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IPPA/CEPEA: Índice de Preços ao Produtor sobe mais de 10% em 2022

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Cepea, 02/02/2023 – O IPPA/Cepea (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) acumulou alta nominal de 10,1% em 2022, de acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Diante disso, os preços agropecuários tiverem leve recuo frente aos industriais em 2022, já que, no mesmo período, o IPA-OG-DI de produtos industriais, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), aumentou 10,7%.

Segundo pesquisadores do Cepea, o incremento dos preços domésticos esteve alinhado ao cenário internacional. Entre 2021 e 2022, os preços internacionais de alimentos (FAO Food Index) subiram 14,3%. Já a taxa de câmbio nominal recuou 4,3%, amenizando em certa medida a transmissão da alta internacional para o mercado interno.

Ressalta-se que, a partir deste presente relatório, o IPPA/Cepea passa a ser analisado pela Equipe do Cepea em termos de suas variações nominais – até setembro de 2022, discutiam-se as variações reais frente ao IPA-OG-DI. No site do Cepea, ambos, o índice nominal e o real, são disponiveis para download.

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Pesquisadores do Cepea destacam que todos os grupos que compõem o IPPA/Cepea subiram em 2022 frente ao ano anterior, mas o destaque foi para o Índice composto por produtos hortifrutícolas.

Assim, de 2021 para 2022, o IPPA-Hortifrutícolas/Cepea teve expressiva alta nominal de 36,7%, reflexo das valorizações observadas para a batata (51,3%), o tomate (23,2%), a banana (51,5%), a laranja (8,9%) e a uva (27,7%). Na sequência, esteve o IPPA-Cana e Café/Cepea, que registrou avanço nominal de 20,7%, reflexo do comportamento dos preços da cana (18,8%) e do café (31,2%).

Também de 2021 para 2022, o IPPA-Pecuária/Cepea teve elevação nominal de 8%, refletindo os resultados da arroba bovina (4,0%), do frango (8,7%), do leite (23,7%) e dos ovos (19,2%). Por fim, o IPPA-Grãos/Cepea apresentou alta nominal de apenas 7,1%, influenciado pelos avanços observados para o algodão (23,5%), soja (11,3%) e trigo (20,1%).

Especificamente no último trimestre de 2022 (de outubro a dezembro/22), o IPPA/Cepea recuou 3,8% frente ao trimestre anterior (de julho a setembro/22), também em termos nominais.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o IPPA/Cepea aqui e por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e a pesquisadora Nicole Rennó: [email protected]

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Fonte: CEPEA

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Entrega do primeiro contrato de cessão de uso de águas da União no Amazonas

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Um marco histórico para a aquicultura no Amazonas foi registrado nesta sexta-feira (25), no município de Iranduba, com a entrega do primeiro contrato de cessão de uso de águas da União para produção de pescado no estado. O documento permitirá ao usuário produzir tambaqui e representa uma nova etapa para o desenvolvimento da atividade aquícola na região, fomentando a geração de emprego e renda.

Durante a agenda em Manaus, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou o caráter inédito da iniciativa e a importância de ampliar o acesso às águas públicas para fortalecer a produção de pescado no país. “É de forma histórica que acontece a primeira entrega aqui no Amazonas. Estamos entregando para um usuário do município de Iranduba, que irá produzir em torno de 120 toneladas de tambaqui ao ano, gerando emprego, gerando oportunidade e gerando renda”, afirmou o ministro.

A iniciativa reforça o potencial do Amazonas para a produção de pescado e a importância de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva da pesca e da aquicultura. Segundo o ministro, o estado reúne uma forte vocação para a atividade, com cerca de 151 mil pescadores e pescadoras e uma produção estimada em 80 mil toneladas de pescado por ano.

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Ciência e inovação para fortalecer a aquicultura

Na segunda parte da agenda em Manaus, o ministro Edipo Araujo visitou o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), onde conheceu as obras de reforma do laboratório voltado à aquicultura. A visita reforçou a importância da ciência e da pesquisa para o desenvolvimento de novas tecnologias, formação de profissionais e avanço da produção aquícola na Amazônia.

O espaço é considerado estratégico para a geração de conhecimento e para a formação de novos pesquisadores na área. Para o ministro, o fortalecimento da pesquisa é fundamental para ampliar a capacidade produtiva do setor e aumentar a competitividade do pescado brasileiro. “E só para lembrar que a aquicultura não é futuro, a aquicultura já é presente. Já é a cadeia produtiva do pescado que mais coloca alimento para a nossa mesa advindo das nossas águas. E por isso nós precisamos cada vez mais incentivar a pesquisa na aquicultura, crescer em inovação, crescer em tecnicismo, para que a gente possa despontar e concorrer com o mundo”, afirmou.

A visita ao INPA integra a agenda do Ministério da Pesca e Aquicultura voltada à aproximação com instituições de pesquisa e ao fortalecimento da ciência como instrumento para impulsionar a cadeia produtiva do pescado. A iniciativa também reforça a atuação na Amazônia, região estratégica para o desenvolvimento da pesca e da aquicultura brasileira.

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Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicutura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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