AGRONEGÓCIO
Conab aponta clima favorável e bom desempenho das lavouras em agosto
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O Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA) divulgado nesta sexta-feira (29.08) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que agosto apresentou condições climáticas positivas para a agricultura brasileira. Chuvas regulares, temperaturas adequadas e umidade do solo beneficiaram o desenvolvimento de diferentes culturas no país.
No Centro-Oeste, o clima quente e seco favoreceu a colheita do algodão e do milho safrinha, acelerando o escoamento da produção. No Sealba – região que reúne Sergipe, Alagoas e Bahia –, a umidade no solo sustentou o bom desempenho do feijão e do milho da terceira safra. Já nas regiões Norte e leste do Nordeste, os maiores volumes de chuva ajudaram a manter o ritmo da produção, fortalecendo o ciclo de grãos e fibras.
No Sul, as condições também foram positivas para os cultivos de inverno. O Rio Grande do Sul avançou para a fase de enchimento de grãos, enquanto o Paraná recuperou a umidade necessária com chuvas pontuais. Em Santa Catarina, parte das lavouras entrou em florescimento, com desempenho considerado bom, apesar de falhas isoladas de germinação. Geadas registradas em algumas áreas não provocaram danos significativos ao trigo, que ainda estava em fase vegetativa.
A Conab destaca ainda que os índices de vegetação medidos por satélite se mantêm acima da média histórica. Mesmo em áreas que registraram queimadas pontuais ou preparo de solo para novos cultivos, o desempenho das lavouras segue robusto. O balanço de agosto reforça a expectativa de estabilidade na safra de inverno do Sul e de avanço na colheita de milho e algodão no Centro-Oeste, consolidando um cenário climático favorável para a reta final do ciclo 2024/2025.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027
A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.
O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.
O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.
Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.
Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.
Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.
Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.
Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.
Fonte: Pensar Agro
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