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Produção nacional de peixes de cultivo alcançou de 887 mil toneladas

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A produção brasileira de peixes de cultivo alcançou 887.029 toneladas em 2023, crescimento de 3,1% com relação ao ano anterior com 860.355 toneladas, aponta Anuário 2024 da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).

A tilápia destacou-se como a espécie de maior participação na produção nacional, representando impressionantes 63,93% do total. Com sua crescente popularidade e demanda no mercado interno e externo, a tilápia continua a ser uma importante fonte de receita e empregos para a indústria da piscicultura brasileira.

Em termos financeiros, o faturamento da indústria de piscicultura em 2023 atingiu R$ 9 bilhões, refletindo o potencial econômico desse setor em constante crescimento. Além disso, a piscicultura proporcionou aproximadamente 3 milhões de empregos diretos e indiretos em todo o país, destacando seu papel crucial na geração de renda e no desenvolvimento social.

Minas Gerais, um dos principais estados produtores, contribuiu significativamente para esse panorama positivo. Em 2023, o estado registrou uma produção de peixes de cultivo de 61,6 mil toneladas, apresentando um crescimento notável de 12,6% em relação ao ano anterior. Essa expansão reflete os esforços dos produtores locais e o ambiente propício para o desenvolvimento da piscicultura em Minas Gerais.

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Esse desempenho é atribuído a diversos fatores, como a forte organização dos produtores mineiros e a presença de um mercado consumidor sólido no Estado. A qualidade da água e a infraestrutura adequada também contribuem para o sucesso da piscicultura em Minas Gerais, tornando-a referência para o desenvolvimento da atividade em todo o país.

Fonte: Pensar Agro

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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