AGRONEGÓCIO
Mesmo com leve recuo, agronegócio sustenta protagonismo nas exportações brasileiras
AGRONEGÓCIO
A balança comercial brasileira segue apresentando resultados robustos, com superávit de R$ 187,6 bilhões até a terceira semana de julho. E, mesmo diante de uma leve oscilação nas exportações agropecuárias, o setor continua sendo um dos pilares do desempenho externo do Brasil.
Segundo dados, divulgados nesta segunda-feira (21.07), pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país exportou R$ 1,02 trilhão e importou R$ 844,4 bilhões entre janeiro e julho, o que resultou em uma corrente de comércio de R$ 1,87 trilhão. Apenas na terceira semana de julho, o superávit foi de R$ 8,5 bilhões.
Apesar da pequena queda de 1,9% na média diária das exportações agropecuárias em julho, o setor ainda representa uma fatia expressiva das vendas externas brasileiras. Essa oscilação é vista por analistas como pontual, e pode ser compensada pelo cenário favorável dos preços internacionais.
Com o dólar acima de R$ 5,50, muitos produtos do agro têm conseguido manter boa rentabilidade no mercado externo, mesmo com menor volume embarcado. O câmbio alto também abre oportunidades de competitividade para novos mercados.
A indústria de transformação liderou os ganhos, com alta de 7,2% nas exportações e 14,9% nas importações. Já a agropecuária também mostrou sinais de resiliência: mesmo com leve recuo nas vendas, as importações de insumos cresceram 4,8%, o que pode indicar antecipação de investimentos para o próximo ciclo produtivo.
Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA)
Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, O momento é de posicionamento estratégico e de mostrar ao mundo a confiabilidade do agro nacional. “Os números da Secex mostram que mesmo com alguma oscilação pontual nos volumes exportados, o agro brasileiro segue forte, com produtos valorizados no mercado internacional. A taxa de câmbio atual favorece o produtor que está de olho na exportação, e muitos já estão se preparando para uma nova safra mirando justamente esse cenário mais competitivo”.
“O que estamos vendo é um setor que, mesmo diante de desafios logísticos e climáticos, continua investindo e gerando resultados. O agro não para porque sabe que o Brasil depende dele — e o mundo também. Temos condições de fechar o ano com superávit recorde e ampliar nossa presença global se mantivermos foco e política comercial assertiva.”
Na comparação com julho do ano passado, a média diária das exportações totais cresceu 4,5%, atingindo R$ 7,8 bilhões, enquanto as importações subiram 12,9%, para R$ 6,4 bilhões. A corrente de comércio diária avançou 8,1%, reflexo de um comércio exterior em expansão.
Na opinião de Rezende o Brasil segue bem-posicionado no cenário internacional, e o agronegócio continuará sendo peça-chave nesse tabuleiro. “A valorização de produtos agrícolas, a diversificação de mercados e o fortalecimento da imagem do agro brasileiro são trunfos importantes para manter o ritmo nas próximas semanas”, completou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura
O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises.
Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.
O que é precipitação?
Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.
Indicadores
Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.
A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.
Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.
Ana Célia Costa
Ministério da Pesca e Aquicultura
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