BRASIL
Oficina reúne movimentos sociais e conselhos nacionais para debate sobre o Plano Safra
BRASIL
Em uma iniciativa inédita, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia (SAF), promoveu, nesta sexta-feira (11), a Oficina de Diagnóstico e Incidência sobre o Plano Safra da Agricultura Familiar, reunindo pela primeira vez em um espaço conjunto de diálogo os movimentos sociais e os quatro conselhos nacionais que garantem a participação social no tema: Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (CONDRAF), a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) e o Conselho Nacional para a Economia Social (CNES).
A atividade marcou também a retomada do Grupo de Trabalho (GT) do Plano Safra, que volta a atuar com foco na construção coletiva de propostas para a safra 2025/2026. O objetivo da oficina foi realizar uma escuta e diagnóstico dos avanços e entraves do Plano Safra atualmente em vigência, levantando subsídios para o planejamento do próximo ciclo.
Escuta ativa
Vanderley Ziger, secretário da SAF, destacou os avanços do Plano Safra atualmente em vigência, que destinou R$ 76 bilhões em crédito para a agricultura familiar, um aumento de 34% em relação ao ciclo anterior. Ele também reforçou o papel da agroecologia, e do fortalecimento de políticas integradas, indicando os principais avanços, mas sobretudo os desafios a serem vencidos.
“Iniciamos hoje uma discussão muito importante sobre o Plano Safra 25/26. Esse é um momento de aprendizado, estamos muito satisfeitos com essa primeira agenda, e certamente teremos, a partir de agora, o desdobramento de muitas ações construídas em conjunto. Agradeço a participação dos conselhos e movimentos. É a agricultura familiar, ouvindo as representações, ouvindo o povo que produz, para podermos ter, com o crédito, mais alimentos saudáveis e que, de fato, esses recursos possam atender todas as regiões do Brasil”, Acrescentou Ziger.
Durante o debate, representantes da sociedade civil e dos conselhos presentes puderam trazer avaliações, críticas e sugestões a partir de diferentes territórios e realidades sociais, reforçando a pluralidade de vozes da agricultura familiar para a construção participativa da política.
“Estamos nessa articulação para levar esses Conselhos a um debate conjunto de convergências junto com as organizações também da agricultura familiar, para conseguirmos de fato encontrar pontos de convergência que fortaleçam essa pauta, a pauta da agroecologia para produzir alimentos saudáveis para o nosso país. Então é um momento de fato inovador na perspectiva de articulação de diversos conselhos para ter uma incidência mais qualificada no debate da produção”, destacou Samuel de Albuquerque Carvalho, secretário-executivo do CONDRAF.
Articulação inédita
A oficina fortalece o diálogo interconselhos, reconhecendo a transversalidade da política agrícola com temas como segurança alimentar, saúde e bem-estar no campo, desenvolvimento rural sustentável e promoção da agroecologia e da sociobiodiversidade. “Esse é o espaço que foi concebido nessa relação entre os conselhos que têm atuado com a agenda da segurança, soberania alimentar e a transição dos sistemas alimentares, e essa é uma demanda para conseguirmos fazer uma incidência articulada sobre o Plano Safra, entendendo-o para além do crédito, mas como um arranjo e articulação de políticas que podem contribuir para a transição para sistemas alimentares mais saudáveis, sustentáveis e justos”, acrescentou Patrícia Tavares, Secretária-executiva da CNAPO.
Alfredo Pereira, assessor técnico do CONSEA, ressaltou, ainda, a importância da articulação para a saúde e soberania alimentar dos brasileiros. “Toda essa articulação é para a segurança alimentar e nutricional do povo brasileiro e garantir o direito humano à alimentação adequada”, completou.
A oficina foi finalizada com a sistematização dos encaminhamentos prioritários para os trabalhos do GT Plano Safra, que seguirá em atividade ao longo dos próximos meses para consolidar uma proposta inclusiva e territorializada para o Plano Safra 2025/2026, que tem previsão de lançamento em julho deste ano.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
BRASIL
Defesa participa de diálogo sobre descarbonização do transporte marítimo
Brasília (DF), 4/8/2026 – O Ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, participou, nesta terça-feira (4), de diálogo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre descarbonização do transporte marítimo. O evento, realizado em Brasília (DF), contou com a participação do Comandante da Marinha do Brasil, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, além de representantes do governo, da indústria, do setor marítimo e da cadeia de biocombustíveis.
Na ocasião, especialistas, representantes das indústrias e setor produtivo discutiram temas relacionados ao uso do combustível etanol nas embarcações e a redução das emissões de carbono no transporte marítimo. Também foram debatidos aspectos relacionados à competitividade da indústria nacional, à inovação tecnológica e à participação do Brasil nas cadeias globais de comércio.
Durante o evento, o Ministro José Mucio observou que a busca por alternativas energéticas para a navegação integra as discussões internacionais sobre redução de emissões. “Precisamos encontrar alternativas ao uso desse combustível no sentido de reduzir a pegada de carbono nesse modal de transporte e, consequentemente, diminuir a emissão de carbono diretamente na atmosfera”, afirmou.
As discussões abordaram ainda o processo de descarbonização conduzido no âmbito da Organização Marítima Internacional (IMO), organismo responsável pela definição de normas globais para o transporte marítimo. Os participantes discutiram propostas e aspectos regulatórios relacionados às normas nacionais e internacionais voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa no setor marítimo.
De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o transporte marítimo responde por cerca de 96% das mercadorias brasileiras comercializadas com o exterior, considerando o volume transportado. Segundo a entidade, as discussões conduzidas no âmbito da IMO podem influenciar futuras normas internacionais relacionadas à descarbonização da navegação, com impactos sobre a competitividade do comércio exterior brasileiro.
Por Daniel Lima
Fotos: Érico Alves
Assessoria Especial de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
(61) 3312-4070
Fonte: Ministério da Defesa
-
OAB MT1 dia atrásOAB-MT oferece condições especiais para regularização de débitos
-
CUIABÁ1 dia atrásConfira a programação completa do Mato Grosso AgroFestival, que começa nesta sexta-feira em Cuiabá
-
Sinop1 dia atrásAção da campanha Tchau Sufoco realiza mais de 250 atendimentos e auxilia consumidores na renegociação de dívidas
-
VÁRZEA GRANDE1 dia atrásAliança pela Água reativa três poços e reforça abastecimento com mais de 1,5 milhão de litros por dia em Várzea Grande
-
OAB MT1 dia atrásOAB-MT, presente onde a advocacia acontece
-
EMPREGO1 dia atrásEmpresas com 100 ou mais empregados devem atualizar informações para o 6º Relatório de Transparência Salarial
-
Sinop1 dia atrásPrefeitura de Sinop alerta sobre interdição temporária no cruzamento da Avenida Rute com a Rua Manaus
-
CUIABÁ1 dia atrásUPAs de Cuiabá completam seis dias sem pacientes internados em salas de medicação






