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Proteção de defensores e comunicadores considera especificidades de territórios indígenas
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A proteção de pessoas defensoras de direitos humanos e comunicadores que atuam em territórios indígenas envolve a compreensão das características e dos riscos presentes em cada região. Em áreas remotas e de fronteira, fatores como conflitos territoriais, atuação de redes ilícitas, dificuldades de acesso e menor presença de serviços públicos podem ampliar situações de vulnerabilidade.
O tema foi debatido nesta segunda-feira (10), em Brasília (DF), durante o Encontro Regional: Proteção a Pessoas Defensoras de Direitos Humanos e Comunicadores na América Latina. Realizada no contexto do Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado no domingo, 9 de agosto, a atividade reuniu representantes de programas e mecanismos de proteção de países latino-americanos, organizações da sociedade civil, povos indígenas, jornalistas, organismos internacionais e autoridades públicas.
As discussões tiveram como foco o intercâmbio de experiências, o compartilhamento de boas práticas, os desafios estruturais das políticas de proteção e as garantias de não repetição. Também foram abordadas estratégias voltadas a territórios indígenas, ambientais e de fronteira, além da necessidade de adequação das medidas de proteção às diferentes realidades locais.
Outro aspecto discutido foi a cooperação entre países da América Latina. Representantes de mecanismos de proteção do Brasil, Colômbia, México e Equador participaram da troca de experiências sobre modelos institucionais, medidas coletivas e desafios enfrentados na implementação das políticas.
Em regiões de fronteira, a circulação transnacional de redes ilícitas e as dificuldades de atuação em territórios remotos tornam necessária a articulação entre instituições e mecanismos de diferentes países. As discussões destacaram a importância do compartilhamento de informações e da cooperação regional para prevenir violações e ampliar a resposta a situações de risco.
Proteção e território
A atuação de defensoras e defensores de direitos humanos contribui para a identificação de violações e a defesa de direitos de grupos e comunidades. Em territórios indígenas, a proteção dessas pessoas pode exigir medidas que ultrapassem respostas individuais e considerem também os riscos enfrentados por coletivos e comunidades.
Durante o encontro, foi destacada a necessidade de compreender o contexto territorial para a definição das medidas de proteção. No Vale do Javari, por exemplo, estão presentes simultaneamente questões relacionadas aos direitos dos povos indígenas, à atuação de defensores e jornalistas, ao meio ambiente, à localização fronteiriça e à presença de atividades ilícitas e do crime organizado.
A discussão também esteve relacionada à Medida Cautelar nº 449-22, adotada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em junho de 2022, após o desaparecimento de Bruno Pereira e Dom Phillips no Vale do Javari. Posteriormente, a medida foi ampliada para incluir 11 integrantes da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), em razão dos riscos relacionados à atuação de defensores indígenas na região. A implementação da medida contou com uma Mesa de Trabalho Conjunta, formada por representantes do Estado brasileiro, da CIDH, dos beneficiários e das organizações representantes, para acompanhar medidas de proteção, investigações e ações de não repetição.
As organizações peticionárias da MC 449-22 são Artigo 19, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Repórteres sem Fronteiras, União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (OPI) e Instituto Dom Phillips. O encerramento da Mesa de Trabalho integra o Encontro Regional, com foco no compartilhamento de experiências da implementação da medida e na discussão de garantias de não repetição.
Nesse contexto, a prevenção também integra as estratégias de proteção. A abordagem considera que uma ameaça individual pode estar relacionada a fatores mais amplos presentes no território, o que pode demandar articulação institucional e, em determinadas situações, medidas destinadas a grupos e coletivos.
Defensores e comunicadores
A proteção de jornalistas e comunicadores também integrou as discussões. A atividade abordou os riscos enfrentados por profissionais que atuam em áreas de conflito ou de maior vulnerabilidade, incluindo comunicadores comunitários, indígenas, periféricos e independentes.
