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Showtec de Maracaju projeta R$ 600 milhões em negócios

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Com área de exposição de 120 mil metros quadrados, mais de 150 expositores e público estimado em 25 mil visitantes, o Showtec se mantém como um dos principais eventos técnicos do agronegócio brasileiro. Realizado em Maracaju (cerca de 160 km da capital, Campo Grande),em Mato Grosso do Sul, a feira espera movimentar cerca de R$ 600 milhões em negócio.

Organizado pela Fundação MS, o evento reúne empresas, pesquisadores e produtores em torno da difusão de tecnologias aplicadas à produção agrícola. Na prática, a feira funciona como vitrine de cultivares, sistemas de manejo, soluções sustentáveis e máquinas, com foco em ganho de produtividade e eficiência no uso de insumos.

A programação técnica é estruturada por áreas temáticas ao longo dos dias, com palestras conduzidas por especialistas e demonstrações práticas em campo. Esse formato permite ao produtor avaliar, em condições próximas à realidade, o desempenho de tecnologias antes de incorporá-las ao sistema produtivo.

Mais do que exposição, o evento cumpre papel estratégico na transferência de conhecimento. Em um cenário de custos elevados e maior exigência por eficiência, a adoção de tecnologia passou a ser determinante para margem no campo. Nesse contexto, feiras como o Showtec funcionam como ponto de convergência entre pesquisa aplicada e decisão produtiva.

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A presença de empresas de insumos, genética, máquinas e serviços amplia o escopo da feira, criando um ambiente voltado à geração de negócios e ao intercâmbio técnico. A expectativa de movimentação financeira reflete não apenas vendas diretas durante o evento, mas também negociações iniciadas no local e concluídas ao longo da safra.

Sede do evento, Maracaju se consolidou como uma das principais regiões produtoras de grãos do Mato Grosso do Sul. O município combina alta produtividade com elevado nível de tecnificação, especialmente nas culturas de soja e milho, além da integração com a pecuária.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Governo define regras para exportações do agronegócio para a Europa

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O governo federal detalhou as regras para uso das cotas tarifárias previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia, definindo como o agro brasileiro poderá acessar, na prática, os benefícios comerciais já em vigor desde 1º de maio.

As normas, publicadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), nesta segunda-feira (04.05), estabelecem critérios operacionais para exportação e importação dentro do novo regime. O objetivo é dar previsibilidade à aplicação do acordo, que ainda depende de ratificação definitiva pelo Parlamento Europeu.

O sistema de cotas atinge diretamente produtos centrais da pauta agropecuária brasileira, como carnes, açúcar, etanol, arroz, milho e derivados, mel, ovos e bebidas como cachaça e rum. São cadeias que passam a disputar um volume limitado com tarifa reduzida ou zerada. Dentro da cota, o produto entra com vantagem competitiva; fora dela, continua sendo exportado, mas com imposto cheio, o que reduz margem.

Esse desenho tem efeito direto na formação de preço ao produtor. Cadeias que conseguirem acessar as cotas tendem a capturar melhor valor no mercado europeu, enquanto operações fora desse limite ficam mais expostas à concorrência internacional. Como a distribuição seguirá, em regra, a ordem de solicitação, empresas com maior organização comercial, tradings, cooperativas e agroindústrias, terão vantagem na captura desse espaço.

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Outro ponto central é a exigência do Certificado de Origem, documento que comprova que o produto atende às regras do acordo. Na prática, isso eleva o nível de exigência dentro da porteira. Rastreabilidade, regularidade de entrega e padronização passam a ser condição para acessar os mercados com melhor remuneração.

Além de definir o uso das cotas, o governo atualizou as regras de certificação de origem. Entre os avanços estão a criação de um modelo específico de Certificado de Origem para o acordo com a União Europeia, a ampliação do uso do certificado eletrônico para mercados como o europeu e a Índia, a autorização de assinatura digital e regras mais claras para autocertificação. Também foi regulamentada a transferência de cotas entre empresas do mesmo grupo econômico, o que tende a dar mais flexibilidade às operações.

Embora as cotas representem uma parcela pequena do comércio, cerca de 4% das exportações, elas se concentram justamente em produtos de maior valor agregado. Isso aumenta a disputa dentro do próprio Mercosul e tende a diferenciar produtores integrados a cadeias exportadoras daqueles que operam fora desses arranjos.

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Para o produtor rural, o efeito é claro: o acesso ao mercado europeu passa a depender menos do volume produzido e mais da capacidade de atender exigências técnicas e comerciais. Quem estiver inserido em cadeias organizadas e conseguir cumprir esses critérios tende a capturar melhores preços. Quem não estiver, continuará exposto ao mercado tradicional, com menor poder de barganha.

Fonte: Pensar Agro

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