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Governo federal edita novo decreto alterando prazos e critérios referentes ao Marco do Saneamento Básico

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Diante de problemas reais em relação ao saneamento básico, o presidente da República, Jair Bolsonaro, editou o Decreto Federal 11.030, de 1º de abril, alterando o Decreto 10.588/2020, que muda prazos e critérios sobre a regularização de operações, o apoio técnico e financeiro da União e a alocação de recursos públicos federais para o setor de saneamento. 

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) vem, recorrentemente, alertando que os prazos estabelecidos na Lei 14.026/2020, que alterou o Marco Legal do Saneamento (Lei 11.445/2007), e seus regulamentos, foram mal dimensionados, impossibilitando uma transição gradativa do atual modelo de gestão e prestação dos serviços de saneamento básico para os novos modelos e, consequentemente, gerando problemas aos Municípios e prestadores de serviços. A ruptura brusca leva à insegurança jurídica e não soluciona efetivamente os problemas do setor, podendo onerar os Municípios.

Um dos questionamentos da CNM ao governo federal seria o problema de impedir o acesso a recursos federais pelos Municípios que não aderiram à proposta de regionalização até o último dia 31 de março, nos casos de ausência de atuação de governos estaduais e do governo federal neste sentido. O mês de abril chegou e ainda há Estados que não fizeram a proposta de regionalização, sem uma atuação em caráter supletivo do governo federal.

Necessidade de definir a agência reguladora
Uma nova condição para recebimento de recursos federais foi a necessidade de os Municípios definirem a entidade de regulação e fiscalização dos serviços de saneamento, independentemente da modalidade de prestação, direta pelo Município ou indireta por prestadores estaduais ou privados.

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O link, disponível aqui, elenca algumas das entidades reguladoras estaduais, intermunicipais e municipais nas 27 unidades da federação. 

Novos prazos para adesão à regionalização
O prazo para adesão às unidades regionais de saneamento básico com vistas a recebimento de recursos federais foi prorrogado por um ano, até 31 de março de 2023, somente nas seguintes condições, dentre outras estabelecidas no art. 7º do Decreto 10.588/2020 modificado:

– Caso o Município pertença a Estado que o Poder Executivo estadual não tenha submetido projeto de lei de regionalização à assembleia legislativa.
– Caso o Poder Executivo estadual tenha submetido projeto de lei que ainda esteja em tramitação na assembleia legislativa.
– Caso o processo de adesão dos Municípios às unidades regionais de saneamento básico, já aprovadas pelo Estado, ainda esteja em curso.
– Caso a proposta de regionalização ou o estudo para concessão regionalizada dos serviços esteja em fase de desenvolvimento com apoio do Governo federal.

A Confederação alerta os gestores que a opção por aderir às estruturas de regionalização propostas pelos Estados é uma faculdade, entretanto, também é uma condição de acesso a recursos federais pelos Municípios. Por isso, é necessário que os gestores municipais analisem as propostas dos estados e promovam uma avaliação pormenorizada se conseguirão universalizar o saneamento individualmente até o final de 2033, para uma tomada de decisão estratégica.

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Consórcios de abastecimento de água e esgotamento sanitário
O Decreto também prevê que, para aqueles Estados que não propuseram a regionalização, enquanto a União não propor os Blocos de Referência, os consórcios de abastecimento de água e esgotamento sanitário serão admitidos como blocos, uma das modalidades de prestação regionalizada estabelecidas no Marco do Saneamento, desde que cumpridas três condições:
a) o Estado não tenha aprovado nenhuma lei instituindo as seguintes formas de prestação regionalizada: Região Metropolitana, Aglomeração Urbana, Microrregião e Unidade Regional de Saneamento Básico;
b) O Consórcio esteja devidamente formalizado, ou seja, aprovado pelos Municípios integrantes;
c) o Consórcio tenha contratado estudo de modelagem para concessão regionalizada do arranjo intermunicipal junto a instituição financeira federal, organismo multilateral do qual a República Federativa do Brasil faça parte ou empresa que comprove ter sido pré-qualificada por instituição financeira federal, nos últimos cinco anos, para a realização de estudos de concessão para saneamento básico.

É importante ainda que os consórcios não abranjam Municípios integrantes de regiões metropolitanas e que não prejudiquem a viabilidade econômico-financeira da universalização e da regionalização da parcela residual de Municípios do Estado.

