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Workshop discute fertilizantes e sustentabilidade mineral no Brasil

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Na próxima segunda-feira (01.09) Cuiabá será palco de um evento que promete reunir especialistas, gestores públicos, acadêmicos e representantes da sociedade civil para debater temas estratégicos para o futuro da agricultura e da mineração no país. Trata-se da programação integrada do Workshop: Agrominerais e a Política de Fertilizantes do Brasil e do XVIII GEO Políticas: O Setor Mineral e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, promovida pela Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo) e entidades regionais.

O evento que vai até a quarta (3), terá, nos dois primeiros dias, as discussões voltadas para os desafios da dependência brasileira de fertilizantes importados e para alternativas sustentáveis, como os agrominerais. O Brasil, que em 2023 importou 86% do total consumido, desembolsou cerca de US$ 25 bilhões com essas compras, principalmente de países como China, Rússia e Canadá.

Pesquisadores e autoridades vão apresentar dados sobre o potencial dos remineralizadores, o papel da geologia brasileira no fornecimento de insumos e o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), lançado pelo governo federal para reduzir a vulnerabilidade do setor agropecuário e incentivar a produção nacional.

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No último dia, as mesas-redondas do XVIII GEO Políticas abordarão a relação entre o setor mineral e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A proposta é debater transição energética, cooperativismo mineral, mineração responsável e inovação tecnológica, preparando o setor para a COP 30, que ocorrerá em 2025 no Brasil.

O encontro reunirá geólogos, engenheiros, estudantes, gestores públicos e especialistas em sustentabilidade, consolidando-se como um espaço de diálogo técnico-científico e político.

O evento é organizado pela Febrageo, com participação da Associação dos Profissionais Geólogos do Estado de Mato Grosso (Agemat), Associação dos Geólogos de Cuiabá (Geoclube), Sindicato dos Geólogos de Mato Grosso (Singemat), além do apoio da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

As atividades serão realizadas de forma presencial em Cuiabá, na Associação Matogrossense dos Municípios, com transmissão online para ampliar o acesso.

Inscrições, a programação completa e outras informações, clique aqui.

Fonte: Pensar Agro

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Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

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O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

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O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

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A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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