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OVOS/CEPEA: Valores seguem estáveis há quase um mês

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Cepea, 6/6/2022 – As cotações dos ovos comerciais iniciaram o mês de junho praticamente estáveis na maioria das praças acompanhadas pelo Cepea, cenário que vem sendo observado desde o dia 5 de maio. Segundo colaboradores do Cepea, a maior facilidade no controle da oferta, principalmente devido às temperaturas mais baixas nas regiões produtoras, tem garantido sustentação aos preços, principalmente nos períodos de menor demanda, como no encerramento do último mês. Vale ressaltar que, no fim de maio, vendedores passaram a conceder descontos para garantir a liquidez da proteína, enquanto nos períodos de maior procura, esses agentes permanecem firmes nos valores pedidos. De 26 de maio a 2 de junho, o preço do ovo branco tipo extra, para retirada (FOB) em Bastos (SP), não teve alteração, fechando a R$ 144,65 por caixa com 30 dúzias no dia 2. Para o produto posto (CIF) no Rio de Janeiro (RJ), as cotações subiram 0,9% na semana, atingindo R$ 153,72/cx no dia 2. Quanto aos ovos vermelhos comercializados nas mesmas regiões, a movimentação dos preços foi similar: estabilidade na praça paulista e alta de 0,5% na capital carioca, cotados, respectivamente, a R$ 161,95/cx e a R$ 171,54/cx no dia 2. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.

A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.

Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.

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Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.

No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.

A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.

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A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.

Fonte: Pensar Agro

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