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AGRONEGÓCIO

Farm Show deve movimentar mais de R$ 10 bilhões em junho

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AGRONEGÓCIO

A Bahia Farm Show, consolidada como a maior feira agrícola do Norte e Nordeste do Brasil, volta a reunir os protagonistas do agronegócio entre os dias 9 e 14 de junho de 2025 em Luís Eduardo Magalhães (distante 950 km da capital, Salvador), no oeste baiano.

A edição passada registrou um volume de negócios de 10,9 bilhões de reais, um crescimento de 32,7% em relação a 2023, demonstrando a força crescente da região como polo agrícola dentro do Matopiba — área estratégica que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O evento é um termômetro do avanço agrícola local, especialmente impulsionado pelo aumento das áreas irrigadas, que potencializam a produtividade das lavouras em até três vezes. Com condições naturais favoráveis e a adoção crescente de tecnologia, o oeste baiano tem mantido sete anos consecutivos de safra recorde, culminando em uma produção de 6,44 milhões de toneladas em 2024. Para 2025, a expectativa é ampliar ainda mais esses números, com uma safra projetada de 12,22 milhões de toneladas para o estado da Bahia.

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Além de movimentar bilhões em negócios, a feira é palco para o lançamento e demonstração das tecnologias que guiam o futuro do agronegócio, reunindo cerca de 910 expositores entre empresas, startups e instituições de pesquisa. A programação inclui leilões, palestras técnicas, oficinas de capacitação e demonstrações práticas, voltadas para a eficiência, sustentabilidade e inovação na produção rural. O foco especial na agricultura irrigada reflete a busca por maior segurança produtiva diante das mudanças climáticas e da valorização das terras na região.

A infraestrutura do evento foi ampliada para receber um público estimado superior a 110 mil visitantes, com melhorias que incluem auditórios climatizados, pista para test drive de máquinas agrícolas, espaços para alimentação e áreas dedicadas à agricultura familiar. A Bahia Farm Show também movimenta a economia local, gerando empregos temporários e elevando a demanda por serviços de hospedagem e transporte.

A importância da feira ultrapassa o âmbito regional, consolidando o Matopiba como uma das fronteiras agrícolas mais promissoras do Brasil, capaz de suprir o aumento global da demanda por alimentos com sustentabilidade e tecnologia de ponta. Em meio às pressões do mercado internacional e às transformações climáticas, a Bahia Farm Show 2025 reafirma seu papel como vitrine da modernização e da competitividade do agronegócio brasileiro.

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SERVIÇO:
Bahia Farm Show 2025
Quando: 9 a 14 de junho de 2025
Onde: Parque de Exposições de Luís Eduardo Magalhães (950 km da capital, Salvador)
Programação: exposição de máquinas e tecnologias agrícolas, palestras técnicas, leilões, oficinas de capacitação e demonstrações práticas
Outras informações: site oficial da Bahia Farm Show (www.bahiafarmshow.com.br)

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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