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FRANGO/CEPEA: Relação de troca por farelo aumenta, mas diminui por milho

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Cepea, 22/7/2022 – Em julho, o poder de compra do avicultor frente ao milho e ao farelo de soja vem variando de acordo com a movimentação dos preços desses insumos. Assim, enquanto as quedas nas cotações do milho permitem melhora na relação de troca ao avicultor, a valorização registrada para o farelo resulta em menor poder de compra frente a esse insumo. Conforme cálculos do Cepea, no mercado de frango vivo, apesar das altas pontuais na primeira quinzena, os preços médios de julho ainda são menores que os de junho, pressionados pela baixa liquidez da carne no mercado doméstico nesses últimos dias. Para o milho, o bom ritmo da colheita da segunda safra e a consequente maior oferta do cereal pressionam as cotações, enquanto para o farelo de soja, os preços estão em movimento de alta neste mês, devido às maiores demandas interna e externa pelo derivado. Assim, considerando-se o vivo negociado no estado de São Paulo e o milho vendido em Campinas/SP (Indicador ESALQ/BM&FBovespa), na parcial deste mês (até o dia 20), é possível ao avicultor paulista adquirir 4,33 quilos do cereal com a venda de um quilo de frango, quantidade 1,4% maior que a de junho e 21,9% acima da de julho/21. Já na comparação com o farelo de soja, também na região de Campinas, é possível ao produtor a compra de 2,29 quilos com a venda de um quilo do animal na parcial do mês, 8% a menos que em junho e 9,1% abaixo da quantidade observada em julho de 2021. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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