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Programa Solo Vivo investe R$ 42,8 milhões para recuperar solo degradado

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O governo federal lançou sábado (24.05), em Campo Verde (distante 130 km da capital, Cuiabá), em Mato Grosso, o Programa Solo Vivo, com previsão de investimento de R$ 42,8 milhões na primeira etapa. O objetivo é recuperar áreas de solo degradado em assentamentos rurais e aumentar a produtividade da agricultura familiar no estado. A meta inicial é atender entre 800 e 1.000 famílias em dez assentamentos.

O lançamento foi realizado no assentamento Santo Antônio da Fartura e integra uma série de ações voltadas à infraestrutura agrária e à regularização fundiária. Também foram entregues 78 títulos de domínio, somando 1.764 hectares, com recursos da ordem de R$ 397 mil. Além disso, máquinas agrícolas foram distribuídas por meio do Programa Estratégico de Fortalecimento Estrutural de Assentamentos Rurais, que abrange 38 municípios mato-grossenses.

O Solo Vivo atua em três frentes principais: assistência técnica para recuperação de solo, capacitação dos produtores e incentivo ao uso sustentável da terra. O programa é coordenado pelo Ministério da Agricultura (Mapa), com participação da Fetagri-MT, do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

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Segundo o governo, a iniciativa busca reduzir desigualdades produtivas entre grandes e pequenos produtores, além de conter a perda de área agricultável. O foco são assentamentos com baixo rendimento agrícola, sem acesso consolidado a tecnologias de manejo ou apoio técnico.

Durante o evento, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou que a atual safra nacional ultrapassa 1,1 bilhão de toneladas, e que 374 novos mercados foram abertos para exportações brasileiras. Ele defendeu que o fortalecimento da agricultura familiar deve caminhar junto ao crescimento do agronegócio exportador.
Impacto econômico

O programa pretende atuar sobre um dos principais gargalos da agricultura familiar: a improdutividade causada pela degradação do solo. A médio prazo, a expectativa é que a recuperação dessas áreas viabilize o aumento da renda, reduza o êxodo rural e amplie a capacidade dos pequenos produtores de acessar políticas públicas, como crédito e compras institucionais.

Com a titulação das terras, os beneficiários também ganham segurança jurídica, o que facilita a inserção no mercado formal, a aquisição de insumos e a contratação de financiamentos.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Produto amplia peso na economia com biodiesel e avanço da agroindústria

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Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia da soja cresceu 11,72% em 2025.

Com isso, o setor passou a responder por 21,6% de todo o PIB do agronegócio brasileiro e por 5,4% da economia nacional.

O principal motor desse avanço foi a safra recorde de 171,5 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2024/25. A grande oferta aumentou o esmagamento do grão nas indústrias e elevou a produção de derivados, principalmente farelo e óleo.

Na prática, isso significa mais atividade fora da porteira. O crescimento da soja passou a movimentar com mais força fábricas de ração, usinas de biodiesel, transportadoras, armazéns e indústrias ligadas à proteína animal.

O farelo de soja foi um dos principais destaques do ano. A demanda interna bateu recorde, impulsionada pelo crescimento da avicultura, da suinocultura e do confinamento bovino. Para o produtor pecuário, isso representa maior oferta de matéria-prima para alimentação animal e maior integração entre lavoura e pecuária.

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O biodiesel também ganhou peso dentro da cadeia. A elevação da mistura obrigatória para 15% aumentou o consumo de óleo de soja e estimulou a produção do biocombustível ao longo do ano.

O reflexo apareceu diretamente na economia. O segmento de agrosserviços, ligado a logística, transporte, armazenagem e comercialização, registrou uma das maiores altas do levantamento, com crescimento de 9,4%.

O mercado de trabalho acompanhou esse movimento. A cadeia da soja e do biodiesel encerrou 2025 com 2,39 milhões de trabalhadores ocupados, avanço de 5,52% em relação ao ano anterior. O aumento das vagas ocorreu principalmente nos setores ligados à indústria e aos serviços de apoio.

Apesar do avanço da atividade econômica, os preços internacionais mais baixos limitaram parte da rentabilidade do setor. A ampla oferta global pressionou as cotações da soja e dos derivados ao longo do ano.

Mesmo assim, as exportações da cadeia cresceram em volume e chegaram a 133,72 milhões de toneladas em 2025. A receita cambial somou US$ 53,46 bilhões, equivalente a cerca de R$ 283 bilhões.

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O levantamento mostra ainda uma mudança importante no perfil do agro brasileiro: processar soja dentro do país passou a gerar impacto econômico muito maior do que exportar apenas o grão bruto. Segundo os pesquisadores, cada tonelada industrializada gerou mais de quatro vezes mais PIB do que a soja embarcada sem processamento

Fonte: Pensar Agro

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