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QR Code: um atalho entre o mundo físico e o digital
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O acesso ao cardápio de um restaurante, o pagamento de uma conta, a inscrição em um curso ou a consulta de informações em uma página da internet. Todas essas ações podem ser realizadas por meio de um QR Code, sigla em inglês para Quick Response (“resposta rápida”).
A tecnologia permite acessar conteúdos digitais por meio da câmera do celular, dispensando, em muitos casos, a digitação de endereços eletrônicos, códigos ou outras informações.
Essa praticidade ajuda a explicar por que os QR Codes estão presentes em embalagens, cartazes, restaurantes, lojas, documentos, eventos, campanhas publicitárias e diferentes tipos de serviços.
Embora hoje seja amplamente associado aos smartphones, o QR Code surgiu no início da década de 1990, no Japão, desenvolvido por uma empresa ligada à indústria automobilística. O objetivo era facilitar a identificação e o acompanhamento de componentes durante as etapas de fabricação e distribuição.
Com a disponibilização pública de suas especificações técnicas e a padronização internacional (ISO/IEC 18004), o QR Code passou a ser incorporado por diferentes sistemas e aplicações.
A popularização dos smartphones com câmeras capazes de reconhecer esses códigos ampliou ainda mais seu uso no cotidiano.
O que é possível fazer com um QR Code?
O QR Code pode ser utilizado em diferentes aplicações, desde que a informação seja compatível com esse tipo de codificação e possa ser interpretada pelo sistema de destino.
Ele pode direcionar o usuário para páginas da internet, formulários, documentos digitais, cardápios, aplicativos, redes sem fio (Wi-Fi), pagamentos, contatos, mapas, entre outros conteúdos.
Também é possível criar QR Codes utilizando ferramentas disponíveis na internet. Em geral, basta informar o conteúdo que será codificado para gerar uma imagem que pode ser impressa ou compartilhada em formato digital.
O que existe por trás daqueles quadradinhos?
Apesar da aparência simples, o QR Code utiliza uma estrutura baseada em algoritmos que convertem informações em uma representação gráfica formada por pequenos módulos.
Esses dados podem representar textos, endereços eletrônicos ou outras informações compatíveis com a tecnologia.
Os três grandes quadrados localizados nos cantos do código auxiliam os dispositivos na identificação da posição e da orientação da imagem. Isso permite que a leitura seja realizada mesmo quando o código está inclinado ou em diferentes posições.
É seguro? Veja alguns cuidados
O QR Code é apenas uma forma de representar informações. A segurança da operação depende do sistema ou da aplicação utilizada para interpretar esse código.
Antes de acessar um conteúdo ou concluir um pagamento, é recomendável verificar as informações exibidas pelo aplicativo, especialmente o endereço eletrônico, o nome do destinatário e o valor da transação, quando aplicável.
Também é importante desconfiar de códigos afixados sobre outros QR Codes, links com erros de grafia, domínios desconhecidos ou páginas que solicitem informações incompatíveis com o serviço acessado.
VOCÊ SABIA?
* O QR Code não precisa ser, necessariamente, preto e branco. É possível utilizar outras cores e formatos, desde que haja contraste suficiente para permitir a leitura do código.
* Um único QR Code pode armazenar diferentes tipos de informação, como textos, endereços de internet, contatos, redes Wi-Fi e outros dados compatíveis com a tecnologia.
* Muitos smartphones atuais conseguem ler QR Codes diretamente pela câmera, sem a necessidade de instalar aplicativos específicos.
Texto: ASCOM | Ministério das Comunicações • Mais informações: [email protected] | (61) 2027.6086 ou (61) 2027.6628
Fonte: Ministério das Comunicações
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Acessibilidade digital: o que é e por que importa?
A internet faz parte de atividades simples do dia a dia: acessar uma página, preencher um formulário, usar um aplicativo, assistir a um vídeo ou solicitar um serviço público. Mas, para muitas pessoas com deficiência, barreiras digitais ainda podem dificultar ou até impedir o acesso a esses recursos.
A eliminação de barreiras é um dos pontos centrais da luta pela garantia dos direitos das pessoas com deficiência. O tema ganha destaque em setembro, mês em que é celebrado, no dia 21, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Instituída pela Lei nº 11.133/2005, a data contribui para dar visibilidade à busca por igualdade de oportunidades e participação na sociedade — inclusive no ambiente digital.
É nesse cenário que entra a acessibilidade digital. Na prática, ela significa tornar sites, aplicativos, documentos, sistemas e outros conteúdos acessíveis, considerando as diferentes formas de navegar e interagir com a tecnologia. O objetivo é garantir que as pessoas possam acessar informações, compreender conteúdos e utilizar serviços com mais autonomia.
Como funciona na prática?
As pessoas podem navegar pela internet de diferentes formas. Uma pessoa cega, por exemplo, pode utilizar um leitor de tela, que transforma as informações disponíveis na página em áudio. Pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida podem usar o teclado, comandos de voz, acionadores ou outros recursos de tecnologia assistiva.
Para que essas ferramentas funcionem corretamente, sites, aplicativos e conteúdos precisam ser desenvolvidos de forma acessível. Algumas medidas são:
- incluir descrição textual em imagens;
- permitir a navegação sem o uso do mouse;
- disponibilizar legendas em vídeos;
- oferecer audiodescrição quando informações visuais forem importantes para compreender o conteúdo;
- garantir contraste adequado entre texto e fundo;
- organizar títulos e subtítulos de forma lógica;
- identificar corretamente campos e botões de formulários; e
- utilizar linguagem clara e objetiva.
Esses cuidados também podem facilitar o uso da internet por pessoas idosas, usuários de dispositivos móveis e pessoas com diferentes níveis de familiaridade com a tecnologia.
Acessibilidade é um direito
A acessibilidade digital não é apenas uma boa prática. No Brasil, ela é um direito previsto na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI – Lei nº 13.146/2015), que estabelece a obrigatoriedade da acessibilidade nos sites mantidos por órgãos de governo e por empresas com sede ou representação comercial no país.
Entre as referências para colocar esse direito em prática, está o Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico (eMAG), que reúne orientações para sites e portais públicos. Também são utilizadas as Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG), referência internacional para a produção de conteúdos digitais acessíveis.
Além de seguir padrões técnicos, considerar a participação de pessoas com deficiência no desenvolvimento e nos testes de sites, aplicativos e sistemas, ajuda a identificar barreiras que ferramentas automatizadas nem sempre conseguem detectar.
Leia também:
Texto: E.G.
Edição: F.T.
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