O Decreto também traz alterações com relação aos contratos de prestação de serviços, requerendo sua leitura na íntegra pelos gestores. A CNM coloca a área técnica de saneamento à disposição dos gestores, pelo e-mail [email protected]

Fonte: AMM

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Sinop

3º Seminário Regional de Turismo de Sinop aborda pesca esportiva com participação de referências nacionais do setor

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O período vespertino do 3º Seminário Regional de Turismo de Sinop teve como foco a pesca esportiva e o potencial da atividade para impulsionar o turismo regional. O evento é promovido pela Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, e pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT). O primeiro dia de programação ocorreu no auditório do Curupy Acqua Park e reuniu representantes do poder público, empresários, especialistas, influenciadores e participantes de diversos municípios da região. O objetivo do seminário é ampliar o conhecimento técnico da cadeia produtiva do turismo e discutir oportunidades ligadas à pesca esportiva e ao turismo sustentável.

Durante o evento, a diretora de Turismo da Prefeitura de Sinop, Leidiane Viegas, destacou o impacto econômico da pesca esportiva e o potencial da região para atrair visitantes. “A pesca esportiva movimenta mais de 5 bilhões de reais anualmente no Brasil. Temos aproximadamente 20 milhões de pescadores esportivos e entendemos que temos tudo para poder fisgar uma parte desse público aqui para o nosso município, para movimentar a nossa economia local”, pontuou.

A primeira palestra da tarde foi ministrada por Ian Arthur, apresentador de programas de pesca e representante brasileiro da International Game Fish Association (IGFA), com o tema “Pesca Esportiva: oportunidade de desenvolvimento para os municípios”. O palestrante compartilhou a trajetória construída no turismo de pesca e destacou o potencial da região de Sinop. “Eu comecei com turismo de pesca há 35 anos, no Rio de Janeiro. Fazíamos passeios de pesca lá aos finais de semana e depois evoluímos para o Pantanal e Amazônia. Eu percebi todo o crescimento da cidade de Sinop e também um pouco da evolução do turismo de pesca aqui”, contou.

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Na sequência, a apresentadora e influenciadora digital Yasmin Zanon falou sobre “Protagonismo Feminino na Pesca Esportiva: Inspiração, Turismo e Desenvolvimento” e destacou o crescimento da participação feminina na atividade. “Eu estou há dez anos no mercado de pesca esportiva e tenho uma pousada em Minas Gerais. Eu vi a necessidade de abrir uma pousada porque não tinha tantas opções voltadas para famílias e mulheres. Eu vejo que as mulheres precisam de um ambiente mais preparado para elas”, explicou a palestrante.

Yasmin Zanon também destacou o impacto econômico que o segmento pode gerar para o município. “Sinop tem um potencial muito grande para crescer e para trazer grupos femininos. Existem grupos com mais de 600 mulheres em um único evento e isso gera muitos benefícios para a cidade. Eu também entendo que Sinop, apesar de ser considerada uma capital da pesca, ainda possui um potencial pouco explorado em relação ao Rio Teles Pires. Muitas pessoas ainda não conhecem a cidade e sentem falta de mais incentivo e de informações sobre pousadas e locais seguros. Estive aqui para mostrar aos empresários que a pesca esportiva pode crescer muito e que, quando você traz mulheres e famílias, esse crescimento é ainda maior”, ressaltou.

O encerramento da programação da tarde foi com a palestra “Rios que Geram Riqueza: O Valor Econômico da Pesca Sustentável”, ministrada por Alisson Fagner Santos Trindade, presidente da Associação Mato-Grossense de Ecoturismo e Pesca Esportiva. Durante o seminário, o empresário destacou o crescimento da cadeia produtiva ligada ao setor em Mato Grosso. “Sou presidente da associação e sou empresário do setor. Tenho duas pousadas de pesca, uma marina e um shopping náutico. Depois do transporte zero, a gente viu que o turismo de pesca vem crescendo muito no estado. E, junto com ele, cresce toda a cadeia produtiva, não só as pousadas de pesca, mas também o número de guias, lojas de pesca e marinas, porque junto com a evolução da pesca cresce também o turismo náutico”, afirmou.

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O palestrante também ressaltou o potencial natural da região de Sinop para expansão do turismo sustentável. “A região de Sinop possui uma quantidade muito grande de rios e lagos, o que representa um potencial muito grande. Nós viemos aqui para dividir as nossas experiências como empresários e como militantes do turismo de pesca sustentável, para falar da importância da sustentabilidade e do cuidado com os rios, porque são eles que vão trazer todo esse volume de turistas e de negócios para a região”, finalizou.

A programação do 3º Seminário Regional de Turismo continua nesta quinta-feira (30), com visita técnica a um complexo náutico da região. A atividade permitirá aos participantes conhecer estruturas e modelos de empreendimentos ligados ao turismo náutico e à pesca esportiva.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Jhayne Lima

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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