AGRONEGÓCIO
Produção brasileira de amendoim cresceu 60% nos últimos 3 anos
AGRONEGÓCIO
O Brasil está se tornando um grande produtor de amendoim. Apesar de que no mercado internado o amendoim seja tradicionalmente associado a doces e quitutes de festas juninas, no mercado internacional há um enorme potencial a ser explorado.
Nos últimos três anos, a produção de amendoim cresceu incríveis 60%, atingindo uma marca de quase 900 mil toneladas. Em 2022, as exportações alcançaram a marca de 285,6 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 333,4 milhões, o que levou o Brasil ao 6º lugar no ranking mundial de exportadores de amendoim, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab).
Além do amendoim em grão, o Brasil também exporta óleo de amendoim bruto, embora seja um produto de menor valor agregado, com destinos como a China e a Itália. No ano passado, o país enviou 152 mil toneladas de óleo de amendoim, gerando uma receita de US$ 133,48 milhões, um grande aumento em relação às 84 mil toneladas exportadas em 2021.
A produção de amendoim no Brasil se concentra principalmente no estado de São Paulo, que é responsável por cerca de 93% da safra nacional, de acordo com a Abicab. O interior do estado de São Paulo abriga diversas empresas que estão aproveitando as oportunidades do mercado de amendoim e colhendo os benefícios desse crescimento.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Comissão aprova proteção a crédito rural em áreas sob demarcação indígena
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que impede a imposição de restrições administrativas, técnicas ou cadastrais a produtores rurais que ocupam áreas em processo de demarcação de terras indígenas.
A proposta busca evitar que a simples inclusão de um imóvel em procedimentos demarcatórios impeça o acesso a crédito rural, seguro agrícola e outras políticas públicas antes da conclusão definitiva do processo.
O texto aprovado altera a Lei do Marco Temporal e estabelece que as restrições somente poderão ser aplicadas após a conclusão da demarcação e o pagamento das indenizações devidas aos ocupantes. Na avaliação dos parlamentares que defendem a proposta, a medida busca garantir segurança jurídica aos produtores enquanto o processo administrativo ainda estiver em andamento.
O projeto original é de autoria do deputado Rodolfo Nogueira, mas foi aprovado na forma de um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
Além de manter a proteção ao acesso dos produtores às políticas públicas, Lupion ampliou o alcance da proposta ao incluir, de forma expressa, o direito à indenização pela terra nua. Atualmente, a legislação assegura o pagamento apenas pelas benfeitorias realizadas de boa-fé em áreas posteriormente reconhecidas como terras indígenas.
Segundo o relator, a proposta não interfere nos processos de demarcação conduzidos pelo poder público nem altera os direitos dos povos indígenas previstos na Constituição. O objetivo, afirmou, é impedir que produtores sofram restrições antes da conclusão do procedimento administrativo e da definição sobre eventual desocupação da área.
“A simples inserção de imóvel rural em cadastro vinculado a procedimento demarcatório, sem decisão final e sem indenização, não pode resultar, por via reflexa, na inviabilização da atividade produtiva”, afirmou Pedro Lupion durante a votação.
Na justificativa do projeto, os parlamentares argumentam que produtores incluídos em áreas sob estudo para demarcação têm enfrentado dificuldades para contratar financiamentos, renovar operações de crédito, acessar seguros rurais e participar de programas oficiais, mesmo quando continuam exercendo regularmente a posse da propriedade.
Se a proposta avançar nas próximas etapas da tramitação, bancos, cooperativas de crédito, seguradoras e demais órgãos públicos não poderão impor restrições apenas em razão da existência de um processo de demarcação ainda não concluído.
O texto seguirá agora para análise das comissões da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como tramita em caráter conclusivo, o projeto poderá seguir diretamente para o Senado caso seja aprovado nas comissões e não haja recurso para votação no plenário da Câmara dos Deputados.
A iniciativa integra um conjunto de propostas defendidas pela bancada do agronegócio para ampliar a segurança jurídica no campo e reduzir os impactos administrativos enfrentados por produtores rurais durante processos de regularização fundiária envolvendo terras indígenas.
Fonte: Pensar Agro
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