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Casos de acidentes com escorpiões diminuem em Cuiabá

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Segundo o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATOX) do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), 61 pessoas foram tratadas por acidentes com animais peçonhentos entre os dias 1º e 20 de janeiro de 2025. Desses casos, 40 envolveram escorpiões. O CIATOX, instalado no HMC, é referência no estado de Mato Grosso no atendimento a emergências toxicológicas e desempenha papel fundamental no monitoramento desses dados.

Os números mais recentes indicam uma tendência de redução nos acidentes envolvendo animais peçonhentos em Cuiabá. Em 2023, foram registrados 921 casos, dos quais 643 envolveram escorpiões. Já em 2024, houve 856 notificações, sendo 577 relacionadas a escorpiões. A diminuição nos casos demonstra resultados positivos das ações preventivas e do manejo adequado do ambiente.

Conforme Jessé Martins Ribeiro Junior, biólogo do LABFAUNA do Centro de Controle de Zoonoses de Cuiabá (CCZ), apesar da redução, o período chuvoso ainda é crítico para o aparecimento desses animais. “A água das chuvas desaloja os escorpiões de seus esconderijos, como entulhos e redes de esgoto, aumentando a chance de contato com seres humanos. Além disso, essa época coincide com o período de reprodução dos escorpiões, o que intensifica sua movimentação”, explica o biólogo.

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“Embora os números estejam em queda, reforçamos a importância de que toda pessoa que sofra um acidente com escorpião procure atendimento médico imediato. Mesmo que os acidentes sejam leves na maioria dos casos, é necessário garantir que o animal não pertença a uma espécie mais perigosa”, alerta Jessé.

Os escorpiões mais comuns em Cuiabá geralmente causam acidentes leves, sem necessidade de maiores intervenções. No entanto, existe o risco de espécies mais perigosas serem introduzidas na cidade por meio de cargas de madeira, materiais de construção ou outros transportes.

“Por isso, a recomendação é que as vítimas, sempre que possível, levem o animal capturado com segurança ao hospital para identificação. Esse procedimento ajuda a determinar a melhor abordagem médica e as medidas de controle necessárias”, explica Pablo Marcelo Pazóti, que também é biólogo do CCZ.

Prevenção: manejo do ambiente

A prevenção continua sendo a melhor forma de evitar acidentes. O Ministério da Saúde orienta que o controle químico não é eficaz contra escorpiões e recomenda medidas de manejo ambiental. A eliminação dos chamados “4 A’s” é fundamental:

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Água: Evitar fontes de água parada.

Alimento: Controlar a presença de baratas, principal fonte de alimento dos escorpiões.

Acessos: Instalar telas nos ralos, vedar portas e janelas e fechar frestas para impedir a entrada de escorpiões pelas redes de esgoto.

Abrigos: Remover entulhos, restos de obra e outros materiais acumulados que sirvam como esconderijos, especialmente em áreas úmidas.

Angela Pereira Batista, gerente do CCZ, destaca que a redução nos números de acidentes com escorpiões em Cuiabá é um reflexo das ações preventivas e do aumento da conscientização da população. “No entanto, é importante manter a vigilância, especialmente no período chuvoso, quando o risco de contato com esses animais é maior”, ressalta a gerente.

“É fundamental reforçarmos que qualquer acidente com escorpião deve ser levado a sério, e as vítimas devem procurar atendimento médico imediato. Com o manejo adequado do ambiente e a colaboração da população, é possível reduzir ainda mais os números de acidentes e garantir a segurança de todos”, alerta Angela.

#PraCegoVer

A imagem descreve potes de vidro onde estão armazenadas diversas espécies de animais peçonhentos, como cobras, escorpiões e outros.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Prefeitura reforça proibição do comércio irregular nas UPAs de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça a proibição do comércio ambulante no interior e nas entradas das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital. A medida, implantada desde abril, tem contribuído para melhorar a organização dos espaços, reduzir aglomerações e garantir melhores condições de atendimento aos pacientes e aos profissionais que atuam nas unidades.

A restrição segue as normas municipais que impedem a instalação de equipamentos e a comercialização de produtos nas entradas principais de hospitais, prontos-socorros, ambulatórios e demais unidades de saúde, públicas ou privadas, além de proibir o comércio no interior desses espaços.

A iniciativa já apresenta resultados positivos na rotina das unidades, com maior organização dos acessos, melhor circulação de pacientes, acompanhantes e equipes, além de manter livres as áreas destinadas ao atendimento de urgência e emergência.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que a organização dos espaços externos e internos das unidades é fundamental para garantir um atendimento mais eficiente à população.

“Quando conseguimos manter as entradas das unidades organizadas e sem obstáculos, melhoramos o fluxo de pessoas, facilitamos o trabalho das equipes e garantimos que pacientes que chegam em situação de urgência tenham acesso mais rápido e seguro ao atendimento”, afirmou.

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O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendosa, ressalta que as UPAs são portas de entrada para atendimentos de média complexidade e precisam funcionar com estrutura adequada para receber a população.

“As unidades de pronto atendimento recebem diariamente um grande volume de pacientes e precisam ter seus espaços preparados para acolher quem procura o serviço. A retirada do comércio irregular ajuda a preservar o ambiente, melhora a circulação e fortalece a qualidade do atendimento prestado”, explicou.

A ação teve início na UPA Morada do Ouro e será ampliada para as demais unidades de saúde do município. O trabalho envolve fiscalização, orientação aos comerciantes e acompanhamento das áreas próximas aos serviços de saúde.

Além da organização do espaço público, a Vigilância Sanitária também atua na fiscalização das condições de preparo, armazenamento e comercialização de alimentos, considerando os riscos relacionados à higiene, ao descarte inadequado de resíduos e ao uso de equipamentos que possam gerar fumaça e outros impactos nas proximidades das unidades.

A Prefeitura também instalará placas informativas nas unidades para reforçar a proibição do comércio ambulante no interior dos prédios e nas áreas próximas aos acessos.

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O descumprimento das normas pode resultar em medidas administrativas, como multa e apreensão de mercadorias, conforme previsto na legislação municipal.

Os comerciantes que desejam atuar de forma regular em vias e espaços públicos devem solicitar o Termo de Permissão de Uso (TPU), emitido pela Secretaria Municipal de Ordem Pública após análise técnica.

O documento estabelece regras para o exercício da atividade, considerando critérios como segurança, fluxo de pedestres e veículos, uso adequado do solo e cumprimento das normas sanitárias.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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