Entre os pontos debatidos estiveram a adaptação dos mecanismos de proteção às especificidades da atividade jornalística e da comunicação comunitária e a atuação das redes locais na prevenção, na proteção coletiva e na identificação de violações de direitos humanos.
Mecanismos de proteção
O Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas, criado em 2004, atua na proteção de pessoas em situação de risco em razão de sua atuação na defesa dos direitos humanos. A política é executada por meio da atuação federal e de parcerias com estados e organizações da sociedade civil.
A política de proteção também conta com o Plano Nacional de Proteção a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos, instituído em 2025, e com um Plano de Ação com vigência até 2035, organizado nos eixos de proteção estatal, proteção popular e acesso a direitos e combate à impunidade.
A abordagem considera diferentes dimensões da proteção, incluindo pessoas, grupos, coletivos, comunidades e territórios, além de aspectos relacionados à prevenção de riscos, às redes comunitárias, ao acesso a direitos e à articulação institucional.
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Texto: E.G.
Edição: G.O.
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Galinheiro na agricultura familiar: confira o passo a passo para construir a estrutura
A criação de galinhas é uma prática bastante comum no Brasil e desempenha um papel significativo na agricultura familiar. A atividade contribui para a produção de alimentos, além de ser forte alternativa para a geração de renda e segurança alimentar no campo. Quando realizada de forma adequada, a criação de aves também pode integrar outras atividades produtivas da propriedade, aproveitando recursos disponíveis e diversificando a produção.
Para iniciar a criação de aves, a agricultora ou o agricultor familiar deve seguir algumas recomendações para garantir a segurança tanto das pessoas quanto dos animais. O primeiro passo para construir uma granja é posicioná-la no sentido leste-oeste, com o telhado nessa orientação, para evitar a incidência direta dos raios solares no interior da estrutura.
Instalações
No sistema de criação semi-intensivo, o galpão deve ter 6 metros de largura, enquanto o comprimento deve ser definido de acordo com a quantidade de aves. A recomendação é manter uma densidade de 5 a 7 aves por metro quadrado. O pé-direito deve ter, no mínimo, 3 metros de altura, medida que contribui para uma melhor circulação de ar e ventilação no interior da instalação.
A parede deve ter 1 metro de altura, e acima dela uma tela de proteção que deve ser vedada próxima ao telhado para evitar a entrada de outras aves, como, por exemplo, os pássaros, que são transmissores de doenças.
Para auxiliar no controle da temperatura, recomenda-se a instalação de cortinas nas laterais do galpão. Elas podem ser abertas ou fechadas de acordo com as condições climáticas, contribuindo para manter um ambiente adequado e confortável para as aves.
O agricultor também pode construir um poleiro no interior do galpão. Essa estrutura também precisa ter medidas específicas. Ele pode ser feito de galhos, respeitando a altura de 40 a 60 centímetros do piso para facilitar a locomoção e descanso das aves. Já os ninhos devem ser construídos de 40 a 60 centímetros acima do solo e devem medir de 30 a 35 centímetros de profundidade, largura e comprimento.
Luzes artificiais também podem ser instaladas no local para induzir os hormônios das aves. Comedouros e bebedouros são indispensáveis. O piso do galinheiro deve ser forrado com uma camada de maravalha de pinus ou casca de arroz, materiais que ajudam a manter o ambiente seco e limpo, além de reduzir o contato direto das aves com os dejetos.
No sistema semi-intensivo o produtor também tem a opção de construir um pasto. Neste caso, o ideal é utilizar a grama-estrela ou a grama tifton. A indicação é disponibilizar uma área de aproximadamente 0,5 metro quadrado de pasto por ave, garantindo espaço adequado para circulação e acesso à vegetação.
Mais informações:
Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia (SAF): (61) 3218-2639
Texto; Isabella Melo, Ascom MDA
Edição: Marcelo Carota, Ascom MDA
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
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