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TRIGO/CEPEA: Valores sobem no exterior, mas recuam no Brasil

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Cepea, 2/8/2022 – As cotações do trigo recuaram no mercado brasileiro na última semana, principalmente no mercado de lotes, enquanto os preços internacionais subiram. Segundo pesquisadores do Cepea, no cenário externo, as cotações avançaram devido à elevada demanda global, à piora da qualidade das lavouras dos Estados Unidos e a incertezas quanto às exportações de grãos da Ucrânia pelo Mar Negro. No Brasil, a forte desvalorização do dólar na última semana pressionou as cotações, visto que favorece a importação do cereal. Entre 22 e 29 de julho, o dólar cedeu expressivos 5,87%, fechando a R$ 5,178 na sexta-feira, 29. Levantamento do Cepea mostra que, entre 22 e 29 de julho, as cotações no mercado de lotes (negociações entre empresas) recuaram 3,33% no Paraná, 1,24% no Rio Grande do Sul, 0,94% em São Paulo e 0,39% em Santa Catarina. No mercado de balcão, porém, os valores ao produtor aumentaram 2,51% em Santa Catarina e 0,76% no Paraná, mas recuaram 1,19% no Rio Grande do Sul. Quanto à comercialização, a baixa disponibilidade de trigo e o fato de moinhos estarem abastecidos no Brasil devem manter os negócios pontuais até a entrada da nova safra. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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