dos proprietários do condomínio.
A Energisa Mato Grosso realizou a retirada de cabos e fiações em desuso, além do desligamento de pontos de energia existentes nas edificações, como medida de segurança e para eliminar riscos decorrentes do abandono do empreendimento.
A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, explicou que a ação foi motivada pelas condições críticas encontradas no condomínio e pelos riscos à saúde pública e à segurança da população. “Trata-se de um imóvel cuja estrutura está bastante comprometida. A Defesa Civil já havia elaborado um laudo anterior condenando a edificação e, agora, com o acesso ao condomínio, constatamos que a situação é ainda mais urgente. Encontramos focos e condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, além da presença de morcegos, pombos e escorpiões. Estamos atuando no momento adequado para evitar que o local se transforme em um problema ainda maior para a saúde pública”, afirmou.
A secretária reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa operação. Também vamos encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para avaliação de medidas judiciais, porque ações pontuais não resolvem definitivamente o problema se não houver manutenção contínua”, acrescentou.
O diretor da Defesa Civil, capitão do CBMMT Marcelo Cerqueira, informou que o primeiro relatório técnico sobre o condomínio foi elaborado em dezembro de 2025. Na ocasião, as equipes não conseguiram acessar o interior do imóvel porque o local estava fechado. “Agora conseguimos entrar e verificamos uma situação preocupante. O condomínio possui 30 imóveis, e vários deles apresentam estruturas avariadas, além de grande acúmulo de lixo. A Limpurb já iniciou uma intervenção para melhorar as condições do ambiente, e vamos concluir o relatório técnico para subsidiar as providências necessárias por parte dos órgãos competentes”, explicou.
A Vigilância em Saúde Ambiental também participou da operação para identificar fatores que favorecem a presença de vetores de doenças e animais sinantrópicos. Segundo o biólogo Jesse Martins, a principal medida recomendada para o local é o manejo ambiental. “O controle químico não é indicado para esse tipo de situação. O mais eficaz é a eliminação dos abrigos e focos que favorecem a permanência desses animais. Encontramos vestígios de morcegos e também algumas larvas, que serão encaminhadas para análise laboratorial e identificação”, informou.
Durante a vistoria, a Secretaria Municipal de Ordem Pública lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado por lote não limpo, existência de criadouros de vetores e abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. Já o segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido em razão da existência de criadouros de vetores, abandono do imóvel, risco estrutural grave e utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.
Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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