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AGRONEGÓCIO

PERSPEC 2023-MANDIOCA/CEPEA: Em 2023, desafio do setor ainda será a restrição de oferta

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Cepea, 9/01/2023 – A disponibilidade de mandioca no Brasil deve ficar abaixo das expectativas dos agentes do mercado. Os custos elevados e a menor rentabilidade da cultura perante outras atividades concorrentes em área limitaram o avanço do plantio. Para agravar, no segundo semestre de 2022, o clima adverso prejudicou o desenvolvimento das lavouras, o que pode reduzir a produtividade. Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a área plantada com mandioca no Brasil deve recuar 0,3% e a produção deve totalizar 18,4 milhões de toneladas, com pequeno aumento de 0,9% frente ao ano anterior. Com limitada oferta de matéria-prima, parece haver pouco espaço para quedas expressivas nos preços de comercialização da raiz de mandioca. A baixa disponibilidade de matéria-prima também deve limitar a produção de fécula e derivados em 2023. Assim, é de se esperar que a disponibilidade destes derivados atenda especialmente à demanda doméstica, sem muitas possibilidades de aberturas de novos mercados internacionais. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

Fonte: CEPEA

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AGRONEGÓCIO

Expogrande movimentou R$ 400 milhões, reforçando avanço e diversificação do agro

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A 86ª Expogrande, realizada semana passada em Campo Grande, movimentou cerca de R$ 400 milhões em negócios e reafirmou o papel do evento como uma das principais plataformas do agronegócio no Centro-Oeste, em um cenário de maior seletividade no crédito.

Mesmo abaixo do recorde da edição anterior, o volume consolidado mostra a capacidade de reação do setor diante de um ambiente financeiro mais exigente. Ao longo da feira, produtores mantiveram investimentos em tecnologia, genética e melhoria de produtividade, com destaque para a presença de instituições financeiras e linhas de financiamento voltadas ao campo.

A Expogrande também evidenciou a transformação do agronegócio de Mato Grosso do Sul, que vem ampliando sua base produtiva para além da tradicional soja e pecuária de corte. Cadeias como suinocultura, avicultura, piscicultura e florestas plantadas ganharam espaço, refletindo um processo de diversificação que fortalece a economia estadual.

Dados apresentados durante o evento mostram a dimensão desse avanço. A suinocultura já supera 3,6 milhões de abates, enquanto a avicultura movimenta mais de 177 milhões de frangos por ano. A piscicultura, por sua vez, alcança cerca de 53 mil toneladas, consolidando-se como uma das apostas de crescimento.

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No campo agrícola, a soja segue como base, com produção em torno de 4,5 milhões de toneladas na safra atual, mantendo o peso do grão na geração de renda e na dinâmica econômica do estado.

Além dos números, a feira reforçou a integração entre produção, tecnologia e indústria. O ambiente de negócios reuniu produtores, empresas e investidores, consolidando a Expogrande como espaço estratégico para decisões de investimento e troca de conhecimento.

A agenda institucional também teve destaque. Após o encerramento da feira, o governador Eduardo Riedel manteve reuniões com lideranças do setor para discutir novas iniciativas e alinhar demandas voltadas à competitividade.

Entre os pontos tratados estiveram melhorias em infraestrutura, qualificação profissional e programas de incentivo à produção, com foco na ampliação da eficiência e na agregação de valor dentro do estado.

A leitura do setor é de que o agro sul-mato-grossense entrou em uma nova fase, marcada pela industrialização, diversificação e maior uso de tecnologia. Mesmo em um cenário de crédito mais restrito, o volume de negócios e o nível de investimentos observados durante a Expogrande indicam continuidade do crescimento.

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Ao final, a feira reforça a capacidade do produtor de se adaptar ao ambiente econômico e seguir investindo. Mais do que o volume financeiro, o evento consolida tendências que devem sustentar o avanço do agronegócio no estado nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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