AGRONEGÓCIO
IPPA/CEPEA: Após cair por cinco meses seguidos, IPPA reage em fevereiro
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Cepea, 20/03/2023 – Depois de recuar por cinco meses consecutivos, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) avançou 0,6%, em termos nominais, em fevereiro. Esse resultado se deve ao desempenho positivo do IPPA-Pecuária (4,6%), do IPPA-Cana-Café (3,6%) e do IPPA-Hortifrutícolas (0,3%). Na contramão, o IPPA-Grãos recuou na mesma comparação (-2,3%). Em fevereiro, observou-se que o IPA-OG-DI Produtos Industriais, calculado e divulgado pela FGV, apresentou ligeira queda de 0,16%, indicando que, no período, os preços agropecuários caíram frente aos industriais da economia brasileira. No cenário internacional, houve recuo de 0,6% dos preços internacionais dos alimentos, cujo índice é divulgado pela FAO, e de 0,6% da taxa de câmbio oficial (US$/R$), divulgada pelo Bacen. No acumulado do ano, o IPPA/CEPEA registra queda, de 6,3%, ao passo que o IPA-OG-DI Preços Industriais avança, 2%. Na mesma comparação, aos preços internacionais dos alimentos e o câmbio nominal caíram 5,9% e 3,4%, respectivamente. Nesse sentido, nota-se que o comportamento do IPPA/CEPEA converge para aquele observado pelos preços internacionais dos alimentos, levando em consideração, ainda, as variações cambiais. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)
Fonte: CEPEA
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Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado
A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.
O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.
Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.
A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.
A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.
Fonte: Pensar Agro
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