CIDADES
CNM divulga Nota sobre o aumento do piso do magistério
CIDADES
Diante de anúncio do governo federal sobre o reajuste do piso do magistério para 2022, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta para a grave insegurança jurídica que se põe em decorrência do critério a ser utilizado. A entidade destaca que o critério de reajuste anual do piso do magistério foi revogado com a Lei 14.113/2020, que regulamentou o novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), entendimento que foi confirmado pelo próprio Ministério da Educação, no dia 14 de janeiro, com base em parecer jurídico da Advocacia-Geral da União (AGU). Afinal, o que deve ser de fato levado em consideração: parecer da AGU, Nota de Esclarecimento do MEC ou Twitter do presidente da República?
Ao colocar em primeiro lugar uma disputa eleitoral, o Brasil caminha para jogar a educação pelo ralo. A CNM lamenta que recorrentemente ambições políticas se sobressaiam aos interesses e ao desenvolvimento do país. Cabe ressaltar, ainda, que, caso confirmado o reajuste anunciado pelo governo federal, de 33,24%, os Municípios terão um impacto de R$ 30,46 bilhões, colocando os Entes locais em uma difícil situação fiscal e inviabilizando a gestão da educação no Brasil. Para se ter ideia do impacto, o repasse do Fundeb para este ano será de R$ 226 milhões. Com esse reajuste, estima-se que 90% dos recursos do Fundo sejam utilizados para cobrir gastos com pessoal.
Durante todo o ano de 2021 a CNM atuou junto ao Legislativo e ao Executivo para mostrar que o critério de reajuste do piso nacional do magistério, fixado na Lei 11.738/2008, perderia a eficácia com a entrada em vigor do novo Fundeb. Desde 2010, o piso nacional do magistério passou a ser atualizado, anualmente, em janeiro, pelo mesmo percentual de crescimento, nos dois anos anteriores, do valor anual mínimo por aluno dos anos iniciais do ensino fundamental urbano, definido nacionalmente, nos termos da Lei 11.494/2007. Um novo critério de reajuste tem sido uma bandeira defendida pela CNM há mais de 13 anos, que luta pela aprovação do texto original do Projeto de Lei (PL) 3.776/2008, com a adoção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) nos doze meses anteriores para reajuste do piso.
Isso porque há um aumento real muito acima da inflação e do próprio Fundeb. O piso do magistério cresceu 204% entre 2009 e 2021, superando o crescimento de 104% da inflação mensurada pelo INPC e de 143% do Fundo, recurso que serve para o financiamento de todos os níveis da Educação Básica. Esse mesmo cenário, em menor magnitude, ocorreu com o salário-mínimo (137%). Importante ressaltar que o piso hoje não serve apenas como remuneração mínima, mas como valor abaixo do qual não pode ser fixado o vencimento inicial, ou seja, repercute em todos os vencimentos do plano de carreira dos professores. Então o impacto é enorme e prejudica diretamente os investimentos em educação no país, na medida em que grande parte dos repasses para a Educação estão sendo gastos com folha de pagamento.
Diante do cenário de incertezas quanto ao critério e do impacto previsto, a CNM, após reunião da diretoria e do Conselho Político, recomenda que os gestores municipais realizem o reajuste com base no índice inflacionário até que novas informações sejam fornecidas pelo governo federal. A entidade vai continuar acompanhando a discussão do tema no âmbito jurídico a fim de garantir que haja clareza diante da indefinição criada.
Cabe destacar, por fim, que o movimento municipalista não questiona o papel e a importância desses profissionais, mas contesta sim a falta de responsabilidade com a gestão da educação no Brasil. A CNM está olhando para a educação. É dever do Estado garantir a manutenção do ensino e da própria prestação de serviços ao cidadão pela administração pública, mas, em ano eleitoral, para fazer palanque político, quem paga a conta novamente é o cidadão.
Paulo Ziulkoski Presidente da CNM
Sinop
Vacinação itinerante supera 2,3 mil doses aplicadas em julho e reforça acesso da população aos imunizantes em Sinop
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde – setor de Imunização, encerrou o mês de julho com um balanço positivo das ações de vacinação itinerante e das mobilizações especiais realizadas em diferentes regiões do município. Ao longo de cinco ações promovidas durante o mês, foram aplicadas mais de 2,3 mil doses de vacinas, reforçando o compromisso da gestão municipal em ampliar a cobertura vacinal e facilitar o acesso da população aos imunizantes.
O maior movimento ocorreu durante o Dia D da Saúde, realizado em 18 de julho em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) e Centros Integrados de Atendimento (CIA’s), quando 1.408 doses foram aplicadas em um único dia. A mobilização concentrou o maior número de atendimentos do mês e reforçou a importância das campanhas de vacinação para atualização da caderneta vacinal de crianças, adolescentes, adultos e idosos.
Além da grande mobilização municipal, a Prefeitura deu continuidade às ações itinerantes, levando os imunizantes para diferentes regiões da cidade e priorizando bairros mais afastados da região central. Neste final de semana, dia 25 de julho, a equipe esteve no Residencial Nico Baracat, onde foram aplicadas 276 doses, garantindo mais comodidade aos moradores e ampliando o acesso aos serviços de saúde.
As ações também passaram pelo Supermercado Machado Supercenter, no dia 4 de julho, com 231 doses aplicadas, pelo Supermercado Machado Econômico – Vitória Régia, em 11 de julho, onde foram administradas 302 doses, e pelo Shopping Sinop, nos dias 18 e 19 de julho, com a aplicação de 110 doses.
O coordenador do setor de Imunização da Prefeitura de Sinop, João Breganó, destaca que a estratégia de descentralização tem contribuído para aproximar os serviços de saúde da população e ampliar a proteção contra doenças imunopreveníveis.
“A vacinação salva vidas e, por isso, nosso trabalho é fazer com que ela chegue cada vez mais perto das pessoas. As ações itinerantes são fundamentais porque permitem atender moradores que muitas vezes têm dificuldade de ir até uma unidade de saúde durante a semana. Quando levamos a vacinação para bairros mais distantes, como o Nico Baracat, e para locais de grande circulação, ampliamos o acesso, aumentamos a cobertura vacinal e fortalecemos a proteção de toda a comunidade. Manter a caderneta em dia é um compromisso com a saúde individual e coletiva.”
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacinação continua disponível gratuitamente em todas as UBS’s e CIA’s de Sinop, conforme o Calendário Nacional de Imunização (PNI). A orientação é que a população apresente documento oficial com foto, CPF ou Cartão SUS e, preferencialmente, a caderneta de vacinação, permitindo que as equipes verifiquem e atualizem possíveis doses em atraso.
Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
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