CUIABÁ
Search
Close this search box.

ARTIGOS

A montanha vai parir um rato

Publicado em

ARTIGOS

Faltando quatro meses para as eleições presidenciais, o governo federal, em movimento político extremo, apresenta duas propostas para reduzir os preços dos combustíveis, que tanto pressionam a inflação e corroem a popularidade do presidente Jair Bolsonaro.

O primeiro movimento foi apresentar projeto de lei (PLP 018/2022) elaborado de forma conjunta com a Câmara de Deputados, liderada pelo aliado Artur Lira.

Nessa proposta, modifica-se a legislação atual e transformar como essenciais os serviços de energia elétrica, telefonia, internet e os combustíveis. Dessa forma, o projeto de lei padroniza as alíquotas do ICMS cobrado sobre esses bens e serviços em 17% nos 27 estados da federação. A gasolina, por exemplo, tem alíquotas que variam de 31%, no Rio de Janeiro a 23% em Mato Grosso. Todos teriam que baixar para 17%.  Ao mesmo, a administração federal se dispõe a retirar a cobrança dos tributos federais sobre os mesmos bens e serviços (PIS, COFINS, CIDE, no caso dos combustíveis).

O projeto de lei não apresenta garantias seguras de ressarcimento das perdas que todos os estados sofrerão com a redução tributária do principal imposto estadual. Os governadores, com base em estudos dos seus times fazendários, afirmam que a queda de arrecadação atingirá o montante de R$ 115 bilhões. Como parte do ICMS é direito dos municípios, estes terão perdas de R$ 27 bilhões. O projeto foi aprovado, de forma acelerada, pela Câmara dos Deputados e encontra-se em análise no Senado da República. O impasse está criado. Após exaustivas negociações entre representantes do parlamento, executivo federal e governadores, não se chegou a nenhum acordo.

Leia Também:  OAB ajuíza ação contra artigos da Lei 14.365/22 sobre imunidade profissional

Para complicar ainda mais, o governo federal apresentou nova proposta na última segunda (6), afirmando que, após a aprovação da equalização tributária, os estados deixem de cobrar o ICMS sobre óleo diesel e gás de cozinha até dezembro de 2022, como forma de reduzir os preços desses produtos, beneficiando os consumidores e contribuindo para baixar a inflação no segundo semestre. Em contrapartida, o executivo federal também deixará de cobrar PIS, Cofins e Cide e ressarcirá plenamente aos estados. Para isso, o Ministério da Economia desembolsará R$ 50 bilhões aos estados e municípios.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirma que esse dinheiro virá dos recursos que ainda serão obtidos com a privatização da Eletrobrás (R$ 25 bilhões) e dos dividendos da Petrobras pagos ao tesouro nacional (R$ 25 bilhões).

Por se tratar de uma emenda à constituição nacional, a segunda proposta é de difícil aprovação. Exige dois terços dos votos dos deputados e senadores e precisa de duas votações em cada uma das casas. Ainda que obtenha tais aprovações, vai demorar tanto que pode se tornar inócua para cumprir seu principal objetivo que é produzir ganhos eleitorais para Jair Bolsonaro em sua campanha pela reeleição.

Leia Também:  Distrito Industrial Governador Garcia Neto, uma justa homenagem

A redução das alíquotas de ICMS para 17% enfrenta mais resistência dos governadores por ser permanente. Apesar de estarem com os cofres cheios pelos excelentes ganhos de arrecadação dos últimos três anos, as projeções indicam que esse cenário favorável não se repetirá nos próximos anos. Alguns governadores são candidatos à reeleição e 14 senadores se candidatarão ao posto de governador de seus estados.

O esforço extraordinário do governo federal para colocar em prática as duas medidas, pode ser totalmente anulado caso a Petrobras mantenha sua atual política de preços. E a companhia já cuidou de tornar público que, considerando as variações internacionais do petróleo e a taxa cambial, os preços do diesel estão defasados do mercado internacional em 15% e a gasolina em 19%. O reajuste, portanto, paira como uma espada de Dâmocles, que pode cair sobre nossas cabeças a qualquer momento. Assim, ao final do gigantesco esforço político para reduzir os preços dos combustíveis, a montanha vai parir um ratinho.

Vivaldo Lopes, economista formado pela UFMT, onde lecionou na Faculdade de Economia.  É pós-graduado em  MBA- Gestão Financeira Empresarial pela FIA/USP. E-mail: [email protected]

Propaganda

ARTIGOS

Transformando dor em propósito

Publicados

em

A trajetória de Leda Alves e sua luta por inclusão de pessoas com Alergias Alimentares

Aos quatro meses de vida, Joaquim, filho de Leda Alves, recebeu o diagnóstico de Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV). A partir daí, sua mãe enfrentou uma verdadeira batalha: restrição alimentar para seguir amamentando, em seguida, por falta de orientação adequada, vieram as crises (reações alérgicas) constantes, por ingestão inadvertida de leite por parte do Joaquim, que resultaram em idas quase diárias ao pronto atendimento e diagnósticos equivocados.

Somente aos 4 anos, Joaquim recebeu atendimento médico adequado, e Leda mergulhou em estudos científicos internacionais, construiu uma rede de apoio com profissionais da saúde e mães de crianças alérgicas e transformou sua dor em ação.

Em 2019, organizou uma audiência pública em Mato Grosso, que resultou em duas leis pioneiras:

  • Semana Estadual de Conscientização sobre Alergia Alimentar.
  • Direito à alimentação inclusiva em escolas públicas e privadas.

Após mais de 20 anos desde sua primeira graduação em Letras, Leda voltou à universidade, concluiu Nutrição em 2024 e hoje atua como nutricionista clínica com foco em alergias e intolerâncias alimentares.

Leia Também:  Transformando dor em propósito

Ela também criou dois programas exclusivos de atendimento em nutrição:

Livre Alimentar – da Alergia à Alegria, é um programa de acompanhamento personalizado para identificar, controlar e prevenir reações alérgicas, promovendo uma alimentação segura, nutritiva e prazerosa.

NuTrìade – nutrindo corpo, mente e espírito, é um programa para quem busca melhor qualidade de vida para a vida toda, por meio de mudança de mente, que por sua vez, promove mudança de comportamento alimentar sem radicalismos nem restrições sem critérios, mas com muita inclusão, consciência e propósito.

Agora, além dos atendimentos na Clínica Centro de Alergia em Mato Grosso (CAMT), em Cuiabá, Leda abre agenda presencial em Jundiaí-SP, na clínica Lótus, nos dias 05, 06 e 07 de maio de 2026.

📍 Agendamentos

Cuiabá-MT – WhatsApp: 65 99215 5545

Jundiaí-SP – WhatsApp: 65 99975 3126

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA