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SUÍNOS/CEPEA: Preços apresentam movimentos distintos

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Cepea, 17/03/2022 – Os preços do suíno vivo vêm apresentando movimentos distintos dentre as praças acompanhadas pelo Cepea. Esse cenário se deve aos diferentes volumes de oferta dentre as regiões. Segundo pesquisadores do Cepea, enquanto no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais, a oferta restrita vem elevando e/ou sustentando os valores do suíno, em boa parte das regiões do Paraná e de São Paulo, os preços estão enfraquecidos, influenciados pelo aumento no escoamento de suínos devido à necessidade de “caixa” dos produtores. Quanto ao mercado da carne, vendedores passaram a sentir certa resistência por parte dos compradores em realizar novos reajustes positivos nos preços. Neste caso, atacadistas indicam que, com o final da primeira quinzena, as saídas de carcaça e de alguns cortes diminuíram. Com isso, os preços da carcaça especial suína e de alguns cortes negociados no atacado da grande São Paulo estão em queda nesta semana. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

Fonte: CEPEA

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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