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XX Jornada NESPro e Congresso Internacional de Criadores começa terça

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Porto Alegre será palco, terça e quarta-feiras (17 e 18.06) da semana que vem de um dos mais relevantes encontros do setor pecuário nacional e internacional. O Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPro) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Instituto Desenvolve Pecuária promovem a vigésima jornada NESPro e o primeiro Congresso Internacional de Criadores.

O evento, que já é tradicional no calendário da pecuária de corte brasileira, ganha, neste ano, uma dimensão internacional, reunindo especialistas, produtores, técnicos e pesquisadores de vários países. A programação contará com 12 palestras distribuídas em dois dias, além de painéis de debates, apresentação de resumos científicos e oportunidades de networking.

Entre os destaques da programação estão temas como sanidade, nutrição, gestão dos sistemas de produção, mercado da carne, sustentabilidade, bem-estar animal, genética, tecnologias aplicadas e rastreabilidade. O enfoque estará na aplicação prática dos conhecimentos, com uma abordagem baseada em experiências de campo e nos desafios enfrentados pelos produtores no cenário atual.

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A lista de palestrantes reúne nomes de peso do setor, tanto do Brasil quanto do exterior. Estão confirmados especialistas como Fernando Furtado, diretor da Beef&Co, referência em gestão pecuária; Alexandre Zadra, consultor em cruzamento industrial; Humberto de Carvalho, especialista em mercado internacional de carnes; além de pesquisadores da UFRGS, da Embrapa e de instituições internacionais, como representantes da Universidade do Texas e da Universidade de Queensland, na Austrália.

O objetivo central do encontro é discutir as inovações necessárias para que a pecuária de corte brasileira se torne mais competitiva no mercado global, propondo alternativas viáveis sob os pontos de vista produtivo, sanitário, econômico e ambiental. Além disso, o evento oferece uma oportunidade estratégica para atualização técnica e científica, capacitação de profissionais e fortalecimento das cadeias produtivas.

A programação também inclui a apresentação de resumos científicos expandidos, que deverão estar alinhados às áreas temáticas abordadas nas palestras. A submissão dos trabalhos segue aberta até o dia 7 de junho e é uma oportunidade para estudantes, pesquisadores e profissionais apresentarem suas pesquisas e contribuírem com o desenvolvimento do setor.

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As inscrições estão abertas no site oficial do NESPro e do Instituto Desenvolve Pecuária, com valores diferenciados para estudantes, profissionais e grupos. A expectativa da organização é receber cerca de 800 participantes presenciais, além de transmissão online para inscritos de outros estados e países.

Mais informações no site nespro.ufrgs.br .

Fonte: Pensar Agro

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Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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