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USP desenvolve fertilizante inovador com vidro e hidrogel que promete revolucionar a agricultura
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Pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um fertilizante inovador que combina vidro fosfatado e hidrogel, visando aumentar a eficiência na liberação de nutrientes e reduzir impactos ambientais.
Diferente dos vidros convencionais, compostos majoritariamente por óxido de silício, o material desenvolvido é um vidro fosfatado, incorporando macro e micronutrientes essenciais para o desenvolvimento vegetal, como fósforo, potássio, cálcio, magnésio, zinco, boro e molibdênio. A inovação reside na encapsulação desse vidro em uma matriz de hidrogel contendo ureia, permitindo a inclusão do nitrogênio, que normalmente se perderia durante a fabricação do vidro devido às altas temperaturas envolvidas no processo.
Em experimentos conduzidos em estufas, utilizando o capim Piatã (braquiária), as plantas tratadas com o novo fertilizante apresentaram um aumento médio de 70% na produção de matéria seca, alcançando até 93,71% em solos argilosos. Além disso, testes de solubilidade indicaram que a liberação de nutrientes ocorre de forma controlada, com dissolução mais lenta em água pura (167 horas) e mais rápida em solução tampão de citrato (134 horas), simulando o pH do solo .
O Brasil importa cerca de 90% dos fertilizantes utilizados na agricultura. A pesquisa da USP busca oferecer uma alternativa nacional, utilizando recursos disponíveis no país, como as reservas de rochas fosfáticas, ainda pouco exploradas. O objetivo é desenvolver um produto eficiente, sustentável e economicamente viável para os agricultores brasileiros.
Os pesquisadores planejam testar o fertilizante em condições reais de cultivo e trabalhar na redução dos custos de produção, visando sua comercialização em larga escala. A expectativa é que essa inovação contribua para uma agricultura mais sustentável e menos dependente de insumos importados.
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Fonte: Pensar Agro
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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento
O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.
Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.
“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.
Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.
As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.
Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.
As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.
Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.
A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.
No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.
A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.
Fonte: Pensar Agro
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